15 novembro 2019

15 de novembro: que volte a monarquia – por Armando Lopes Rafael



   Todo ano é a mesma coisa: o 15 de novembro é feriado nacional por determinação da legislação brasileira. Desde 14 de janeiro de 1890, foi emitida a primeira lei reconhecendo o aniversário do primeiro golpe militar (que impôs, sem participação popular, a República no Brasil) como feriado.  O feriado também foi imposto –através do Decreto nº 155-B – determinando este dia para celebrar a “pátria brasileira”.

     Deu no que deu. A tal data nunca foi comemorada pelo povo, o qual, aliás, sequer sabe a razão do tal “feriado”. Ademais, hoje é consenso geral que o golpe republicano foi ilegítimo.  Segundo o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP): “A proclamação foi um golpe de uma minoria escravocrata aliada aos grandes latifundiários, aos militares, a segmentos da Igreja e da maçonaria. O que é fato notório é que foi um golpe ilegítimo". Tem razão o deputado.

      Com o golpe de 15 de novembro de 1889, ao invés de “Império do Brasil”, o país passou a ter o nome oficial de “República dos Estados Unidos do Brasil” (uma imitação servil aos Estrados Unidos da América–EUA). No festival de constituições promovido pela República (foram 6 constituições republicanas contra uma única de toda a Monarquia) a de 1967, mudou, mais uma vez, o nome oficial da nação para “República Federativa do Brasil”.

        Segundo o jornalista e escritor Jorge Fernando dos Santos: “Muita gente deve se perguntar por que o Brasil não dá certo. Além da corrupção e da impunidade, a problemática nacional tem muitas outras causas (...) “Para piorar o quadro, emanciparam-se dezenas de arraiais improdutivos, que até então eram ligados às chamadas cidades-polo. Na sua maioria, os novos municípios funcionam como currais eleitorais, com direito a prefeitura e câmara municipal sustentadas com verbas do estado. Este, por sua vez, repassa as receitas para Brasília, de onde retornam minguados recursos. Isso talvez explique a falência generalizada dos estados brasileiros. O atraso no repasse aos municípios e no pagamento da folha funcional não decorre apenas da incompetência ou má vontade dos governadores eleitos. Na verdade, a União suga boa parte das riquezas geradas pelos estados”.  

         Razão teve Glauco Paludo Gazoni quando escreveu: “Ao que tudo indica, a vida do republicanismo no Brasil não seguirá a ordem natural das coisas. A República tupiniquim nasceu velha e vai morrer nova”. Noutras palavras, em meio a tantas crises sucedendo outras crises (igual à parábola de Cristo do cego guiando outro cego, quando ambos cairão no abismo) um dia o povo brasileiro cansará de tantos desacertos e pedirá: “que volte a monarquia”.



13 novembro 2019

Caririense concluiu doutorado pela Universidade de São Paulo–USP


Dra. Thais Callou entre sua mãe, Benigna e seu pai, Dr. Lívio Callou, no dia que 
recebeu o seu doutorado

    A Dra. Thais Callou, médica, oftalmologista e especialista em Córnea e Cirurgia Refrativa, concluiu seu Doutorado em Oftalmologia na Universidade de São Paulo-USP. A solenidade de conclusão do doutorado ocorreu na última quinta-feira, dia 07 de novembro de 2019.

      Thais, nasceu em Crato, e descende de tradicionais clãs familiares do Cariri cearense.  Seu pai é o Dr. Lívio Callou, médico e empresário, com origens na cidade de Barbalha e atuação profissional em Juazeiro do Norte. Sua mãe é a senhora Maria Benigna Arraes, filha do Sr. César Pinheiro Teles (in memoriam) e dona Almina Arraes de Alencar Pinheiro. A avó de Thais, dona Almina Arraes, é uma pessoa muito conhecida e respeitada na cidade de Crato, mercê sua atuação voltada para ajudar as pessoas necessitadas das mais humildes camadas sociais, além da sua inteireza moral exemplar. 


