14 setembro 2019

Coisas da República


Gilmar Mendes solta mais dois corruptos –  Por Marcelo G. Jorge Feres (*)

Pela terceira vez o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu liberdade a dois grandes empresários envolvidos nos desvios de dinheiro público na área da saúde. Mendes usou, novamente, da argumentação de que os fatos criminosos não são contemporâneos (sic).  
Pergunta-se: as mortes e os danos oriundos dos desvios desse dinheiro público são contemporâneos? A impunidade e as injustiças são contemporâneas? A indignação de todos é contemporânea? E, ainda, em todos os tempos futuros esses fatos inexplicáveis do chamado Direito nacional serão contemporâneos? 

(*) Marcelo G. Jorge Feres – e-mail: marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Petrolão: Cortesia com chapéu alheio – por  Izabel Avalonne (*)

Tanto se falou em corrupção na Petrobrás, bilhões e bilhões foram roubados. Quando a Operação Lava Jato levantou o maior esquema de corrupção de que se tem notícia, condenou e prendeu alguns e recuperou uma pequena parte do que foi roubado. Com esse dinheiro recuperado, não faltaram pais para adotar o filho, como a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Câmara dos Deputados. Como dizia minha avó, depois do prato feito não falta quem queira comer. 

E com esse prato pronto chegou a vez de o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir sobre o acordo entre PGR, AGU e Câmara. Não é preciso ser mágico para adivinhar: perderão os que investiram na estatal (acionistas) e o povo. Não fosse a força-tarefa da Lava Jato, nada teria sido descoberto. E apesar de todo o esquema de corrupção, ainda há setores que não reconhecem o trabalho realizado, mas na hora de fazer cortesia como chapéu alheio não faltam candidatos. A conferir o que fará o STF. 

(*) Izabel Avalonne  – e-mail: izabelavallone@gmail.com

Grau de corrupção no Brasil – por Paulo Roberto Gotaç (*)

Perturbador, porquanto lamentavelmente verdadeiro, o resultado de pesquisa feita em 27 países dirigida a temas relacionados a populismo e nacionalismo, elaborada pelo Ipsos, uma das mais respeitáveis empresas de inteligência de marcado no mundo, visando a avaliar a imagem que os habitantes têm a respeito do grau de corrompimento de suas sociedades. 

O Brasil, triste conclusão, ocupa a segunda pior posição, atrás somente da Polônia, empatado com a África do Sul. E ainda é retratado como politicamente restrito, a contar com um pouco confiável grupo humano encarregado de conduzir seus destinos, mal qualificado por consistir de autoridades econômicas que primordialmente desenvolvem políticas com foco no favorecimento dos mais ricos e de políticos, que pouco se preocupam com as pessoas comuns. Em resumo, os dados obtidos parecem indicar que temos um longo caminho até atingir uma situação de razoável justiça social e de desenvolvimento sustentável. 

(*) Paulo Roberto Gotaç – e-mail: pgotac@gmail.com

Será realizado o Simpósio “O Crato Caririense e o Crato Alentejano: História, Cultura e Educação”


Nos dias 3 e 4 de outubro do corrente ano, na sede do Senac, na Praça da Sé, será realizado o I Seminário da Disciplina Etnoconhecimento e Educação Escolar com o título “O Crato Caririense e o Crato Alentejano: História, Cultura e Educação”, organizado pelo Mestrado Profissional em Educação da Universidade Regional do Cariri. Nesse sentido, a coordenação do evento tem a satisfação de convidar a todos  a participarem desse Seminário.



Da exaltação da cruz à santidade! – por José Luís Lira (*)



    Todo dia 14 de setembro, os cristãos católicos, celebramos a Exaltação da Santa Cruz. Para mim, uma das melhores definições dessa exaltação, já que no Império Romano era a mais ultrajante forma de condenação, a morte na cruz, é de São Paulo. Ele nos diz em sua 1ª carta aos Coríntios: “... a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus” (1Cor 1,18). A celebração tem origem no século IV, quando, a Verdadeira Cruz de Jesus foi descoberta, em 326, pela Imperatriz Santa Helena, mãe do Imperador Constantino I, durante peregrinação à cidade de Jerusalém.

    A santa descobriu as três cruzes usadas na crucifixão de Jesus e dos dois ladrões. Um milagre revelou qual das era a cruz verdadeira, a Vera Cruz de Cristo. Em 13/09/335, ocorreu a dedicação da Basílica do Santo Sepulcro de Jerusalém e a Cruz foi exposta no dia 14, propondo reflexão sobre Jesus que n’ela sofreu.

     Santo Eusébio, São Cirilo, Santo Ambrósio, foram alguns dos que aclamaram a descoberta da Santa Cruz, mas, Calvino e Lutero zombaram das parcelas da verdadeira Cruz espalhadas pelo mundo como relíquias. Essas parcelas, diziam, dariam para construir um edifício. No livro “Fisionomia dos Santos” (1875), o francês Ernest Hello, conterrâneo do santo padroeiro dos advogados, Santo Ivo, trata de uma pesquisa de Charles Rohault de Fleury, arquiteto francês. Eis a conclusão da pesquisa sobre todas as relíquias da Cruz: “... a cruz de Jesus Cristo deveria ter cerca de cento e setenta e oito milhões de milímetros cúbicos”.

     Diz ele que espalhados pelo mundo há cerca de 15 milhões de milímetros; o que não perfaria a décima parte da cruz e afirma que a Cruz tem madeira resinosa e provavelmente fora feita de pinheiro. A elevação da Santa Cruz refere-se à mudança de signo da Cruz, de infame para sinal de vitória. Para nós, cavaleiros e damas da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém é dia indulgenciado e de celebração.

    
    Nós, sobralenses, presentes à Missa da Sé das 18h30min deste dia, glorificaremos a Jesus que na Santa Cruz se ofereceu pela salvação da humanidade e daremos graças pela abertura oficial da Causa de Beatificação e de Canonização do Servo de Deus Joaquim Arnóbio de Andrade (foto ao lado), com a presença do Sr. Bispo Diocesano, Dom Vasconcelos, clero, religiosos e religiosas, com destaque às Madres Antonieta Portela, atual, Odete Neves, emérita, e Maria de Jesus que também foi Madre das Missionárias Reparadoras do Coração de Jesus, e todo o povo de Deus, além do Tribunal constituído, tendo a participação do postulador, Dr. Paolo Vilotta; Pe. Agnaldo Temoteo da Silveira, juiz da causa; Dr. Ronaldo Frigini, juiz civil; Pe. Nonato Timbó de Paiva, promotor; Margarida Almeida Lopes, leiga; e Pe. João Paulo Aguiar Bezerra, vice-chanceler. A Comissão Histórica será constituída pelo Cavaleiro José Luís Lira, Dra. Ana Lúcia Frigini e Ir. Carminda Carvalho.
    Após esta importante celebração, haverá o traslado dos restos mortais do Mons. Arnóbio que estavam na Igreja do Menino Deus, atualmente em manutenção, para a Capela de Santo Antonio, na Rua Pe. Fialho, tornando mais acessível aos fiéis, até que possam retornar ao Menino Deus. Ao final entoaremos: Vitória, tu reinarás; oh Cruz, tu nos salvarás!



   (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.