20 maio 2019

Uma e outra realidade - Por: Emerson Monteiro



A realidade verdadeira, aquela que habita o coração das pessoas, caixa de ressonância das vidas e válvula de compressão da Eternidade, a ela no conduzirá no decorrer das emoções de existências sucessivas, a pisar neste Planeta solar. Isto é, a realidade real sem nenhuma alternativa se não abraçá-la e sonhar consigo, mesmo a cruzar as raias do Destino e aos poucos adentrar a felicidade definitiva, morada e aspiração dos humanos no decorrer de todo tempo. Será assim momento a momento, independente das opiniões contrárias. 


Porquanto as perdições de eras sem fim, essa disposição de desvelar os mistérios da Criação e trazê-los ao presente exigi no mínimo sinceridade de par em par, do indivíduo em si, de querer buscar o senso absoluto invés de aceitar a ilusão qual moeda de troca dos séculos e corpos. Muitos, talvez, ignorem as normas que compõem a Natureza, ainda que desejem possuir, grosso modo, dotes de sabedoria. E nisso viajam longas caravanas de inutilidades e prazeres, parceiros da perdição do bem mais precioso da inteligência diante dos dias, a vida que possuem sem nem saber a origem. 

Seremos, destarte, instrumentos de sortes imprevisíveis caso queiramos confrontar a realidade principal que logo ali no aguardará de braços abertos, porém que mereçamos galgar píncaros de esforço próprio em plantar sementes de coerência e paz, com os valores da austeridade, sem que joguemos fora o dom da verdadeira realidade. Conquanto um único não venha aqui apenas desfrutar privilégios, há no determinismo das leis superiores a medida de nossas conquistas espirituais, o cetro do amor, ou a graça do Poder soberano, Senhor de tudo e equação da Fortuna aonde desejemos chegar, nesse trocar de passadas entre o passado e o futuro, que denominamos o Presente, persistirá, pois, a justiça dos Céus no sentido das criaturas humanas. Elas, no íntimo, sabem a que vieram.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

15 maio 2019

Filipe II de Espanha - Por: Emerson Monteiro


Considerado o homem mais poderoso do século XVI, Filipe II reinaria desde 25 de julho de 1554 a 13 de setembro de 1598, tendo sob o seu crivo os Reinos da Espanha, Portugal e Algarves, Nápoles, Sardenha e Sicília, mantendo hegemonia praticamente sobre todo o continente da Europa.

Estadista de reconhecida capacidade administrativa, sustentou guerras com os diversos povos, donatário de riquezas sem conta, reverenciado por todos os monarcas de então; conquistaria o coração de lindas mulheres e casar-se-ia pelo menos três vezes, anexando, destarte, novas propriedades aos seus territórios, deixando inúmeros herdeiros e largas posses.

Aos 72 anos, viu-se acometido de grave enfermidade, o que lhe impediu de andar pelos reinados ou mesmo de levar vida regular, deslocando-se com dificuldade, mal que agravaria seu estado clínico a ponto de ter todo o corpo coberto de ulcerações de tratamento doloroso e insuficiente através dos meios daquele tempo. Durante pelos menos 63 dias amargurou de febre intensa e padeceu sob a guante dos tumores de que fora vitimado. Nem banho, que fosse, podiam lhe administrar, de tantas dores e malefícios face à gravidade da moléstia que o eliminaria em pouco período.

Considerado o Sábio e o Prudente, do seu reinado fizera parte também o Brasil, quando seria, em 1585, fundada a "Cidade Real de Nossa Senhora das Neves", hoje denominada João Pessoa, capital do Estado da Paraíba; em 1588 adquiriu o nome de "Filipeia de Nossa Senhora das Neves", em homenagem ao rei Filipe II. (Filipe II de Espanha – Wikipédia)

Ao término da faustosa existência material, Filipe passaria o torno ao sucessor e na ocasião diria as seguintes palavras: "Quis que vós estivésseis presente para que vejais em que vêm parar os reinos e senhoria deste mundo e saibais que coisa é a morte, aproveitando-se disso pois amanhã havereis de começar a reinar.» 