     Thais Callou, hoje médica vitoriosa, conta que sempre recebeu estímulo e apoio infindáveis dos seus pais para o seu crescimento profissional. Ela diz que tem como referência, desde menina, seu pai e seu avô paterno, este último o Dr. Antônio Lyrio Callou (in memoriam). Dr. Lyrio construiu uma admirável trajetória como médico na região do Cariri. Ainda jovem, partiu de Barbalha, cidade onde nasceu, e formou-se na primeira faculdade de medicina do Brasil, localizada em Salvador (BA). Retornou à Barbalha, já formado, onde representou um exemplo de cidadão íntegro, dotado de determinação e empreendedorismo.
Sobre Thais

    Casada com o médico cirurgião plástico Dr. Bruno Sena, Thais tem orgulho de ter se tornado exemplo para outras mulheres. O primeiro filho do casal nasceu durante o curso da pós-graduação e Thais fez a conclusão e defesa da sua tese de doutorado, grávida do segundo filho. “Unir vida pessoal e profissional foi um grande desafio”, comenta ela.

     A Dra. Thais Callou faz parte do corpo cirúrgico da Clínica de Cirurgia Refrativa View Center Laser, num dos maiores complexos de oftalmologia da cidade de Juazeiro do Norte, a Clínica de Olhos do Cariri. No seu dia-a-dia, recebe seus pacientes ao lado de uma equipe composta por outros seis oftalmologistas, que ela considera como um presente na sua vida: Dr. Lívio Callou, seu pai, um dos maiores nomes da oftalmologia da região; Dra. Clarice e Dr. Eduardo Callou, seus irmãos; Dr. Ricardo Mendes e Dra. Bruna Costa Callou, seus cunhados, e Dr. Paulo Sampaio, seu primo.

     Além de trazer seus conhecimentos para atender melhor a população, a Doutora Thais pretende ingressar na carreira acadêmica, lecionando nas universidades. “Minha meta é trazer o conhecimento que adquiri não só para a rotina do consultório, mas também transferir esse aprendizado para os alunos do nosso Cariri”, afirma Thais. Para ela, a educação e a pesquisa são a base para o desenvolvimento de qualquer país. E diz acreditar que faz a sua parte para o crescimento e evolução do Cariri na área em que atua.

Postado por Armando Lopes Rafael

10 novembro 2019

O STF contra o povo e a favor do crime



    Os brasileiros de bem estão mais uma vez indignados com o Supremo Tribunal Federal, que por 6 votos a 5 pôs fim à prisão após condenação em segunda instância, com o objetivo de tirar da cadeia o ex-Presidente Lula, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas, junto com Lula, voltarão às ruas 85 mil criminosos da pior espécie, pondo a população em risco.

    Votaram para salvar Lula, a favor do crime e contra o povo os Ministros Marco Aurélio de Mello, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e o próprio Presidente da Corte, Dias Toffoli, (ex-)advogado do PT. O que esses Ministros devem ao ex-Presidente? Não sabemos. O que é certo é que eles jantaram lagostas e brindaram com champanhe após a votação, tudo pago com o nosso dinheiro.

     A Constituição Imperial de 1824, em seus Artigos 101 e 154, dava ao Imperador, através do uso do Poder Moderador, a prerrogativa de suspender os Magistrados por queixas contra eles feitas, após ouvir os acusados, reunir as informações necessárias e se consultar com o Conselho de Estado. Não há dúvida alguma de que, restaurada a Monarquia no Brasil – e esperamos que isso ocorra em breve –, a execução desses Artigos estará entre os primeiros itens da ordem do dia.

Fonte: Facebook Pró Monarquia

09 novembro 2019

A República Golpista



    Por mais que alguns republicanos tentem provar que o povo brasileiro não queria mais a  Monarquia Constitucional;  que a República era um anseio popular dos brasileiros e que o movimento que resultou em sua proclamação estava organizado até os ínfimos detalhes, os fatos foram bem diferentes.

