15 junho 2019

O cérebro do coração - Por: Emerson Monteiro


Dia desses, li no Facebook uma matéria a propósito de que o coração também pensa, isto é, que também dispõe de cérebro semelhante à razão, este que exerce atividades pelo cérebro com que trabalha. Isso vem sendo afiançado pela Física Quântica, nos estudos das qualidades abstratas da energia mental, descobre e comprova funções cerebrais através de ondas e de partículas, meios em que circulam as realidades até bem pouco ignoradas pela Ciência.

Deste modo, partindo desse pressuposto de o coração possuir território reservado de se manifestar através de cérebro exclusivo, área própria disso acontecer, há que avaliar o poder dos sentimentos, porquanto estes são gerados no coração; enquanto maquina, os pensamentos nascem da fria razão intelectual, o coração também sente e emociona, e pode transmitir o que produz.

Antes, quando a psicologia estimava tão só ser o cérebro de pensamentos, monopólio da razão, falava na transmissão mental, ou telepatia, exaustivamente pesquisada inclusive pelas nações envolvidas na Guerra Fria, segunda metade do século XX. Russos e americanos reservavam parte dos seus esforços nos laboratórios a conhecer de mentalização, chegando a conclusões de respeito em face dos frutos obtidos.

Nestes dias, os avanços já ocorrem nessa outra vertente, do poder de transmitir sentimentos, quando consideram a força que possui a mente do coração e sua influência bem maior do que a influência meramente física, digamos assim, material, da razão. Nisso andam passo a passo os meios da tecnologia avançada de aproximar pessoas, comunicação bem mais presente junto das outras, em constantes transmissões dos sentimentos, de coração a coração, ocasionando verdadeira revolução nos relacionamentos interpessoais pelas máquinas ora existentes, neste mundo globalizado.

Essa constatação representa, portanto, avanço estimável na possibilidade humana de transformar a consciência em outro patamar de percepção, a lembrar palavras de Jesus: Meu caminho é o do coração; ninguém vem ao Pai a não ser por Mim. Abre, então, nova perspectiva na evolução, diante dos recursos dos novos instrumentos em unir pelo Amor, este fruto originário do Coração.

São Nuno de Santa Maria, um grande santo de Portugal

Ele foi o fundador da Casa de Bragança

Monumento a São Nuno de Santa Martia, em frente ao Mosteiro da Batalha, em Portugal

     Entre os diversos santos portugueses – canonizados pela Santa Igreja Católica Apostólica Romana –  avulta como estrela de primeira grandeza, a figura gloriosa e venerável de São Nuno de Santa Maria, que em vida foi Dom Nuno Álvares Pereira, Condestável do Reino de Portugal e tronco da Dinastia dos Bragança, à qual pertenceu os dois Imperadores brasileiros (Pedro I e Pedro II) e da qual descende os membros da atual Família Imperial Brasileira.

     Como dizia seu epitáfio, foi "o famoso Nuno, o Condestável, fundador da Casa de Bragança, excelente general, beato monge, que durante a sua vida na terra tão ardentemente desejou o Reino dos Céus depois da morte, e mereceu a eterna companhia dos Santos". Dom Nuno Álvares Pereira  nasceu  em Paço do Bonjardim (ou Flor da Rosa, próximo à cidade de Crato de Portugal) em  24 de junho de 1360.

     Do seu casamento com Leonor de Alvim, o Condestável Dom Nuno Álvares Pereira teve três filhos, dois rapazes que morreram jovens, mas apenas uma filha chegou à idade adulta e teve descendência, Beatriz Pereira de Alvim, que se tornou mulher de D. Afonso, o 1.º Duque de Bragança, dando origem à Casa de Bragança, que viria a reinar em Portugal três séculos mais tarde.

      Após a morte da sua mulher, tornou-se carmelita (entrou na Ordem em 1423, no Convento do Carmo, que mandara construir como cumprimento de um voto). Toma o nome de Irmão Nuno de Santa Maria. Aí permanece até à morte, ocorrida em Lisboa, no dia 1º de Novembro de 1431 (dia de Todos-os-Santos), com 71 anos, rodeado pelo rei e os infantes.

        Foi canonizado pelo Papa Bento XVI em  26 de Abril de 2009.

Acima, gravura de  São Nuno de Santa Maria, o Condestável do Reino de Portugal.

(Postado por Armando Lopes Rafael)