14 maio 2019

O que move o mundo - Por: Emerson Monteiro


Sim, o motor essencial das ações humanas... O que motiva pessoas e coletividades a desenvolver suas ações na face desse mundo por vezes ingrato... Razão principal dos movimentos que fazem dos dias a sobrevivência das espécies... Será, por certo, a fonte da paixão de viver aqui e sustentar as barreiras do destino.

Atrás da vontade, justificativa de todas as iniciativas, impera, pois, tais motivos, o que mantém o homem vivo, a se sujeitar a intempéries, frustrações e fracassos, e juntar migalhas, pouco a pouco, a alimentar tradições e entregar, ao término, o corpo, no final das jornadas. Nem tudo, entretanto, significa só desafio e aprendizado, porquanto ninguém é de ferro. Existe a hora dos miseráveis, do repouso e das alegrias, se não ninguém contaria as vantagens das noites de lua.

Porém a justificativa essencial que supomos de tudo quanto há de produções no afã da multidão vem na causa das vaidades humanas, qual disse o Rei Salomão, Vanitas vanitatis (Tudo é vaidade). Contudo nisso persiste o apego de prazer, a fome de amor e a cegueira da ignorância, nas palavras de Sidarta Buda. Juntar detalhes e formar o todo de continuar, dia após dia, a tanger o barco, nas marés e nos sóis das manhãs.

Ao frigir de tudo, lá nos estertores das riquezas que, por vezes, espalham angústias, desesperos, guerras, no fogo das aventuras e dos gestos, ali impera uma lei de continuidade, seiva dos infinitos sonhos individuais, quando as chamas de encontrar o lenitivo de estar aqui falam mais alto. Bem nesse foco inesgotável de bênçãos, habita o Sol das existências, reino de uma Verdade absoluta. Enquanto isto, dentro da gente fervilha a força maior do querer que transformar a relatividade em poder e domina o fugidio, causa primeira de havermos vindo e prosseguir até descobrir a nós mesmos.

12 maio 2019

O mistério da transformação - Por: Emerson Monteiro


De água em vinho, as humanidades aqui vieram no sentido exclusivo de encontrar a transposição desse tudo buliçoso de matéria no Nada de espiritualidade definitiva que lhes aguarda logo ali na esquina do Infinito, quando as luzes da carne se apagam e resta tão só o rastro surdo daquilo que todos um dia foram e praticaram, no decorrer dos séculos sem fim, amém. Largados nesse mar da desesperança dos flandres daqui do Chão, olham de paixão às paragens lá de dentro da consciência feitos zumbis das próprias sombras que percorrem noites insones de prazer tão unicamente na intenção pura e simples de rever qual será o prumo que os passos lhes carregam diante do abismo dos momentos que traspassam de dor os que deixam de lado a esperança e fogem feitos almas penadas aos pomos das discórdias, os humanos, braços toscos do Destino.

Assim compreender fica bem mais fácil deglutir as rotinas do Universo às portas do desejo sem controle da racionalidade dos animais da Criação, pequenas gotas a pedir o perdão divino. Sabedoria dos séculos, carregam às costas essa missão monumental de revelar a natureza secreta aos pares, ânsias em movimento perante o precipício do Tempo, que jamais aceitará o silêncio da indiferença, a julgar as ações dos objetos em mudança.

Fôssemos imaginar fórmulas outras que não essa de transformação, da mutação do nosso eu material noutro instrumento de poder, o Eu Superior, a personalidade original dos Espíritos, e estaríamos de justificar a materialidade qual razão principal, quando assim jamais será, porquanto chegáramos depois de os termos do processo da Salvação haverem sido determinados, meros sujeitos que o somos, partículas infinitesimais da existência de Tudo quanto existir.

Daí que obedecer significa algo além da pura atitude impensada dos homens de viver por viver, senão providência inigualável de achar as portas da Eternidade e repousar nos braços amoráveis do Perdão.