O Imperador Dom Pedro II e a Princesa Dona Isabel eram respeitados e admirados pela gente humilde, que, no ano anterior, deixara de ser escrava. O Partido Republicano havia conseguido eleger apenas dois Deputados nas eleições de agosto de 1889, e, nas ruas, as simpatias que conseguia angariar eram episódicas e pouco eficazes.

(Baseado em trechos do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier)

02 novembro 2019

Finados – por José Luís Lira (*)




     O quarto Príncipe dos Poetas Cearenses, Artur Eduardo Benevides, disse em poema que, “em poesia, o que não for saudade é liturgia”. A data religiosa e cívica que se vivencia neste sábado, une saudade e liturgia, posto que todos temos alguém que já faleceu e de quem sentimos saudades e que por ela celebramos, seja na esfera religiosa ou pessoal.

  O Dia dos Fiéis Defuntos (defunctus - latim, aquele que cumpriu sua missão), Dia de Finados ou Dia dos Mortos é celebrado na Igreja Católica, no dia 2 de novembro, se constituindo data cívica pelo feriado.

   O costume de rezar pelos mortos, vem desde o século II, quando os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires. No século V, a Igreja dedicou um dia do ano para se rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém lembrava. Consta que no século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015), determinaram a dedicação de um dia aos mortos. No século XIII esse dia anual passa a ser comemorado em 2 de novembro, porque 1º de novembro é a Festa de Todos os Santos.

   Na América a mais destacada celebração é a do México, onde o Dia dos Mortos tem origem indígena e começa no dia 31 de outubro. É tão próprio e de tão grande alcance o Dia dos Mortos do México que a UNESCO o declarou Patrimônio Imaterial da Humanidade.

    Existem passagens bíblicas que mostram a oração pelos mortos Em Tobias 12,12, lemos “Quando tu e Sara fazíeis orações, era eu que apresentava vossas súplicas diante da Glória do Senhor e as lia; eu fazia o mesmo quando enterravas os mortos”; em II Macabeus 12,44-46: “De fato, se ele não esperasse que os que haviam sucumbido iriam ressuscitar, seria supérfluo e tolo rezar pelos mortos. Mas, se considerava que uma belíssima recompensa está reservada para os que adormecem na piedade, então era santo e piedoso o seu modo de pensar. Eis por que ele mandou oferecer esse sacrifício expiatório pelos que haviam morrido, a fim de que fossem absolvidos do seu pecado”; outros trechos do Velho Testamento e do Novo Testamento têm inúmeras reflexões acerca. Lembremo-nos de que Jesus orou por Lázaro e o ressuscitou e lembrou que Ele é o caminho, a verdade e a vida. Paulo, apóstolo, afirma que “quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor”.

    A nós ocidentais, ainda é muito difícil encarar a morte, a separação, o adeus. Por isso iniciei essa coluna lembrando Artur Eduardo Benevides sobre saudade e liturgia na poesia. Os orientais fazem festa para seus mortos no rito de despedida. Lembro-me de Antonio Olinto contando sobre essas tradições. Fica a saudade, mas, a tristeza não deve se fazer presente, embora que nem sempre a controlemos.

    Jesus Cristo, ao ressurgir dos mortos, deu-nos a certeza da ressurreição. Um dia todos nós ressurgiremos e ingressaremos no local ao qual nossas ações humanas na terra nos conduziram. Mas, ainda assim, existe a misericórdia de Deus e ela é maior que tudo. Um dia, com Cristo, diremos que a morte não existe.

    Rezemos por nossos falecidos, exaltemos seus méritos, até choremos, porque somos humanos, mas, lembremos de que a Vida continua, pois, quem crê em Cristo, ainda que esteja morto, viverá!
    Que a Luz Perpétua os ilumine!


(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de vinte livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.