15 maio 2019

Filipe II de Espanha - Por: Emerson Monteiro


Considerado o homem mais poderoso do século XVI, Filipe II reinaria desde 25 de julho de 1554 a 13 de setembro de 1598, tendo sob o seu crivo os Reinos da Espanha, Portugal e Algarves, Nápoles, Sardenha e Sicília, mantendo hegemonia praticamente sobre todo o continente da Europa.

Estadista de reconhecida capacidade administrativa, sustentou guerras com os diversos povos, donatário de riquezas sem conta, reverenciado por todos os monarcas de então; conquistaria o coração de lindas mulheres e casar-se-ia pelo menos três vezes, anexando, destarte, novas propriedades aos seus territórios, deixando inúmeros herdeiros e largas posses.

Aos 72 anos, viu-se acometido de grave enfermidade, o que lhe impediu de andar pelos reinados ou mesmo de levar vida regular, deslocando-se com dificuldade, mal que agravaria seu estado clínico a ponto de ter todo o corpo coberto de ulcerações de tratamento doloroso e insuficiente através dos meios daquele tempo. Durante pelos menos 63 dias amargurou de febre intensa e padeceu sob a guante dos tumores de que fora vitimado. Nem banho, que fosse, podiam lhe administrar, de tantas dores e malefícios face à gravidade da moléstia que o eliminaria em pouco período.

Considerado o Sábio e o Prudente, do seu reinado fizera parte também o Brasil, quando seria, em 1585, fundada a "Cidade Real de Nossa Senhora das Neves", hoje denominada João Pessoa, capital do Estado da Paraíba; em 1588 adquiriu o nome de "Filipeia de Nossa Senhora das Neves", em homenagem ao rei Filipe II. (Filipe II de Espanha – Wikipédia)

Ao término da faustosa existência material, Filipe passaria o torno ao sucessor e na ocasião diria as seguintes palavras: "Quis que vós estivésseis presente para que vejais em que vêm parar os reinos e senhoria deste mundo e saibais que coisa é a morte, aproveitando-se disso pois amanhã havereis de começar a reinar.» 

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