24 julho 2019

A verdadeira História do Brasil -- 2 (por Armando Lopes Rafael)

Nem os golpistas republicanos conseguiram mudar o Hino Nacional Brasileiro

    No artigo anterior vimos a "balela" que nos é ensinada na escola. Dizem hoje sobre as cores da nossa bandeira que o verde simboliza "nossas matas" e o amarelo "nosso ouro". Mentira!   Vamos saber agora a  história do outro Símbolo da Patria: o Hino Nacional Brasileiro


    Nos seus primórdios, que remonta ao Primeiro Reinado de Dom Pedro I, o Hino Nacional Brasileiro era executado sem ter ainda uma letra. Em 1822, ele foi composto, por Manuel Francisco da Silva, sendo conhecido com o título de “Marcha Triunfal”. Caiu no gosto do povo e depois teve o nome mudado para “Marcha Imperial”. Esta,  foi muito tocada nos campos de batalhas da Guerra do Paraguai. Depois desse conflito foi popularizada na cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, já como nosso Hino Nacional.

     Com o advento do golpe militar que implantou a "República dos Estados Unidos do Brasil", (este foi o nome "oficial" do Brasil até 1967), no chamado “Governo Provisório” – dirigido pelo Marechal Deodoro da Fonseca – as novas autoridades republicanas queriam mudar tudo que lembrasse o glorioso Império do Brasil. Por isso instituíram um concurso para a adoção de um novo hino nacional.

     Pois bem, na noite de 20 de janeiro de 1890, o Teatro Lírico do Rio de Janeiro estava superlotado, reunindo as mais destacadas personalidades da então capital brasileira, para conhecer o novo Hino Nacional. No camarote de honra, o velho Marechal Deodoro, àquela época já bastante decepcionado com alguns companheiros do golpe militar de 15 de novembro de 1889.

       O hino que obteve o primeiro lugar no concurso foi composto pelo maestro Leopoldo Miguez, com letra de Medeiros e Albuquerque. Na verdade, uma bonita peça (hoje chamada de “Hino da República”, que começa com o refrão: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”.
       Ao final da execução do "Novo Hino Brasileiro", o Marechal Deodoro bateu, com força,  no braço da cadeira impôs:

        – Prefiro o velho!

       Foi quando ficou preservada para as gerações vindouras, a bela “Marcha Imperial”, o mesmo Hino Nacional Brasileiro de hoje, cujos primeiros acordes (“Ouviram do Ipiranga às margens plácidas/ De um povo heroico o brado retumbante”) nos enche de orgulho e nos faz reviver o pouco de patriotismo que ainda resta à “brava gente brasileira”...

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