10 maio 2019

Tecnologia da Salvação - Por: Emerson Monteiro


Tecnologia, palavra que bem define a que todos estamos neste Chão, no fim de resolver a humana
perecividade face ao desconhecido, vez que ninguém nasce uma semente. Vimos e vivemos, depois vem aquilo que conhecemos de entregar corpos ao barro de onde procedemos. E daí? A que existimos, afinal? Nessa hora chega a função de encontrar a resposta principal de tudo quanto aqui nos trouxe..

A matéria traz em si respostas que tantos nem de longe imaginam. Feita do jeito da perfeição de onde procedemos, eis ente maravilhoso que revela a porta de vencer o enigma defrontado todo tempo ao fim do longo corredor de viver. Em resumo, de tamanha perfeição nascerá algo mais perfeito, porquanto somos Espíritos, seres inteligentes da Criação destinados a níveis superiores, no processo evolutivo.

Qual praticar a consciência se reserva aos indivíduos, trabalhar os segredos guardados debaixo de sete capas. Desvendar a essência que mora em nós. Decidir utilizar os instrumentos fundamentais à missão de Salvação, somos dotados do que necessitamos no sentido de obter êxito na sagrada missão de transpor os limites da materialidade e galgar pórticos da Redenção.

No que pesem as fragilidades, humanos dispõem já hoje dos mecanismos de ultrapassar a condição sob que o mantém a racionalidade pura e simples e penetrar o íntimo de sua natureza imortal, inclusive a isso merecendo receber dos mestres e santos as noções fundamentais do exercício dessa habilidade, por força das orientações superiores.

Ainda que submetidos aos pressentimentos da força bruta, são constituídos da ciência de libertação do mundo físico e podem desenvolver a vocação de vencer a inércia dos objetos e crescer aos Céus a que fomos constituídos desde sempre. A Vontade significa, portanto, a esperança e o amor, energia que alimenta os movimentos que produzem mais Luz no coração das pessoas.

08 maio 2019

O sonho das palavras - Por: Emerson Monteiro


Um fervor imenso de querer contar das possibilidades que chegam às praias do silêncio, enquanto palavras tocam o som de espuma e azul das águas na força inigualável de sentimentos a invadir o peito e cobrir de inebriante perfume o teto do Infinito. Melodia de luz que envolve céus e terras. Alegria de paz aos olhos da saudade. Nesse querer dizer das palavras cala na alma da gente poucas, senão raras vezes, o poder do oração a dominar as raias do instante e adormecer os temores, diante do movimento das ondas que bailam na leveza dessa vontade de sonhar, apenas sonhar sob o perfume das matas em flor.

Tais um dia imaginaram, as certezas e seus significados tão só agora reúnem o mistério e preenchem de suavidade os corpos da existência aonde eles possam habitar, quais energia maravilhosa, sorrisos e visões da mais esplêndida beleza. Nisso em que as canções desvendam o prazer das harmonias, os tons do ritmo das palavras ganham vida própria e iluminam os prados da consciência; realizam planos da Luz Divina no seio da imortalidade dos seres.

Contar das lendas e dos mitos, gestos de carinho que preenchem de emoção o passo dos heróis noites afora, são notas de Amor em forma de partículas e atitudes, ação de ânsias e desejos, desde há muito guardado no coração. Palavras que falam das novas histórias e alimentam de esperança o brilho das estrelas que esvoaçam no firmamento. Idioma dos deuses, elas oferecem tranquilidade às angústias e revivem de verdade o segredo de mundos próximos e distantes.

Palavras que trazem imagens das paisagens sublimes aos sóis que sustentam de vida os tempos da Eternidade. Palavras, sempre aqui junto da real felicidade, pulsações da condição humana e o maior sentido das origens na Criação.

