11 abril 2019

Caririensidade



Turismo ecológico: nova atração do Cariri


   Inicialmente o turismo no Cariri restringia-se às romarias feitas ao Padre Cícero Romão Batista. A pequena vila que o Padre Cícero encontrou ao lá fixar residência, a partir de 11 de abril de 1872, depois do episódio que passou à histórica como o “Milagre da Hóstia” cresceu tanto, que hoje é a maior cidade do interior cearense, possuindo cerca de 270 mil habitantes. Depois, foram as descobertas das riquezas paleontológicas que criaram novo fluxo turístico ao Cariri.  Hoje, graças as belas paisagens da Mata Atlântica, existentes na Chapada do Araripe, surge o turismo ecológico atraindo visitantes de todo o Nordeste. 

       Esse novo viés turístico, vem sendo explorado através de trilhas (percorridas a bicicleta ou a pé), como também por outras atrações como rapel e balonismo.  É cada vez maior o número de pessoas que procuram a Floresta Nacional do Araripe–Flona, para caminhadas, pedaladas ou pratica de esportes. Grupos de Educação Ambiental vêm sendo criados e o filão é responsável pela ocupação dos dois hotéis que foram construídos no supedâneo da Chapada do Araripe: o Encosta Hotel da Serra e o Pasárgada Hotel. 

Patrimônio histórico-religioso do Cariri: a Capela do Santíssimo Sacramento da Catedral de Crato


    Construída em 2011, pelo então Cura da Sé de Crato, e hoje Bispo de Tianguá, Dom Francisco Edimilson Neves Ferreira, o projeto desta capela é do arquiteto Waldemar Arraes Farias Filho. Ele a projetou para ser um ambiente simples, mas imponente. Ao fundo daquele espaço, fica um retábulo de madeira em estilo colonial rústico. Lá, está colocado um grande sacrário de metal branco, com desenhos dourados em alto relevo, do século passado. O sacrário está ladeado por dois Querubins, esculpidos em de resina, no estilo sulpiciano, obra do artesanato de São João del Rey, Minas Gerais. A lâmpada do Santíssimo Sacramento, em estilo gótico, foi também restaurada, pois já servira à antiga capela do Sagrado Coração de Jesus da mesma catedral.

  Na parede direita da capela foram colocadas duas pinturas em madeira com motivos litúrgicos. Ali também foram colocados dois artísticos e belos vitrais. Um deles, com o desenho da Mãe do Belo Amor, homenageando a primeira imagem mariana venerada na conurbação Crajubar. A imagem original, que inspirou a do vitral – segundo piedosa tradição – foi trazida para a Missão Miranda, por volta de 1740, pelo fundador de Crato, Frei Carlos Maria de Ferrara. Diga-se, de passagem, que a pequena imagem da Mãe do Belo Amor ainda existe, em excelente estado de conservação, guardada na Casa Paroquial. O segundo vitral da Capela do Santíssimo reproduz São Fidelis de Sigmaringa, oficializado por Dom Fernando Panico como “Co-padroeiro” de Crato.

Centenário do Prof. José do Vale Arraes Feitosa

   Neste sábado, 13 de abril, a comunidade cratense festejará o centenário de nascimento do Prof. José do Vale Arraes Feitosa, pessoa que muito contribuiu para o setor educacional caririense, entre as décadas 40 a 70 do século passado. Este evento está sendo promovido pela Família Feitosa, Instituto Cultural do Cariri, IFCE–Campus Crato, Associação do Ex-alunos do Seminário São José–ADSUM e Escola Prof. José do Vale Arraes Feitosa.

Confira a programação completa

Sábado, 13 de abril de 2019

– A partir de 8h: IFCE campus Crato
Reinauguração da Trilha Ecológica José do Vale Arraes Feitosa e Reinauguração da biblioteca José do Vale Arraes Feitosa
Local: CE 292, km 15, logo após o  bairro Gisélia Pinheiro (mais conhecido como “Batateira”)

– 11h:  Celebração de Santa Missa, presidida por Dom Gilberto Pastana.
Local: Capela São José (Seminário Diocesano São José, em Crato)

– 15h; Homenagem dos alunos e professores da  Escola Professor José do Vale Arraes Feitosa (localizada no Bairro Nossa Senhora de Fátima, antigo Barro Branco,  Zona leste de Crato)

– 19h30: Sessão Solene do Instituto Cultural do Cariri. Exibição do audiovisual produzido pelos filhos de José do Vale A. Feitosa.
Lançamento da edição especial da Revista Itaytera 2019.
Local: Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri

Temporada das chuvas no Cariri em 2019


O estrago deixado pelas chuvas em duas fortes chuvas que caíram na cidade de Crato
 
  Em setembro de 2018, o Centro de Previsão Climática do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), dos Estados Unidos, anunciou que o Ceará em particular – e a Região Nordeste, de um modo geral – poderiam ter chuvas abaixo da média histórica em 2019. Isso porque, segundo aquele instituto, a possibilidade da ocorrência do fenômeno climático El Niño (no fim de 2018 e início de 2019) chegaria a 70%, de probabilidade. Errou feio a previsão. Neste ano tivemos uma das maiores temporadas de chuvas no Cariri, nas últimas décadas.

      Em 2019, na cidade de Crato, os pluviômetros do bairro Lameiro (situado próximo ao supedâneo da Chapada do Araripe) registraram os seguintes números no tocante às chuvas caídas: em janeiro, 192,.8mm; em fevereiro, 219,2mm; em março, 391,8mm, e em abril (até a manhã do dia 10) já tinha chovido 338,2mm. Choveu, portanto,  1.142mm em Crato, até o presente.

As chuvas no Cariri de outrora

      A exemplo de todo o semiárido do Nordeste brasileiro, também na Região do Cariri cearense a regularidade da chuva é o principal fator que afeta a vida de sua população. No entanto, o Vale do Cariri sempre possuiu uma precipitação de águas pluviais maior do que a registrada nos sertões nordestinos.  

        Tendo em seu território parte considerável da Chapada do Araripe, o município de Crato (excetuando os anos de seca generalizada) sempre teve uma das melhores distribuições de chuvas do Sul do Ceará, com uma média anual de 1.142 mm.
     
         Irineu Pinheiro, no seu clássico livro “O Cariri”, editado em 1950, escreveu que: “É o Cariri uma estreita faixa de terreno sertanejo com fontes que nunca secam. Para a vida humana, o Cariri é um presente da Chapada do Araripe”. Infelizmente, o desmatamento na Chapada do Araripe e sítios próximos a ela, a destruição da mata ciliar dos rios e riachos, resultou na diminuição das chuvas no Cariri.  A maioria das fontes perenes secou. O crescimento vertiginoso da população na conurbação Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha) também contribuiu para que hoje a água esteja rareando. A bem dizer, o Cariri não é mais aquele oásis de que falavam nossos pais e avós.

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