06 julho 2019

O Deus Pai - Por: Emerson Monteiro


Tão simples, e ser a realidade em forma de verdade inevitável. Deus, Pai. O mais são as meras circunstâncias do poder do Infinito que a tudo perpassa numa velocidade estonteante. E luzes se sucedem pela alma inesgotável do Tempo; coerência e furor. Uma presença viva entre todas as vidas; razão das existências; e a força de amar e ser amado diante de manhãs reunidas em única e só claridade absoluta. Pai de bondade pura, que envolve e nos envolve de suavidade a presença das cores e dos seres, em profusão no solo da Natureza.

Quanta alegria e felicidade neste encontro de causas e consequências, quando, enfim, a paz veio reinar em caráter e consistência das noites e dos dias, alimento para sempre de sonhos autênticos daquilo até então adormecido sob o manto da Eternidade. Ele, aqui junto do instante, a preencher o território do Inconsciente na intensidade sublime das certezas e dos Céus.

Aceitar, pois, de pleno desejo as determinações de conciliar o instinto de Si consigo próprio e reviver no coração possibilidades guardadas nas bênçãos dos longos caminhos. Vem, agora, nesta leveza dos astros; domina o teto do Espírito e repousa o íntimo das verdades inexplicáveis, resistentes, contidas em momentos de dor e incertezas. Ente glorioso, revela o motivo dos elementos aonde só deslizava o firmamento qual a razão essencial do Universo.

Assim, fruto dos sóis das incontáveis galáxias, advém na dimensão de pensamentos e sentimentos; preenche de pureza os espaços do conhecimento e desfaz dúvidas antes resistentes, agora apenas versos antigos de saudosas canções de ninar. Mar da bondade, trono das realezas e pouso definitivo das aves em movimento, nos abraça, no demorado calor da plenitude, e alimenta de Amor o senso da divindade há muito já presente no fervor da Criação de que somos feitos.