18 junho 2019

Emoção da sobrevivência - Por: Emerson Monteiro



Depois dos obstáculos serem vencidos e diante do inevitável de inúmeros acontecidos face a face com o desconhecido, fera de dentes amolados e garras afiadas, perante os deuses do Olimpo ali no senso da necessidade que impôs o poder do desejo à força dos milhares de séculos, esbarrara no templo da paixão. Único sentido diante de tudo, que resistisse a mais esse desafio e pudesse dormir, ainda que de lágrimas insistentes virem aos olhos e comprimissem a garganta seca.


Que dizer, no entanto, que serva de guia nas trevas escuras de si mesmo, corpo de vontade imensa a rever a fonte da beleza na luz incandescente do amor. Contudo apenas um motivo servira de razão a sobreviver, que preservasse o poder da sensibilidade a qualquer custo, vez que razão de existir significa tão só vencer o enigma e amar muito mais e acreditar que assim virão dias melhores, na justiça da Eternidade.

Desse modo, os guerreiros persistem nos combates mortais, aos crivos do destino, que há de haver grandes suficientes de atravessar o Inferno e cruzar as barreiras do Infinito, até divisar o portal das certezas. Canções falam disso durante as noites de saudades perdidas, no decorrer das vidas distantes.

O nome dessa verdade persiste vagando entre as árvores do ser lá de dentro, corpos largados vezes sem conta nos campos abertos do Sol. As sensações, pois, de uma felicidade experimentada pertencerão sempre aos que obtiverem do sonho notícias recentes.

E saber que o momento e sua raridade seguir-se-ão guardados no imo do humano coração, jamais esquecendo a ocasião de vencer impossíveis durante as eras que ficaram gravadas no firmamento das horas mágicas. O trilho da realidade inesquecível agora detém o valor da emoção da sobrevivência, algo bem de Deus, na forma de alimento.

Coisas da República: Os abusos da “Indústria das Multas”


Os burocratas dos “demutrans” brasileiros decretaram que a velocidade é a causadora de tantas desgraças. Quem sabe não querem eles que voltemos à época das carroças.


    Prova disso? Somente as multas referentes ao “excesso” de velocidade, em 2018, transferiram dos bolsos dos brasileiros para os cofres republicanos mais de 11 bilhões de reais. Quantia fabulosa, a título das malditas “infrações de trânsito”. Sem falar na invenção dos “pontos na carteira”, modismo inventado aqui para atestar o caos do trânsito de veículos automotores no Brasil. Talvez não exista motorista que não tenha caído nesta pegadinha, pois foram lavradas mais de 11 milhões de infrações no ano passado. Tudo em nome da “segurança no trânsito”, mas, na verdade, isso não passa de uma forma perversa de tirar dinheiro do povo, transformando-se no que ficou conhecida como a “indústria da multa”.

    Sem dúvida o estratagema transformou-se num dos negócios mais rentáveis da face da terra: é só armar o “pardal” numa curva ou em trecho onde a velocidade cai bruscamente para 30 ou 40 km/hora, e esperar o dinheiro jorrar nas burras governamentais. Até o Governo de Michel Temer os departamentos de trânsito, nesta república, serviam apenas para multar, multar e multar...

    Enquanto isso, nossas ruas e rodovias continuam mal sinalizadas e esburacadas. E é isto que causa a maioria das mortes no trânsito. Os “demutrans” deveriam existir para prevenção de acidentes. O que seria feito com a manutenção dos sinais de trânsito. Em Crato, alguns desses sinais são tão velhos que nos impedem de distinguir se estão acesos no amarelo ou no vermelho.