05 maio 2019

Até onde chega a destruição da Venezuela – por Luiz Roberto da Costa Jr.(*)



    
A Guarda Nacional Bolivariana atacou a igreja de Nossa Senhora de Fátima, da diocese de San Cristóbal, capital do Estado de Táchira, que foi invadida durante uma missa. Bombas de gás lacrimogêneo foram atiradas de motos dentro do templo. Esse ataque, dia 1.º de maio, configura-se como um total desrespeito à dignidade humana, aos fiéis, às autoridades eclesiásticas e ao próprio Vaticano.

  Em seguida, cerca de 40 membros da Guarda Nacional tentaram invadir a igreja, sob o comando de um general (de sobrenome Ochoa). Mas foram impedidos pelo pároco (padre Jairo Clavijo), depois de intensa discussão e da evacuação do recinto sagrado.

(*) LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. – e-mail: lrcostajr@uol.com.br

Contas públicas do Brasil: crescendo igual a rabo de cavalo – por Sílvio Natal (*)


Bola de neve e atoleiro das nossas contas públicas.

   Os que vão discutir a proposta de emenda constitucional enviada pelo governo ao Congresso visando à reforma do sistema de aposentadorias e pensões deveriam saber como estão as contas do País.
O déficit geral do setor público é de 7% do produto interno bruto (PIB), “uma das maiores proporções do mundo”. Mas essa é a notícia “boa”. A “má” notícia é que a dívida pública – verdadeira bola de neve, que só faz aumentar – já é de 78,4% pelas contas do governo e se aproxima de 90% pela metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), número escandaloso para os padrões de um país emergente como o Brasil. Na média, a dívida dos emergentes é inferior a 50% do PIB, e com juros módicos.

    Em nosso caso, além do montante da dívida – que é de R$ 5,4 trilhões –, os juros sobre ela incidentes são altos e tendem a aumentar com os solavancos políticos, constituindo um ralo gigantesco por onde se esvaem centenas de bilhões, drama este alimentado pelo rombo previdenciário, que este ano deverá ultrapassar os R$ 300 bilhões. “Enquanto a economia derrapa e a arrecadação fraqueja, o governo central arranja-se como pode, com R$ 30 bilhões de gastos congelados e cortes nas chamadas despesas discricionárias”, dando a medida do aperto orçamentário, espécie de corte “na carne”, que, a julgar pelas últimas medidas do Executivo, apenas começou e tem tudo para ser aprofundado.

    Ou o Parlamento toma juízo, assume suas responsabilidades para com a Nação e cumpre o seu dever, abdicando do costumeiro “toma lá dá cá”, ou o País afunda no atoleiro da dívida, com consequências imprevisíveis. Simples assim.

(*) Silvio Natal – E-mail: silvionatal49@gmail.com

A abolição da escravatura negra era o maior desejo do Imperador Dom Pedro II


A ação do Imperador Dom Pedro II no sentido de promover e preparar a liberdade dos escravos não poderia deixar de ser lenta, e só poderia ser eficaz se fosse constante. Sua Majestade precisava convencer os homens políticos a atrair o concurso da Nação. Hoje em dia, percebe-se que nesse trabalho as interrupções foram senão aparentes, mas, para chegar aos resultados, o Soberano jamais foi além dos limites que lhe impunha a Constituição Imperial de 1824.

Quando, em 1850, a Assembleia Geral do Império discutia a lei de repressão do tráfico negreiro, e se mostrava ao Imperador os perigos aos quais a lei exporia o Trono, Sua Majestade, então com 24 anos de idade, replicou com energia:

– Prefiro perder a coroa a tolerar a continuação do tráfico de escravos!

Já em 1870, durante uma reunião do Soberano com o Gabinete de Ministros, o Barão de Cotegipe, então Ministro da Marinha, argumentava:

– A questão da emancipação é semelhante à pedra que rola da montanha. Nós não a devemos precipitar, porque seremos esmagados.

Ao que o Imperador replicou:

– Não duvidarei de me expor à queda da pedra, ainda que seja esmagado.

