18 junho 2019

Coisas da República: Os abusos da “Indústria das Multas”


Os burocratas dos “demutrans” brasileiros decretaram que a velocidade é a causadora de tantas desgraças. Quem sabe não querem eles que voltemos à época das carroças.


    Prova disso? Somente as multas referentes ao “excesso” de velocidade, em 2018, transferiram dos bolsos dos brasileiros para os cofres republicanos mais de 11 bilhões de reais. Quantia fabulosa, a título das malditas “infrações de trânsito”. Sem falar na invenção dos “pontos na carteira”, modismo inventado aqui para atestar o caos do trânsito de veículos automotores no Brasil. Talvez não exista motorista que não tenha caído nesta pegadinha, pois foram lavradas mais de 11 milhões de infrações no ano passado. Tudo em nome da “segurança no trânsito”, mas, na verdade, isso não passa de uma forma perversa de tirar dinheiro do povo, transformando-se no que ficou conhecida como a “indústria da multa”.

    Sem dúvida o estratagema transformou-se num dos negócios mais rentáveis da face da terra: é só armar o “pardal” numa curva ou em trecho onde a velocidade cai bruscamente para 30 ou 40 km/hora, e esperar o dinheiro jorrar nas burras governamentais. Até o Governo de Michel Temer os departamentos de trânsito, nesta república, serviam apenas para multar, multar e multar...

    Enquanto isso, nossas ruas e rodovias continuam mal sinalizadas e esburacadas. E é isto que causa a maioria das mortes no trânsito. Os “demutrans” deveriam existir para prevenção de acidentes. O que seria feito com a manutenção dos sinais de trânsito. Em Crato, alguns desses sinais são tão velhos que nos impedem de distinguir se estão acesos no amarelo ou no vermelho.  

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