29 julho 2019

Os parceiros da Criação - Por: Emerson Monteiro


Deus fez assim, nós próprios a participar intensamente da construção nas existências do Ser. Sim, pois em crescimento, carecemos crescer das raízes em que estamos plantados; participamos na edificação de tudo quanto há, e haverá, e trabalhamos dentro de nós a força viva das eternidades, sementes da felicidade que o somos, instrumentos da Salvação em andamento. A saber, disso o valor que todos temos no que hoje somos, que traz em nós as matrizes da solução de tudo, andamos através da maravilha dos corpos integrados ao sistema da suprema Natureza.

Nisso, parceiros nada menos do que do Autor das Existências, cavaleiros andantes da esperança, tangemos esse poder da melhor forma que podemos, no entanto, dos tais modos inseridos na perene continuidade, face às civilizações em festa com que agora fertilizamos os solos da Criação.

Quisemos, e dizemos, que somos partes necessárias ao desenvolvimento das espécies, mesmo que trabalhemos, por vezes, equivocados nas ações, entretanto aceitos na grandeza da bondade do Pai. Conquanto previstos que seja de tal maneira, seguimos os espasmos de só aparente imperfeição que leva a marca dos níveis da continuidade, e cá estamos de armas em punho a lutar na possibilidade das formas menores daquilo em que viremos chegar certo dia.

Tais raciocínios conduzem ao espaço da persistência, vontades em elaboração no concerto das espécies. Nas horas estão os meios de experiência que alimentam a fornalha dos destinos. Quantos pequenos senhores da paixão arrastam consigo esse valor infinito das largas realizações, eles, nós, mestres em formação, luzes em fermentação. Daí, julgar uns aos outros foge definitivamente de nossas crenças. Se iguais, quais aqui, razão nenhum se dispõe em querer dominar além das almas da gente mesma.

Fermentos da massa dos espíritos, pesa em nossas mãos o condão dos gestos positivos, trabalhos de Deus nos minúsculos raios de plenitude espalhados nos céus desta condição humana.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

A lição que nos vem da Inglaterra: um pais democrático, onde tudo funciona bem



    Na última quarta-feira, dia 24 de julho, em audiência privada no Palácio Buckingham, residência oficial da Coroa no coração da capital, Londres, a Rainha Elizabeth II do Reino Unido recebeu o novo Líder do Partido Conservador, Boris Johnson, e o convidou a formar um novo governo em seu nome, o “Governo de Sua Majestade”.

    “Mr. Johnson”, como é chamado pela imprensa de seu País, prometeu que o Reino Unido deixará a União Europeia no dia 31 de outubro próximo, “custe o que custar”. O eleitorado aguarda, já não tão paciente, mas certo de que, se ele também fracassar, virá o 15º Primeiro Ministro de Sua Majestade. Afinal, na Inglaterra, políticos vêm e vão, enquanto os governos são trocados ao sabor da opinião pública; mas a Coroa, assim com a Nação, é perene, servindo de espelho e exemplo das melhores virtudes de seu povo, velando sobre o bom funcionamento das instituições e garantindo que o Parlamento atue de acordo com as legítimas aspirações dos britânicos.

     A oposição ao novo Primeiro-Ministro, feita pelo Partido Trabalhista, é chamada a “Lealíssima Oposição de Sua Majestade”, pois todos os partidos fazem questão de se identificar com a Soberana na condução do bem comum. Enquanto isso,no Brasil, a oposição ao atual Presidente da República,  apoia os “hackers” violadores de celulares das aurtoridades constituídas; votou contra a Constituição de 1988, votou contra o Plano Real, votou contra a reforma de Previdência  e hoje torce  no “quanto pior, melhor".

     Boris Johnson aceitou o convite régio e, ao beijar as mãos da Rainha, como manda a tradição, tornou-se seu 14º Primeiro Ministro, o mais recente em uma lista de nomes que se inicia, no ano de 1952, com o grande Sir Winston Churchill, e inclui ainda a formidável Lady Thatcher, a célebre “Dama de Ferro”. Uma lista de nomes – alguns não tão ilustres – que, ao longo dos últimos 67 anos, serviram a uma Soberana que, hoje aos 93 anos de idade, permanece pairando graciosamente acima dos interesses partidários e das querelas políticas.

     O novo Primeiro Ministro tem agora a tarefa de levar a cabo a bem-acertada decisão tomada pelo povo britânico em referendo de 2016, conhecido como Brexit, de deixar a monolítica União Europeia, cujo projeto de poder é marcadamente socialista, pois não respeita as individualidades e tradições nacionais, nem tampouco a autodeterminação dos povos, e que parece caminhar para um “Estado artificial”, uma “República da Europa”, muito diferente do saudável modelo que outrora vigorou no Sacro Império Romano-Germânico, e que era todo baseado em valores monárquicos e cristãos.

God Save the Queen! Deus Salve a Rainha! como consta no Hino do Reino Unido.

(Baseado em texto publicado no face book da Pró Monarquia).