13 abril 2019

A voz da consciência - Por: Emerson Monteiro


Andar neste mundo de olhos e ouvidos ligados às ondas dos mares azuis, e vezes sem conta a indicar oportunidades mil de amar, escutar o tempo nos sons maviosos de vozes distantes aqui bem perto, a voz da consciência. Ela que diz de amar, dos sentimentos fortes da pura beleza inigualável, que eles os poetas sabem disso e alimentam no martírio dos corações que ainda doem. São sinais viajando na brisa que nos invade pouco a pouco almas adormecidas no vendaval de si mesmas, naus das procelas dos grandes navegadores a dobrar lugares nunca imaginados, pousos de remota paz, alimento dos deuses que insistem de querer chegar mais longe, além das próprias forças.

A voz que fala de mim, de ti, de todos. O poder infinito do Amor que a tudo pode, que transforma o coração das gentes e modifica o sabor dos acontecimentos. Amar, verbo definitivo das ações dos humanos, eco das paragens da perene Salvação aonde quem ama evolui o mundo em Si, compõe o quadro da Esperança, irmã gêmea da Felicidade verdadeira.

Sempre contigo vem esse dispositivo de pudor inimaginável, elixir das carências e das dores, sabor de mel e sonho impossível de agora cruzar as fronteiras das emoções e chegar na pátria da tranquilidade ansiada. Portas abertas do Paraíso, nas histórias arcaicas, ela traz consigo o clarão e o trilho de viver as luzes no íntimo da existência. Consciência, o saber de Si.

Por isso, de sonhos e realidades consistentes, passo a passo nos corredores dessa caverna de eternidades, vão seres entonteados da luz que os aguarda logo ali, aqui, adiante no fervor dos céus. A braços, pois, com o afã das ocasiões, vamos reunindo os recursos da consciência que nos fala de claridades e conduz indivíduos aos sóis de paz.

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