19 fevereiro 2019

A busca imortal - Por: Emerson Monteiro


Vem do mais antigamente de os humanos empreenderem o gosto de descobrir a que vieram a este mundo; donde e aonde também contam; mas, muito mais, conta esse motivo de estar aqui; será só de comer, sobreviver e voltar?, há de tudo nesse desejo insano, inclusive nas atitudes menos aconselháveis; até as aconselháveis, essas também não revelaram com clareza coletiva as razões da paixão humana.

Pois bem, criaram explicações desesperadas, desde guerras de conquista a extermínios em massa das outras espécies; porém nada que mereça o desgaste que vêm acarretando ao Planeta já cambaleante nas mãos dos desavisados e pródigos; são meros atores de dramas inventados, a pretexto de preencher as lacunas das gerações de ansiedade; no entanto adversários até de si mesmos, que afrontam o desconhecido nas diversas culturas, feitos irracionais e ignorantes, touros bravios soltos em lojas de porcelana.

A seguir assim, rigoroso, doutrinário, poucos, talvez, hajam passado deste parágrafo. Cabe, contudo, alimentar, sempre alimentar dias melhores, nas certezas vivas da Inteligência maior, nas conquistas tecnológicas, nos direitos adquiridos, na família e noutras instituições importantes por demais; isto sem desacreditar do instinto de controlar o fugidio, ver nas artes, na cultura, sinais de tanto crer numa visão próxima de bênçãos, profecias positivas e amor no coração dos seres humanos de que somos partes indissolúveis. Acreditar sobremodo naqueles que plantam o bem no transcorrer das existências. Viver as utopias, independente das experiências nefastas dos estados totalitários, leviatãs e perversos. Preservar a todo custo os sonhos de nova humanidade nascida de nossos filhos, dos filhos deles e das futuras civilizações.

Dessa busca, lá diante remotas histórias contadas pelos séculos e milênios, existem poucos resquícios de vitória, encontros aquinhoados de glória e união; isso, entretanto, viverá para sempre na memória dos sábios, santos e líderes que sustentaram as longas trajetórias que nos trouxessem até este lugar e dele empreenderemos no tempo nossos próprios valores de liberdade, justiça e honestidade.

(Ilustração: Campo de trigo com corvos, de Vicent van Gogh).

Lições que os tempos modernos oferecem: A democracia da monarquia espanhola


   O Rei Dom Felipe VI da Espanha em breve terá de empossar seu terceiro Primeiro Ministro desde a sua ascensão ao Trono, em 2014, pois o atual premiê, o impopular Pedro Sanchez, do Partido Socialista Operário Espanhol, perdeu apoio no Parlamento, após cerca de 45 mil pessoas tomarem as ruas de Madri, há uma semana, pedindo sua renúncia, aos brados de “Espanha unida!”, “Queremos votar!” e “Viva o Rei!”. Agora, foram convocadas eleições para o dia 28 de abril próximo.

     Essa é a segunda crise política que o atual Soberano espanhol enfrenta em seu reinado. Tendo ascendido ao Trono após a abdicação de seu pai, o Rei Dom Juan Carlos I da Espanha, Sua Majestade – que conta com a aprovação de 75% da população – encarou, de forma muito bem sucedida, a tentativa de golpe de Estado por parte das lideranças separatistas na região da Catalunha, mostrando ser um símbolo da garantia da continuidade, estabilidade e unidade nacionais, a exemplo de seu pai, que, em 1981, rechaçou uma tentativa de golpe militar.

      É essa a verdadeira democracia, a democracia coroada! Algo que vem fazendo imensa falta no Brasil desde o golpe de 1889, quando passamos a conhecer os sobressaltos e a instabilidade típicos do regime republicano. Somente após a restauração da Monarquia Constitucional o Brasil poderá alcançar a verdadeira grandeza à qual foi destina pela Divina Providência, pois teremos novamente um Imperador velando sobre o bom funcionamento das instituições e inibindo as más-tendências dos homens e mulheres públicos, enquanto a Família Imperial servirá como espelho e exemplo das melhores virtudes do povo brasileiro.

Foto: Sua Majestade o Rei da Espanha, Dom Felipe VI
Fonte: Face book Pró Monarquia