17 fevereiro 2019

Razões de ser feliz - Por: Emerson Monteiro


Por vezes sentimos apreensão, qual pisar em solo pedregoso, em lama escorregadia, e as percepções reclamam as ocasiões melhores que somem, parecendo não virem mais. Nuvens sombrias sujeitam, nisso, cobrir o panorama imediato, deixando pouco espaço de alegria nas horas transitórias da felicidade com que sonhávamos. Fecha o tempo mental, espécie de eclipse de nós próprios, isso que acontece três por dois com os humanos, a pedir clemência dos pais da humildade e senhores da paciência.

Diante dos tais momentos de contrapé, face aos riscos desanimadores das lides cotidianas, que instrumentos adotar de reverter o quadro dessas limitações, reconstituir as horas de leveza? Que normas adotar no pensamento, palco das fraquezas e desânimo, invés de fugir da raia, se esconder das sete capas do destino, recalcitrar aos desafios e sustentar a barra de seguir?, conquanto logo bem perto, na essência de nós, sobretudo, persistirá a força que guia nas penumbras. Jamais considerar, pois, a derrota por justificativa das limitações.

Isto no que tange às pessoas em particular. No todo, entretanto, funciona de igual para igual; há sempre um novo amanhã, modos clássicos de conformação e repouso da alma, isto nas religiões, nos folguedos populares, nas grandes movimentações de reconstruir o desejo de viver, seja perante o que vier de acontecer, sem a menor a discriminação. Quanto à criatura no seu íntimo, cabe erguer olhos aos espaços da consciência, à Natureza aqui presente que a tudo permite todo tempo.

Lembrar as tantas vitórias em circunstâncias idênticas, horas de desânimo que o passado triturou doutras vezes, porquanto somos o princípio e o fim de nós mesmos, matrizes da esperança. Sustentar degraus sob os pés ao ritmo do crescimento que vier, vez acharmo-nos instalados no império de leis inigualáveis, onde todos já agora fertilizamos a Paz e o Amor, nos caminhos da absoluta Perfeição.