25 dezembro 2019

A origem da Catedral de Crato – por Armando Lopes Rafael


Sacrário da capela do Santíssimo Sacramento
da Catedral de Crato. Uma obra artística!
Foto de Armando Rafael

     O templo dedicado a Nossa Senhora da Penha, sede da cátedra (cadeira) do Bispo de Crato, é o edifício mais importante para a memória da região do Cariri. A atual catedral de Crato remonta a uma humilde capelinha de taipa, coberta de palha, construída – por volta de 1740 – pelo capuchinho italiano, frei Carlos Maria de Ferrara. Este frade foi o fundador do aldeamento da Missão do Miranda, núcleo inicial da atual cidade de Crato, criado para abrigar e prestar assistência religiosa às populações indígenas que viviam espalhadas ao norte da Chapada do Araripe.

    A notícia mais antiga, até agora conhecida, sobre as atividades pastorais de frei Carlos Maria de Ferrara, em Crato, tem a data 30 de julho de 1741. O historiador Padre Antônio Gomes de Araújo localizou essa ocorrência num livro de registro de batizado e casamento, pertencente à Paróquia de Icó, da qual era integrante a Missão do Miranda:

“Aos 30 dias do mês de julho 1741, de licença do Revmo. Cura Diogo Freire de Magalhães, na Igreja da Missão do Miranda, batizou frei Carlos Maria de Ferrara a Apolinário, filho de Matias Lopes de Sousa e de sua mulher Maria Lopes. Foram padrinhos: Manoel Pereira e sua irmã Inácia de Sousa, filhos de Antônio Pereira -- todos moradores nesta freguesia – João Saraiva de Araújo, Cura de Icó”.  Livro de Registro de Batizados e Casamentos, Paróquia de Icó. 1741-1783, fls. 2.

Pequena imagem da Mãe do Belo Amor, 
venerada, desde 1740,
na primitiva capelinha dedicada à Virgem 
da Penha por frei Carlos Maria de Ferrara

  Em janeiro de 1745, conforme pesquisa do historiador Antônio Bezerra, foi colocada numa das paredes da, então, capelinha de Nossa Senhora da Penha uma pedra com inscrição. Tratava-se do registro da consagração e dedicação do pequeno e humilde templo, início da atual catedral de Crato. A inscrição foi feita por frei Carlos Maria de Ferrara, e nela constava que a capelinha fora consagrada a Deus Uno e Trino e, de modo especial, a Nossa Senhora da Penha e a São Fidelis de Sigmaringa, este último considerado o co-padroeiro de Crato. Abaixo, o texto constante da inscrição rupestre, infelizmente desaparecida:

Uni Deo et Trino
Deiparae Virgini
Vulgo – a Penha
S Fideli mission.º S.P.N. Fran, ci Capuccinor.m
Protomartyri de Propaganda Fide
Sacellum hoc
Zelo, humilitate labore
D. D.
Sup. Ejusdem Sancti.i Consocy F.F.
Kalendis January
Anno Salutis  MDCCXLV.

   Com o passar dos anos, diversas construções e reformas foram agregadas à capelinha construída por frei Carlos Maria de Ferrara, que resultaram no atual edifício da Sé de Crato. Este templo foi igreja-matriz, entre 1768 e 1914, ano em que foi elevado à dignidade de Catedral pela mesma bula de Ereção Canônica da Diocese de Crato, datada de 20 de outubro de 1914.

   A partir desta data, a igreja-matriz de Crato passou a ser a Sé, a Igreja do Bispo, sede da sua cátedra (cadeira), lugar-sinal de comunhão e da unidade da Diocese e também da comunhão com a Igreja Universal. A catedral é a Igreja-Mãe de uma diocese. A de Crato possui um rico patrimônio histórico, artístico, cultural e religioso.

Pesquisa feita por Armando Lopes Rafael

Crediamigo do BNB para a Caixa? -- Por Egídio Serpa



Fonte: "Diário do Nordeste"

Que planos tem o governo do presidente Bolsonaro para o Banco do Nordeste? Esta pergunta não tem resposta, por enquanto. Mas ela é motivada por informações procedentes de Brasília, segundo as quais o Ministério da Economia deseja transferir do BNB para a Caixa Econômica Federal toda a carteira do Crediamigo - maior programa latino-americano de financiamento de mini e micro empreendedores.

A justificativa é esta: "A Caixa tem agências em quase todos os municípios brasileiros, e essa capilaridade precisa de ser melhor aproveitada pelo maior banco social do País", como explicou uma fonte da CEF. Bem, tirar o Crediamigo do BNB será jogar gasolina na fogueira da política nordestina. Pior: será comprar uma briga com toda a bancada federal da região, algo que certamente Bolsonaro não desejará. O bom senso sugere: Presidente, deixe o Crediamigo e seu sucesso onde eles estão.

Mensagem de Natal do Chefe da Casa Imperial do Brasil



Porém o anjo disse-lhes: “Não temais, porque eis que vos anuncio uma boa nova, que será de grande alegria para todo o povo: Nasceu-vos hoje na cidade de David um Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc. 2,10-11).

Meus muito caros brasileiros,
Mais um ano chega ao fim e, como de costume, dirijo-me a meus compatriotas por ocasião do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo.

2019 foi ano felizmente marcado pela afirmação de boas tendências, tradições e valores que, a prevalecerem, farão o Brasil retomar as vias luminosas traçadas pela Divina Providência, de modo a ser, verdadeiramente e sempre mais, a Terra de Santa Cruz.
É com o coração cheio de alegria e renovada esperança que assisto as fileiras monarquistas engrossarem, sobretudo pela adesão dos mais jovens, e as ruas, “do Oiapoque ao Chuí”, acolherem com naturalidade, quando não com aplausos, a bandeira do Império com o Verde dos Bragança e o Amarelo dos Habsburgo.

Reflexo disso são os numerosos Encontros Monárquicos realizados em grandes capitais bem como em cidades menores, com a presença do Príncipe Imperial Dom Bertrand, do Príncipe Dom Antonio e de outros irmãos meus, e as manifestações à imprensa de meu jovem sobrinho o Príncipe Dom Rafael, com positiva e carinhosa repercussão. Assim, é com tranquilidade que vejo assegurada a sucessão dinástica, na certeza de que a Família Imperial perenizará sua missão de servir à Pátria.
O tema "Monarquia" está cada vez mais presente no panorama brasileiro. E com muita razão. Um regime que prima pela concórdia e pela convivência fraterna, tão afeitos ao temperamento nacional, há de atuar como um verdadeiro bálsamo sobre as divisões tipicamente republicanas infligidas ao nosso povo. Afinal, somos todos parte de uma grande família com um destino comum a realizar.

Diante do Presépio, rogo, pois, à Sagrada Família ― Jesus, Maria e José ― que abençoe o Brasil e guie nosso povo rumo à restauração de uma sociedade autenticamente monárquica, atendendo aos anelos de grandeza cristã que palpitam em nossos corações.

Com estes sentimentos e com esta prece, desejo a todos os brasileiros, de modo particular aos monarquistas e amigos da Família Imperial, um Santo Natal e um abençoado Ano Novo de 2020.

São Paulo, 24 dezembro de 2019.

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil
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