01 agosto 2019

O último dos mistérios - Por: Emerson Monteiro


Oh! Mistério tenebroso, quando tudo que há haverá de sucumbir aos efeitos do Tempo e desaparecer na derradeira dobra além do quanto existirá... Donde seguir, fugir em que direção, se todas jamais estarão ali aonde dormitavam os mendigos da praça ontem de madrugada? Qual desses meios de evoluir registrarão os sinais dos tempos de quando houve o momento de tocar o chão da inexistência e prosseguir sem interrupções mundo afora?

Assim, tal qual a infinitudes que persistirá após a conclusão dos objetivos, o último dos mistérios será a vida que viva, a continuar para sempre, portas abertas a nenhum rompimento, e os pássaros da imortalidade baterão suas asas rumo ao Sol. Pequenos objetivos que voam. Rápidos traços diante da luminosidade absoluta. Dentro deles haverá gotas de lágrimas perdidas e alegria. Venceram o desaparecimento e sustentaram a lâmina de ouro do sonho enquanto olhavam apenas fieis a certeza da vitória.

Nisso eles, os dois pássaros voam soltos na eternidade informe, longe das saudades, amáveis seres em si, de corações em festa resolvem salvar a alma e viver o mistério da Salvação. Amar, que Deus ama e Jesus ensina. Abraçam, por isso, a luz da consciência e mergulham no horizonte das manhãs mais livres. Encontro de longos desejos da humana felicidade que ainda anda vagando solto perante as religiões do coração. Vamos, gente, vamos acordar que existe um tempo previsto de libertar os apegos e crescer rumo da possibilidade de que todos ora somos dotados, que a isso é que viemos até aqui neste chão de tantas contradições. Agir o quanto antes significa vencer a perdição que sujeita imperar de uma hora a outra e o barco sucumbir. Este o último dos mistérios guardados durante as guerras e que renascem depois de passar os dias de ira.

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