13 julho 2019

Monarquistas do Piauí restauram o monumento de Dom Pedro II


fonte: Facebook Pró Monarquia
    O Círculo Monárquico do Piauí recentemente atraiu a atenção da imprensa local por um motivo bastante louvável: seus membros organizaram ação de limpeza de um busto vandalizado do Imperador Dom Pedro II, na capital do Estado, Teresina, nomeada em homenagem justamente à augusta esposa do Magnânimo, a Imperatriz Dona Teresa Cristina, conhecida, ao seu tempo, como a Mãe dos Brasileiros. aliás, o nome Teresina foi dado  em homenagem a Dona Teresa Cristina, esposa de Dom Pedro II: TEREsa CristINA= Teresina.


   Em sua grande maioria, jovens, os monarquistas piauienses têm desenvolvido um excelente trabalho de divulgação dos ideais monárquicos e de esclarecimento da população pública acerca das inegáveis vantagens da Monarquia sobre a República, e assim contribuem para que o Brasil enfim retome as vias gloriosas que nos foram traçadas pela Divina Providência, sob as bênçãos de Deus Nosso Senhor e de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do nosso País.

   Informados do feliz ocorrido, os Príncipes Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, e Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil, ficaram profundamente agradecidos pelo gesto em homenagem ao seu venerando trisavô, cuja boa obra na condução dos destinos públicos do Brasil se faz sentir até os dias atuais. Convidado recentemente a participar do I Encontro Monárquico do Piauí, ainda sem data para sua realização, o Príncipe Imperial espera ter a satisfação de poder se fazer presente.

COMENTÁRIO DE ARMANDO RAFAEL:
   Aqui em Crato temos uma importante rua, no centro da cidade, denominada “PEDRO II”. A Prefeitura deveria mandar fazer uma placa de bronze, com a denominação correta  da denominação constante da lei aprovada pela Câmara Municipal de Crato: RUA IMPERADOR DOM PEDRO II.

    Recentemente, o Governo Municipal da cidade de Lapa (no Paraná), mandou colocar no teatro daquela cidade a placa abaixo:


Crato: Colégio Pequeno Príncipe, Rádio Princesa, mercearia “O Rei da Feijoada”, etc...


     Se fosse verdade, como alguns tentam propagar, que os Reis e Imperadores deixaram péssima recordação histórica – como tiranos, sanguessugas, ociosos, caprichosos, cercados de aduladores e de concubinas, etc., etc. –, as palavras “Rei” e "Imperador" viriam, forçosamente, carregada de más conotações. Não é o que acontece. 

    Até hoje, apesar das sistemáticas campanhas republicanas para destruir a boa imagem que os Reis deixaram na memória popular brasileira, a ideia da realeza ficou indissociavelmente ligada à de excelência. Nossa Senhora da Penha é chamada de Imperatriz e Padroeira de Crato. O cantor Luiz Gonzaga (Cidadão Honorário de Crato) é chamado de "O Rei do Baião". E os concursos de "Rainhas" nas nossas escolas? Não é por outro motivo que tantas e tantas casas de comércio – sobretudo as pequenas – têm nomes como “Rei dos Parafusos”, “Rei dos Sucos”, “Rainha dos Calçados”, Rei e Rainha disto e daquilo...

   Em janeiro de 1991, quando o Professor Armando Alexandre dos Santos, conhecido monarquista brasileiro, encontrava-se em Recife, capital do Estado de Pernambuco, realizando uma conferência, um assistente, muito espirituoso, pediu a palavra e contou que, certa feita, perguntara-se a um desses “Reis” do pequeno comércio por que não passava a intitular seu estabelecimento de “O Presidente da República" (ao invés de "Rei"), ao que comerciante logo respondeu: “Não troco o nome porque, se trocasse, todo mundo iria pensar que é esculhambação.”

(Baseado em trecho do livro “Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira, com Monarca e Poder Moderador eficaz e paternal”, do supracitado Professor Armando Alexandre dos Santos). 

