24 maio 2019

A solidez da monarquia britânica – por Armando Lopes Rafael



   Muitos ficam a se perguntar: por que neste mundo conturbado, confuso, desordenado, e sem visão de futuro (a não ser o caos generalizado) a monarquia do Reino Unido, segue firme e forte?    Eu mesmo, recentemente, me fiz essa pergunta. E relembrei um discurso – feito em 2002, há 17 anos – pela Soberana dos ingleses, Elizabeth II, atualmente com 93 anos de idade, 63 anos como Rainha. 

   Naquela ocasião disse a Rainha Elizabeth: “As instituições nacionais, sobretudo a monarquia e o Parlamento, têm que evolucionar para que as futuras gerações confiem nelas. Quero declarar, sobretudo, minha disposição de continuar, com o apoio da minha família, servindo o povo desta nossa grande nação o melhor possível através de momentos de mudanças no futuro", afirmou a rainha naquela ocasião.

     Elizabeth II destacou que seu país estava orgulhoso de sua "tradição de imparcialidade e tolerância, e a consolidação multicultural da sociedade britânica" E acrescentou: "Somos gente moderada e pragmática, lidamos melhor com a prática que com a teoria. Somos inventivos e criativos. É preciso pensar no número de invenções dos últimos 50 anos e em nosso próspero presente na arte".   

        É verdade.  A monarquia é uma forma de governo orgânica, que continua a evoluir para melhor. Ademais, nas monarquias parlamentaristas, o Soberano é suprapartidário. Arbitra os partidos e as forças políticas com isenção o que garante a primazia para o o interesse nacional. Os Reis, ou as Rainhas, recebem uma formação específica para o cargo desde a infância. Chegam preparados ao poder. Aprimoram-se para o exercício da função da Chefia do Estado.

      Por isso, o Rei é a garantia da preservação dos valores morais da Nação, permitindo a coesão e harmonia sociais. Já nos súditos, o sentimento de orgulho nacional constitui uma força de alma coletiva. E o mais interessante: as monarquias são bem mais baratas do que as perdulárias repúblicas. Não existem nas monarquias o que é rotina nas repúblicas: a substituição dos Chefes de Estado de 4 em 4 anos com as consequentes pensões vitalícias. E, o pior, a crescente corrupção republicana desenfreada, feita para garantir a eleição dos presidentes de plantão, às vezes pessoas despreparadas para a função. 

        Talvez por isso, uma  pesquisa realizada em 2017, na Inglaterra apontou os seguintes números: 65%  dos ingleses pensa que a monarquia deve continuar a existir; 70% pensa que o mundo respeita e admira mais a Grã-Bretanha por causa da monarquia; 65% da população do Reino Unido acha que ainda há espaço para a monarquia nos tempos modernos; 66% acredita que a monarquia ajuda a economia do país.
 

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