16 abril 2019

Manhãs de sol intenso II - Por: Emerson Monteiro


À busca de respostas, eles viajam seres entre seres, minúsculos fragmentos dos tantos que passam livres na imensidão das noites. Sonhos multiplicam tantas horas de angústia, expectativas, e as histórias cortadas nas lâminas afiadas que sustentam dragões e realidades no correr das existências. Ação em tudo. Só ação de movimento insano. Vontades férreas, no entanto, de ver brilhar o sol constante do desejo de amar e ser amado, que domina as massas humanas. Vagas assustadas das luas e dos olhos presos aos depois, contudo são ferragens nas horas e nas cidades metálicas. Guerrilheiros da felicidade, resistem de todo custo a essas garras do Tempo; sustentam a fleuma de vencer os instintos e chegar aos Céus da realização, independente do que sofram durante o percurso, indiferentes aos custos da festa. Justificam as aparências do quanto lutam até vencer o desconhecido, superar o fugidio. De certeza, padecem da fome de sucesso, do prazer incontrolado e do apego ao chão.

Mas as manhãs igualmente mostram faces radiosas de luz, aves que balbuciam a brisa nas árvores, marulhar dos riachos lá fora; nisso, no palpitar dos instantes, caixas e caixas do invisível percorrem o mar imenso do espaço das palavras e dos sentimentos; a largueza do vazio silencioso, contundente, revira o turbilhão das horas, enquanto a natureza todos conforta e domina. Saber-se existindo e sorver o momento, eis a razão principal de tudo quanto circula nos humanos por vezes alegres, cheios de vida, que saem aos dias frios envoltos no manto dourado que os aguarda. Com isso, em face das fragilidades que ainda cobrem o mais íntimo coração, percorrem as calçadas quase que cientes da Verdade, e mergulham o impossível à cata de pedras preciosas e paz; de alma larga, sentidos ligados aos motivos de pisar a lama desses pântanos, eles descobrem pouco a pouco serem coautores da Libertação que lhes espera logo ali adiante no abismo do Infinito.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

Curso de produção de mudas de pequi é ofertado para produtores rurais de Crato


Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do pequi no município, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE, campus Crato, está desenvolvendo um projeto inovador cujo objetivo é a produção de mudas de Pequi na Floresta Nacional do Araripe – FLONA.

Os produtores de quatro comunidades, em sua maioria mulheres, participaram na sexta-feira, 12, e no sábado, 13, no Sítio Cruzeiro, de uma capacitação. O momento reuniu 20 participantes da Baixa do Maracujá, Santo Antônio e Cruzeiro, para aprender com os bolsistas Jouynbert Rodrigues e César Araújo, técnicas de produção do pequi, como processos, higienização, retirada da casca, secagem à sombra, entre outros passos.

 
 Uma das participantes, Margarida da Hora, não escondeu a alegria da realização do curso. Ela e o esposo, Antônio da Hora, já trabalham plantando mudas de pequi, no entanto, eles ainda não conheciam a técnica. Logo na abertura do curso, dona Margarida reforçou o agradecimento a Deus, a Prefeitura e ao IFCE pela concretização de um curso tão importante.

De acordo com a Professora Francinilda Araújo, uma das idealizadoras do projeto, a ideia é fortalecer a cadeia produtiva do Pequi no município e agregar valor para assim garantir a permanência do homem do campo no campo. A pesquisadora destaca a importância do pequi para a gastronomia
e tratamentos terapêuticos. “Esse curso de produção de mudas é a parte mais importante do processo. É a garantia da permanência do Pequizeiro aqui”, afirma.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos, Zilcélio Alves, o principal objetivo da pasta é trabalhar o fortalecimento da cadeia produtiva do pequi, para isso o órgão e
parceiros incentivam a reflorestação da Chapada do Araripe. Além do curso e a produção de mudas, a industrialização do pequi também faz parte das ações do projeto.

Fonte: Gazeta do Cariri