27 março 2019

Considerações ocasionais - Por: Emerson Monteiro


Esses cuidados filosóficos e políticos de mudar a realidade exigem mais de nós do que dos tempos em volta. Reclamar, forçar, protestar, e nós em que fazemos a diferença diante do que aí está espalhado no vento? Pouca ou nenhuma diferença faz que criemos motivos de mudar sem que isto signifique as sérias mudanças de que carece o mundo. Por vezes, serve de rejeição ao correr dos dias, sem, no entanto, representar força necessária às grandes realizações. Bons de fala, porém grosseiros pacientes das sortes inúteis, deitados nas crostas da acomodação.

Forte de ouvir, no entanto realista parente os acontecimentos que tomam conta das pautas e enchem de urgência de transformações, o que requer a tal civilização nos praticados. Erros mil sucessivos de larga monta, desde que existem as levas humanas espalhadas neste chão parecem querer dominar e impor consequências tortas.

Fôssemos organizar os sistemas de modo amplo, quase nada ou muito pouco sobraria, no jeito que aí está. Classes, castas de poder, interesses de grupos, absurdos de guerras e fabricação de armas; drogas, prostituição, jogo; injustiça variada no meio dos povos; sobraria o que propriamente?

Assim, contudo, viver a título de obrigação, sofrimento e perdição dói que nem ferro em brasa na pele dos animais que ainda somos. Pequenas minorias privilegiadas e o resto em massa de manobra. Que território ficaria senão mergulhar em nós mesmos e buscar a revelação de outros meios de exercer a função que nos compete. Há maior inteligência a dominar o Universo. Desvendar o céu das virtudes e providenciar a justiça bem corresponde ao sentido de tudo.

As lições circulam nas mentes, batem firmes nas praias do conhecimento e oferecem os instrumentos de construir um novo ser que já transportamos; dar cor de si nas melhores chances da real felicidade. Portanto, longe de esperar dos outros, cumpramos a nossa missão de salvar a nós próprios sem com isso destruir o Planeta.