02 março 2019

Professor José Newton Alves de Sousa, um grande cratense! – por Armando Lopes Rafael


 
 O Prof. José Newton Alves de Sousa com sua exposa, Maria Ruth (já falecida)
  
    Tempus fugit! Esta expressão latina poderia ser traduzida por “O tempo foge", ou "O tempo voa". Daqui a quatro meses, mais precisamente no dia 5 de junho, o Prof. José Newton Alves de Sousa chegará aos 97 anos de idade. Na galeria dos cratenses ilustres ele figura com destaque, graças as suas ações de mestre renomado, chefe-de-família exemplar, cidadão digno, por ser uma pessoa dotada de vasta cultura e, principalmente, sua postura de católico autêntico.

   No início deste século, ou seja, no ano 2000, o nome do Prof. José Newton chegou a ser lembrado entre os candidatos ao título de “Cearense do Século”, pleito que, ao final, foi vencido pelo Padre Cícero Romão Batista.  A bem dizer, a longa existência do Prof. José Newton Alves de Sousa se constitui, para quem o conhece, numa bela lição de vida. Lição que deveria ser divulgada especialmente nestes tempos atuais. Escusado é dizer que vivemos tempos medíocres e calamitosos, cujos reflexos trouxeram e continuam a trazer imensos prejuízos para a perplexa população deste nosso querido e infelicitado Brasil.

   Certamente as novas gerações de cratenses desconhecem quem é o professor José Newton Alves de Sousa. Permitam-me, pois, um rápido retrospecto sobre a caminhada dele. Nascido em Crato, em 5 de junho de 1922, José Newton Alves de Sousa veio ao mundo no seio de uma família modesta, mas profundamente imbuída dos princípios da fé Católica. Àquela época, outros eram os tempos. Outras eram as pessoas daquela época!

   Depois dos primeiros estudos feitos na sua cidade natal, o jovem José Newton Alves de Sousa conseguiu – superando, provavelmente, previsíveis dificuldades – a graduação em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia de Salvador, na Bahia. Dr. José Newton foi um fundador de escolas. Como exemplos poderíamos citar o Ginásio Pio XII, em Salvador na Bahia e o Colégio São João Bosco, na cidade de Crato. Partiu dele, também, em 1968, a ideia da criação do Ginásio Prof. Bezerra de Brito, do distrito da Ponta da Serra. Na época que ele ocupava o cargo de Secretário de Educação do município de Crato.

   Fundada a Faculdade de Filosofia do Crato, em 1959, o Prof. José Newton foi seu primeiro diretor. Lá, por mais de uma década, deu o melhor de si, levando aquela instituição de ensino superior a destacar-se na história da educação no interior do Ceará. A Faculdade de Filosofia de Crato foi o embrião da atual Universidade Regional do Cariri–URCA. Aliás, a sigla URCA foi criação do Prof. José Newton.

   Lembro-me de um fato da minha adolescência. Eram os primeiros anos da década 60, quando fui, certa tarde, à residência do Prof. José Newton a fim de cumprimentá-lo por ele ter sido agraciado – pelo Papa de então – com o título honorífico de Comendador da Ordem Equestre de São Silvestre Papa. Modesto – humilde mesmo – o professor José Newton Alves de Sousa nunca deu publicidade daquela honraria que lhe fora concedida pelo Vaticano, por indicação do terceiro bispo de Crato, Dom Vicente de Paulo Araújo Matos.  Outras honrarias certamente ele recebeu posteriormente. Talvez foram guardadas na gaveta do esquecimento. É o seu estilo de vida!

      Ao lado de suas profícuas atividades pedagógicas, o professor José Newton manteve extensa agenda intelectual. Desde a juventude foi reconhecido como um dos bons poetas da sua geração. Foi também jornalista e escreveu diversos livros. Talentoso, e com vasta produção cultural, deve-se também a ele a criação da revista “Hihyté”, a qual – por muitos anos – publicou a produção acadêmica e as pesquisas de docentes da Faculdade de Filosofia de Crato.

     Na sua longa existência, o professor José Newton não apenas criou escolas, colégios e faculdades. Da sua bagagem de publicações – entre densos livros e breves monografias, contabilizam-se cerca de cem obras. Dr. José Newton é sócio do Instituto Histórico e Geográfico da Bahia, do Instituto do Ceará e do Instituto Cultural do Cariri, mercê o valor de seus escritos, com destaque para a produção de artigos e crônicas, publicadas em revistas e jornais, além de muitos opúsculos e plaquetes de sua autoria. Foi por sua iniciativa que surgiu a Academia de Letras e Artes Mater Salvatoris, em Salvador da Bahia.

         Para mim, no entanto, o lado mais fascinante da personalidade do Dr. José Newton Alves de Sousa é a sua postura e coerência de um verdadeiro católico, apostólico, plenamente romano. Ele e sua esposa, Maria Ruth, já falecida (ela foi o único e grande amor da sua vida) formavam um casal exemplar, no que diz respeito às exigências e testemunhos de uma família autenticamente cristã.

           O estilo é o homem! Ou como disse Nosso Senhor Jesus Cristo: “Pelos frutos se conhecem as árvores”.          
          

Bolsonaro e o Congresso -- por Mario Negrão (*)

Parece que a renovação do Congresso Nacional não foi suficiente para mudar a política do "toma lá, da cá". Uma parte dos políticos não consegue se abstrair do vício e do egoísmo de cuidar de seus próprios interesses.

Os eleitos foram eleitos para tratar dos interesses da Nação. Trata-se de uma corja de cidadãos de quinta categoria que pretendem se mostrar como se fossem honestos, cívicos e de classes superiores.

O novo presidente encontra dificuldades para aprovar a reforma da Previdência porque pensa que conseguirá alterar o sistema de diálogo com o Congresso por meio das redes sociais. Não sei, pode ser que sim, mas não será fácil. Espero que pelo menos o pacote anticorrupção do ministro Sérgio Moro seja aprovado.

(*) Mário Negrão Borgonovi -- e-mail: marionegrao.borgonovi@gmail.com

Nova livraria no Crajubar