17 março 2019

As dimensões da Consciência - Por: Emerson Monteiro



Os tantos níveis da compreensão dos humanos deixam margem a classificar eles serem distribuídos em diversos graus de aceitação da mesma realidade, porquanto nem os dedos das mãos são iguais Há de quase tudo nesse universo das pessoas. Até parecem espécimes de raças estranhas e em conflito. Ora reagem pelos pés, ora pela cabeça, nos diferentes campos das experiências, desde guerreiros e pacifistas, a crápulas e santos.


Do zero ao infinito, pois, vagueiam feitos senhores do inevitável e dançam nas incertezas das noites, sujeitos da sorte e do inesperado que plantam e colhem à medida que clamam por liberdade. Vadios no mar aberto das circunstâncias, só preenchem as gerações e abusam das aparências que sustentam enquanto vivem as cotas de viver.

Tais dimensões escorrem dos lábios, semelhantes aos pendores nascidos no instinto e na inteligência, quais fossem de verdade, sendo, no entanto, meros fantoches da dúvida. - Será que estou certo? Eles são muitos, de tamanhos e cores, caprichos e pendores, vilões e mocinhos, nadas em formação, nuvens do espaço e do tempo.

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Querer pensar em errado e certo agora significa tão só dois hemisférios da existência indivisível, lá na faixa estreita dos trilhos da Lei, encontro deles dois tarde ou cedo, quando ver-nos-emos face a face com a real fisionomia da Consciência. Dias enormes de chances que fecham, as portas apenas mostram o travo das palavras atiradas pela janela, vindas do coração da gente nas paixões. Seremos, sim, deuses que, contudo, já o somos, porém na proporção das realizações que as histórias determinam, habitantes dessas amarras que, soltas, voam pelo firmamento, bólides acesas em fórmulas esquecidas. O que parecia estágio definitivo vira, em poucas horas, traços nos céus, e nunca mais será o que antes fora.

Construção de cinema no Crato está paralisada há mais de um ano


Fonte: “Diário do Nordeste” – Por Antoônio Rodrigues, 17 de Março de 2019 

local onde seria construído o cinema

A previsão de inauguração das duas salas de cinema era para maio de 2018. O impasse quanto ao local de instalação da estrutura física afetou o cronograma das obras que segue sem prazo para conclusão 

Há mais de um ano, tapumes cercam parte do Largo da RFFSA, no Crato. Dentro dele, areia e tijolos abandonados assistem o mato tomar de conta. Lá, é onde deveriam ser erguidas duas salas de exibição pelo projeto Cinema da Cidade, da Secretaria de Cultura do Estado do Ceará (Secult), em parceria com a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Porém, as obras estão paralisadas desde março do ano passado, após recomendação contrária emitida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Desde então, um novo local para sua instalação tem sido discutido.

O Crato foi uma das 10 cidades do interior cearense contempladas com a construção de um cinema. O município receberá duas salas que comportam 210 e 105 lugares em ambiente climatizado com instalações modernas. Orçada em R$ 2.169.524,00, a ordem de serviço foi assinada em outubro de 2017 e a previsão de entrega era maio do ano passado. Em contrapartida, as prefeituras municipais cederam os terrenos para a edificação do equipamento.

Inicialmente, o Mercado Central foi escolhido, mas por opção do prefeito, que pretende revitalizar o equipamento, foi descartado. Então, em audiência pública, foi escolhido o Largo da RFFSA, próxima a antiga estação ferroviária - hoje Centro Cultural Araripe.

O largo da RFFSA, onde está erguido a antiga estação ferroviária, sofreu intervenções "modernas", como as obras de urbanização e pavimentação, além da construção do Restaurante Popular e da Biblioteca Pública, ambos inaugurados em 2010. Mesmo assim, o processo da tutela pelo Iphan daquele espaço encontra-se em tramitação.

Apesar de atender algumas exigências da Secult e da Ancine - como a proximidade a centros culturais, áreas de periferia, praças, hotéis, restaurantes, pontos de transporte coletivo e fácil acesso - os técnicos do Iphan acreditam que a construção das salas no largo da RFFSA poderia comprometer a visibilidade de seu conjunto arquitetônico em suas especificidades e características, assim como sua importância histórica e econômica no contexto da cidade. A Secult acatou o parecer e decidiu suspender a obra.

Em nota, a Secult informou que a escolha do novo local que abrigará o cinema ainda está em fase de definição e análise pela Pasta e pelo Departamento de Arquitetura e Engenharia do Ceará (DAE). Contudo, o secretário de Cultura de Crato, Wilton Dedê, acredita que o Parque Pedro Felício Cavalcante, onde acontece a tradicional Expocrato, deve ser o lugar escolhido. Vamos definir em reunião".

Já sobre os entulhos, areia, tijolos e tapumes deixados há mais de um ano no largo da RFFSA, Dedê antecipa que foi feita uma licitação para a retirada do material de construção e recuperação da área. Antes disso, por conta própria, a Prefeitura de Crato fez manutenção e limpeza no espaço. "A gente quer que resolva tudo antes do primeiro semestre. A decisão do novo local está aberta ainda", completa.

Nos outros nove municípios, a Secult informou que o projeto "Cinema da Cidade" segue com suas ações normalizadas e em andamento das atividades. O projeto encontra-se licitado em todos os municípios e em análise pela Caixa Econômica Federal (CEF) e pelo DAE. Ao todo, serão 20 salas construídas em cidades com mais de 20 mil habitantes que não possuam este tipo de equipamento. Os outros municípios contemplados são: Amontada, Aquiraz, Canindé, Cedro, Crateús, Iguatu, Itaitinga, São Benedito e Tauá. O investimento é de R$ 20 mi pela Ancine e R$ 12 mi pela Estado.
O Município do Crato é a único, dentre os dez que receberão salas de cinema do projeto "Cinema da Cidade" do Governo do Estado, que está com as obras paralisadas. O atraso já dura mais de um ano.