15 fevereiro 2019

O livro “Virgílio Távora, o Estadista cearense" já é sucesso antes do lançamento


Obra será lançada em Crato, no próximo mês de julho
Fonte: Site "Cariri é isso"

 Escritor César Barreto, à direita

   O escritor César Barreto anda num estado emocional tão bom que vocês, caros leitores, nem imaginam. Tudo porque a lady Tereza Maria Távora assegurou que aqui aportará na VI Feijoada do Marcos Peixoto a acontecer no dia 13 de julho de 2019, no Espaço de Eventos Quinta dos Lobos, em Crato. E mais, Tereza Maria, que é herdeira do estadista  cearense Virgílio Távora, o saudoso VT, solicitou 50 livros versando sobre a vida e a obra de seu pai e que neste ano estaria completando 100 anos de nascimento se vivo fosse, para distribuir nas escolas públicas da periferia de Fortaleza.

    Mas essa felicidade de César Barreto conta com mais outra razão de ser:  os prefeitos de Acaraú, Cedro, Crato, Massapê, Várzea Alegre, Santa Quitéria, Cariré, Iguatu, Reriutaba e Icó externaram a ele próprio o desejo de adquirir exemplares do livro “Virgílio Távora: O Estadista Cearense”  para as suas respectivas bibliotecas municipais.

    A tiragem inicial com o selo da RDS terá que ser aumentada por conta da demanda.

Quem ama realmente os pobres? – por Marcos Luiz Garcia (*)

A sopa do mosteiro franciscano — Ferdinand Georg Waldmüller (1793-1865). Österreichischen Galerie, Belvedere, Viena

Entramos em 2019, e se renovam as esperanças de dias melhores. O presidente Bolsonaro tomou posse reafirmando suas promessas de termos nosso Brasil de volta, deixando para trás a atmosfera de desordem e caos da era "comuno-petista" e "socialo-psdbista". Prometeu proteger as nossas tradições e a família, bem como a propriedade privada e a livre iniciativa. Isso significa estimular as forças empreendedoras da Nação, que já se aprontam para corresponder ao estímulo.

Essas perspectivas vêm causando profundo desagrado nos arraiais da esquerda, sobretudo no setor do clero e do laicato alinhados com a “Teologia da Libertação”, todo ele amplamente comprometido com a ideologia petista. Para esse tipo de gente, um governo que estimule a propriedade privada e a livre iniciativa pode até gerar riquezas, mas à custa do que para eles é o supremo mal: a desigualdade. Preferem o achatamento de todos na miséria a permitir que os ricos se diferenciem dos pobres. Afirmam que se trata de “opção preferencial pelos pobres”, quando na verdade propugnam pela “opção preferencial pela luta de classes”.

Afinal, quem são os verdadeiros amigos dos pobres? Seriam os que desejam vê-los perpetuamente achatados na miséria, desde que não haja desigualdade? Ou são os que procuram criar condições para eles trabalharem e se enriquecerem? Por que não aproveitar em favor dos pobres a força dos que sabem fazer fortuna? Se estes dispõem das condições para trabalhar e enriquecer, criam também condições para enriquecer os que dependem de empregos. Dessa forma, dentro de uma benéfica e harmoniosa desigualdade, o pobre deixa de ser pobre e pode elevar-se a uma condição de vida melhor. Mas isso não é tolerado pelos adeptos da “Teologia da Libertação”.

Que mal há numa situação de harmônica desigualdade, com enriquecimento justo, honesto e digno? Foi para proteger esse direito que Deus estabeleceu dois Mandamentos: “Não roubar” e “Não cobiçar as coisas alheias”. Lamentavelmente, eles são sistematicamente omitidos nas homilias de padres progressistas.

“Pobres sempre os tereis entre vós”, disse Nosso Senhor Jesus Cristo. E São Tomás de Aquino nos ensina que é dever do homem praticar a caridade. Mas para que ela se torne possível, é necessário que uns tenham bens, e outros tenham carência de bens. Se Deus permite pobres no mundo, também suscita os ricos que os ajudam, fomentando assim a caridade cristã.

Em nenhum lugar o Evangelho relata conduta igualitária de Nosso Senhor. Não há um só caso em que Ele tenha tirado um pobre da pobreza, nem rebaixado um rico da sua condição de riqueza. Ele curou, deu esmolas, mas não modificou o status econômico ou social de ninguém. Nem pregou a luta de classes.

Num regime igualitário, ninguém tolera que um possua mais do que outro. É um mundo inóspito em que predomina o pecado capital da inveja. O verdadeiro espírito do Evangelho cria a harmonia e o amor recíproco entre as classes. O da “Teologia da Libertação” fomenta o ódio entre ricos e pobres, prejudica uns sem resolver o problema dos outros.

(*) Marcos Luiz Garcia é jornalista.

Palavras soltas - Por: Emerson Monteiro


Aonde se banham sentimentos, refastelam as paixões e lavam as mágoas de viver ainda sob o manto das sombras. De cujas praias partiram os grandes navegantes e conquistadores, praias das longas possibilidades humanas, centro de tudo que diz respeito existir e ter personalidade, que possa pensar e dizer, sem perder o senso. Mar do infinito, das luas ensolaradas e manhãs frias e cinzentas. Lâmina de saudades e conforto da solidão, crateras da liberdade e cárcere das ilusões. Mar imenso em ondas descomunais de vícios e virtudes, horas de sonhar e séculos e arrependimentos, abismo escuro das esperanças em vista.

Antes de ser, assim existia o Verbo... Faz em nós habitação e moureja ao nosso lado, no decorrer das escrituras sagradas, nas orações e litanias, Alguém que sussurra as santas preces no coração das almas. Luzes que acedem no transcorrer das tempestades; conforto dos insanos; cantos suaves do amantes em fúria; células mínimas do corpo das humanidades; candências ligeiras das tropas em retirada deste mundo que flutua pela recordação dos poetas.

Caminho de casa dos perdidos nas noites, as palavras viram pensamento, que revira as fibras do coração na festa de sustentar as leias da existência. O poder das palavras ao pendor das criaturas, força viva da criação em forma de momentos que esvaem ansiosos de desaparecer no firmamento das consciências, e depois a nunca mais... Pequenos gravetos de fogueiras acesas na crepitação e na dor de viver. Átomos da energia que nutre o monstro das eras e consome derradeiras imagens dos dias que somem na voragem incessante do Tempo.

Mundo de palavras em eterno movimento... Sons de natureza pensante... Blocos siderais de faíscas luminosas que saturam espaços e crescem ao término dos instantes eternos. Palavras, luzes que apagam e acendem ao sabor da respiração e combustível nas transformações e nos deuses.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).