16 setembro 2019

Quem diria...A Monarquia da Noruega é a mais popular da Europa


     Num continente cheio de monarquias – algumas com milênios de existência –, o Reino da Noruega, é um País jovem. Mas, desde a Idade Média, ao longo de mais de 500 anos, a Noruega já existia,  ora  em união ora com a Dinamarca, ora com a Suécia. Em 1905, ao se tornar independente como nação soberana, o Parlamento da Noruega votou a forma de governo a ser adotada naquele país. A Monarquia foi escolhida por  100 votos contra 4. 

         Nansen, o Presidente do Parlamento, justificou o resultado dizendo:

 – “Optamos pela Monarquia por 3 razões básicas: é muito mais barata, concede mais liberdade, além de ter mais autoridade para defender os interesses nacionais”.

      O Parlamento Norueguês convidou o Príncipe Carl, segundo filho do Rei Frederik VIII da Dinamarca, a subir ao Trono. A escolha do novo Soberano, que se tornou Rei da Noruega com o nome de Haakon VII, foi logo aprovada em referendo popular, no qual 79% dos noruegueses votaram pela Monarquia.

       Popularíssimo, o Rei Haakon VII reinou até sua morte, em 1957, liderando a Noruega nas duas Guerras Mundiais. Sucedeu-o seu filho (nascido, ainda antes da ascensão do pai, quando ainda era o Príncipe Alexander da Dinamarca), adotando o nome de Rei Olav V, que, também muito popular, veio a falecer em 1991, sendo sucedido por seu único filho varão, o atual Soberano, o Rei Harald V, atualmente considerado o Monarca mais popular da Europa. Segundo uma pesquisa de 2012, 93% dos noruegueses aprovavam o desempenho de Sua Majestade enquanto Chefe de Estado. Contando agora com 82 anos de idade, o Rei Harald V tem como imediato herdeiro dinástico seu filho, o Príncipe Herdeiro Haakon, de 46 anos. Este, como todo herdeiro, passou por longos anos de estudos – não só no ensino regular, mas também tendo lições de História, Direito e Relações Internacionais, idiomas e recebendo extenso treinamento nas três Armas – e, de forma mais prática, já exerceu algumas a regência em algumas ocasiões, participa do Conselho de Estado e representa o País em importantes missões diplomáticas e econômicas no exterior. 


Com um Soberano longevo e um herdeiro bem preparado, a Casa Real Norueguesa agora vem deitando especial cuidado sobre a educação da próxima geração, vez que, devido a uma mudança nas regras de sucessão na década de 1990, a filha mais velha do Príncipe Herdeiro, a Princesa Ingrid Alexandra, de 15 anos, será a primeira mulher a ascender ao Trono da Noruega desde sua remota “tia-avó”, a Rainha Margaret I, que reinou sobre a Dinamarca, a Noruega e a Suécia entre 1387 e 1412, no período em que a Escandinávia esteve sob a chamada União de Kalmar.

Se enquanto nas Repúblicas os políticos vêm e vão ao sabor da opinião pública, pensando sempre em um projeto de poder, e não de nação, nas Monarquias, os Príncipes e Princesas, que já nascem, a bem dizer, nos degraus do Trono, são preparados desde a mais tenra infância para exercerem a mais alta das funções humanas, o governo, pois a Coroa, tal como a nação, é perene, e aqueles que a Divina Providência chama a cingi-la devem sempre servir como exemplo e espelho das melhores virtudes de seu povo, velando sobre o bom funcionamento das instituições e inibindo as más-tendências dos homens e mulheres públicos.

Texto baseado numa postagem do Facebook da Pró Monarquia.

Foto: Sua Majestade o Rei Harald V da Noruega, acompanhado de seu filho, Sua Alteza Real o Príncipe Herdeiro da Noruega, e de sua neta, Sua Alteza Real a Princesa Ingrid Alexandra da Noruega.
Postado por Armando Lopes Rafael

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