07 abril 2019

As razões do coração - Por: Emerson Monteiro


As tempestades da alma e os conflitos dos sentimentos indicam tais raciocínios da filosofia, de deparar nas horas a fio mergulhos noutras dimensões do ser aonde só bem poucos hão de exercitar a coragem de chegar mais adiante. Viagens às profundidades da consciência, incursões aos abismos da essência primordial donde advêm as larvas e respostas ao exercício de viver.

Esses padrões de mergulhar nas águas do Infinito ocasionam descobertas pouco vistas no comodismo, quando muitos desistem de saber além da superfície; permanecem no lodo e pescam peixes menores. As circunstâncias abissais, por isso, deixariam cicatrizes e exigiriam o mínimo de heroísmo face aos metais da solidão, do silêncio, isolamentos e prudência.

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Esses místicos que desaparecem vez por outra num abrir e fechar de olhos, avatares, profetas, santos, significam, pois, meros desbravadores ocasionais, senhores do inesperado e arautos arremessados pelo furor das determinações históricas; abraçam leis inexplicáveis aos mortais e seguem rumo do desconhecido pelas entranhas do impossível. Todo tempo marcam época e definem a sequência dos acontecimentos. Fogem do determinismo e preveem novas legendas aos humanos arrastados nas ondas.

E nesse procedimento das explicações, vêm os vários nomes do Poder da imortalidade, as notícias que eles, os precursores, dão das incursões que promovem aos píncaros da eterna gloria. De lá, trazem notícias variadas, as ditas razões do coração, de contar de presenças dos entes com que se deparam nas encruzilhadas do mundo invisível, gigantes, aves de proporções inigualáveis, de sombra que cobre toda a superfície da Terra, animais que vomitam fogo das narinas, dançarinos de ritos fantasmagóricos, batalhas siderais de anjos armados e espadas de fogo, naves munidas a energia vinda captadas nas correntes atmosféricas, lontras munidas de mil cabeças e conduzidas aos deuses inevitáveis da sorte...

Daí o esforço da razão de reconhecer o quanto valores do coração predominam e superam quaisquer justificativas do médio raciocínio da espécie, sucumbindo ao absurdo e reconhecendo profecias de final dos tempos conhecidos.

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