Foto: Sua Alteza Real o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança (quarto colocado na linha da sucessão ao Trono Brasileiro) cumprimentando uma vendedora de frutas durante visita à cidade de Pompéu (MG), em novembro de 2016.
Postado por Armando Lopes Rafael

A benção, Padre Cícero! – por José Luís Lira (*)



    “Olha lá no alto do horto, ele tá vivo, Padre não tá morto! Viva meu Padim, viva meu Padim Ciço Romão”, creio que estas palavras de Luiz Gonzaga, estão gravadas no coração de todo romeiro do Pe. Cícero Romão Batista. 

    No dia 20, próximo sábado, celebra-se 85 anos do retorno do Pe. Cícero à Casa do Pai. Fora uma vida de santidade, em favor dos pobres e necessitados, de obediência às determinações da Igreja e resignação. Havia, também, as pessoas importantes que o admiravam e que beneficiavam suas ações. Houve a política, a incompreensão, mas, acima de tudo, havia uma alma sacerdotal que amava a Deus e ao próximo.

   É interessante que as duas pessoas que mais me influenciaram intelectualmente, tinham pensamentos diferentes sobre o Padre Cícero. Uma fora aluno do mesmo Seminário que ele, recebeu a Ordem Sacerdotal e seguiu as orientações da Igreja de então. A outra, fora alma livre. Amante da literatura, da liberdade, mulher sábia e conheceu o Pe. Cícero. O chamava de meu Padrinho e sempre o defendeu: Rachel de Queiroz. Rachel escreveu uma bela página na revista "O Cruzeiro" quando ocorreu o centenário do religioso, depois transcrita em “Cem Crônicas Escolhidas” e abordou em várias ocasiões a visita que fizera ao Santo de Juazeiro e este, querendo oferecer-lhe um regalo, pergunta à mocinha: “Minha filha, o que você quer levar de Juazeiro?”. Ela respondeu: “Um punhal, meu Padrinho, desses com cabo de ouro que só aqui em Juazeiro sabem fazer”. Quando ela estava saindo de Juazeiro, um mensageiro veio com um pacote e entregou-lhe dizendo que tinha sido o Padre Cícero que lhe mandara. Ela abriu ansiosa e encontrou um crucifixo e indagou ao mensageiro se ele não tinha mandado um punhal que era o que ela havia pedido. Ele respondeu: “Meu Padim mandou dizer que o crucifixo é o punhal do sacerdote”.

    Durante algum tempo eu não acreditei na santidade do Padre Cícero e o digo publicamente como modo de remissão. Minha amada madrinha Rachel que tinha dificuldade em crer, defendia a santidade de Cícero Romão, dizia que no dia que eu fosse a Juazeiro eu mudaria de ideia. E foi naquela cidade que ele fundou que conheci o santo de Juazeiro e aprendi a admirá-lo.

Rachel de Queiroz

    Nesta proximidade dos 85 anos de seu falecimento, concluí uma leitura muito agradável, informativa e amparada em fontes primárias sobre o Pe. Cícero. “Padre Cícero: Santo dos Pobres, Santo da Igreja”, de Ir. Annette Dumoulin, Edições Paulinas, 2017. Com Prefácio de Dom Fernando Panico, o bispo que lutou pela reconciliação da Igreja com o Padre e Posfácio do sucessor da obra de Dom Fernando, Dom Gilberto Pastana, o livro é divido em três partes.

       A primeira, o Padre Cícero do ponto de vista da autora, religiosa, doutora em Ciências da Educação, nascida na Bélgica que um dia chegou a Recife, encontrou com outro santo, Dom Helder, que lhe indicara ir a Juazeiro e ali ela se encontrou com o santo Cícero Romão e sua legião de romeiros. Na segunda parte, o Padre Cícero por ele mesmo e na última, Padre Cícero no ponto de vista do Papa Francisco. Recomendo a leitura. O livro é uma joia para os que cremos na santidade do Padre Cícero e torcemos para que as injustiças a ele cometidas sejam revistas e seu nome seja inscrito no rol dos heróis da cristandade: os santos católicos.

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 (*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.