(Baseado em trechos do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier)

03 maio 2019

A fluidez do destino - Por: Emerson Monteiro


Na ânsia de continuar, mesmo quando o Sol desaparece no horizonte, a fluidez de lugares, pessoas e objetos suavemente passa qual se nunca antes houvesse existido. Pessoas, elas estendem as mãos entre si, apressadas mãos, e sustentam nada mais que migalhas do que as lembranças agoniadas recolherem das pedras do caminho. Restam isso, poucas fagulhas dos apetitosos pratos de corpos suados ao relento das horas mortas. Até os heróis, avassalados de desejo, caem desfalecidos sobre os lençóis, feitos carcaças desnudas de velhas peças, nos espetáculos mambembes. E orgulhar de quê, vilões esquecidos, vez que logo além dos combates virarão filmes desbotados em latas enferrujadas?...

No entanto combateram o bom combate; guerrearam feito gente grande, agarrados aos mastros de galeões em fúria. Acreditaram ser valentes inexpugnáveis por terem fome e desfrutar do repasto dos deuses. Viverão para sempre nas folhas do destino que hoje lhes escorre pelos dedos amarelados. Dormem o sono venturoso dos justos e sonham voando nos tapetes persas, que o Sol assim gratifica seus filhos diletos no clarão das luas que sucedam aos dias. Conhecem, sim, que deslizavam entre as nuvens, santos no Paraíso das ninfas apaixonadas.

Foi de tal o modo o que era enquanto havia luzes acesas na consciência. E elas, essas humanas criaturas artesãs da própria sorte, beduínas almas e visões, que ofertaram  sacrifícios nos altares enegrecidos e ainda tangem os ferros das armaduras da ilusão, alimentaram de promessa os frutos e a sementeira, porquanto são longas as noites da Estrela Peregrina, agora o destino dos viventes. Criaram com toda força da juventude o resultado que merecem, livres de dores e cantilenas. Usufruam, pois, do que ora crepita nas fogueiras acesas do amor, que as naves próximas já vêm a caminho.

(Ilustração: A Crucificação - Brueghel).

02 maio 2019

A existência e o tempo - Por: Emerson Monteiro


Espécie de lâmina afiada que divide passado e futuro, o tempo é esse filhote de mistério que rasga ao meio as mantas de carne e as substâncias impessoais da matéria bruta, isso numa velocidade estonteante a na maior sem cerimônia sem ter a quem explicar, sendo seguido pelas multidões gargarejantes à busca da sorte por vezes ingrata, noutras coberta de brindes, bônus e prêmios, e que, no entanto, termina bem logo ali no final do precipício aonde ele, o Tempo senhor sorrir e tritura nos seus dentes a fome da dor e os ossos das flores que nós somos.

Quisessem aceitar, e tem que o faça, sair-se-ia bem melhor do que muitos recalcitrantes na hora de ir. Outros, entretanto, parecem fazer favor em viver, de caras feias, olhos vermelhos e presas à mostra, quais aqueles que vivem por viver e obrigação. Reclamam de tudo. Chova, reclamam. No sol claro das manhãs, reclamam. A pé, reclamam. De avião, reclamam ainda mais. Vivem, pois, só na intenção de protestar diante do absurdo de horas e séculos, sejam ou não agraciados com as taças e os campeonatos do destino.

Porém dos porém, lá vão manadas de gente a tostar diante dos céus, marcadas a ferro e fogo nos holocaustos contínuos que ofuscam o sentimento dessa necessidade de uma resposta maior. A saudade, por exemplo, arquivo de bons momentos, dói de amargura quando fica guardada longos períodos e vem no instinto determinado de satisfazer os que passaram turnos bons. São provas ou expiações deste mundo em que os humanos habitam.

Desvendar esse enigma genial de tamanha habilidade a isso vêm e vão, eles viajantes da fronteira do ontem e do depois, envolvidos nos negócios do instante passageiro que tangem, serviçais e herdeiros do tempo de perguntas ainda sem respostas, em forma de pequenos animais inteligentes. Fervilhantes, batem às mesmas portas de si e alimentam o sonho de que tudo termine bem, nesse cosmos de quanta beleza, repleto dos desafios de grandes amores.