25 junho 2019

O saber divino - Por: Emerson Monteiro


O aspecto místico das indolências pede essa libertação de si mesmo, o chamado de essência de tudo quanto há todo tempo que nunca passou. Emoções inteiras de receber a força do Infinito dentro da própria consciência. O canto de todos os sons do Universo inteiro, sem toques de que algum monstro de escravidão ou desengano um dia ferisse a vontade das vontades que expande os sóis de verdade pura na alma e nos corações em festa. A quem dizer, pois, dessa luz enquanto brilham os astros no céu?

Nisto, um ser de luz habita durante todo sempre no mistério das existências. A meta do amor é voar até o firmamento. A do intelecto é desvendar as leis e o mundo. (Rumi) Sorri nos sentimentos e abraça a condição humana qual razão de plenificar amor à vida sórdida ainda na matéria. Conhecer do presente seus segredos e fluir do mistério a condição que tudo revela, supre das palavras o prazer dos espíritos no âmago da floresta.

Quantas vezes, assim, o desejo de conhecer permite sonhar com mais pureza a liberdade, enquanto batem no peito traços últimos de sofrimento. Apenas quiséssemos vencer o medo e acabaríamos com a culpa, dois adversários ocultos sob as folhas da ilusão. Vencer os fantasmas e as noites, e dormir sobre as conquistas de um Eu bem verdadeiro.

Sim, isto de abraçar instintos, as marcas fortes do ente que acorda pouco a pouco, e transmite poderes às lendas em novas revelações; caminhos lentos em saltos monumentais; monstros em gênios; bruxas em fadas. Mares virgens da velocidade do vento que são agora meros frutos de safras inesgotáveis de humildade e aceitação, o fogo na montanha íntima da paz. Aceitar, abraçar, vencer; poucos que chegam no pouso da felicidade vencem o território inesgotável da condição de deuses que já o somos. Afinal, o êxtase de amar que nos envolve e domina.

Dom Bertrand de Orleans e Bragança, um grande brasileiro – por Armando Lopes Rafael




      Ele é um autêntico Príncipe até no nome completo. Nome longo e significativo, como é tradição na dinastia dos Bragança: Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orléans e Bragança. Nasceu na França – em 2 de fevereiro de 1941 – durante o injusto exílio sofrido pela Família Imperial, a partir do banimento ilegal, decretado pelos golpistas republicanos, em 1889. Com quatro anos de idade, Dom Bertrand veio definitivamente para sua pátria – o Brasil – de onde nunca mais saiu.

    Na linha sucessória ao Trono Brasileiro, Dom Bertrand ocupa o segundo lugar (é o Príncipe Imperial), abaixo do sucessor, seu irmão mais velho Dom Luiz de Orleans e Bragança. Descendente de Reis, Santos e Heróis, de Fundadores de Impérios e Cruzados, o Príncipe Imperial recebeu uma educação à altura das tradições que encarna. Consta na informação oficial biográfica dele: “Desde muito jovem recebeu esmerada formação católica, sendo orientado por seu Pai para o gosto pelo estudo doutrinário e a análise dos acontecimentos nacionais e internacionais. Participou com entusiasmo, nos bancos acadêmicos, das pugnas ideológicas que marcaram o Brasil na primeira metade dos anos sessenta. Foi sua formação completada com frequentes viagens à Europa” (...) 

    “Dom Bertrand se posiciona, politicamente, no campo do conservadorismo, da propriedade privada, da livre iniciativa e do respeito ao princípio de subsidiariedade pregado pela Igreja Católica (o que o menor pode fazer, o maior não deve intervir). Fundamentando-se em que os problemas sociais são reflexo dos de ordem moral, é um defensor da instituição familiar e opõe-se ao aborto.  Quanto à soberania nacional, Dom Bertrand alerta sobre os perigos contra os direitos nacionais sobre a Amazônia. Pela mesma razão julga imperioso prestigiar o militar e o policial no que considera campanhas de descrédito que visam denegrir a imagem das nossas Forças Armadas".

       Sobre Dom Bertand assim escreveu, recentemente, o famoso ensaísta, pensador, filósofo e jornalista brasileiro Olavo de Carvalho, que contabiliza mais de 30 livros publicados: "Dom Bertrand tem mais amor ao Brasil do que toda a classe política reunida. O que afirmei de Dom Bertrand acima não é uma opinião genérica, é um fato: nunca vi um político estudar os problemas do Brasil com tanta devoção, com preocupação tão séria quanto o faz o nosso querido príncipe. Ele é um médico capaz e bondoso, que o paciente recebe a pontapés." 

          Dom Bertrand é, em síntese, um católico exemplar e um patriota que ama sua pátria, que se esforça para lhe ser útil, e age, diuturnamente, em favor e na defesa do Brasil.