30 abril 2019

Triunfo solitário - Por: Emerson Monteiro


Vencer o mundo, eis o principal motivo das buscas humanas. Aparentemente simples pensar nisso, porém de extrema dificuldade exercer tal função a que viemos, sem o quê tudo terminaria em mera frustração de um projeto definitivo; vencer em si os questionamentos, e chegar ao objetivo circunstancial das existências.

É assim desde sempre, na avaliação dos filósofos e místicos. A resposta de cruzar as torrentes da ilusão e obter o sucesso, diante dos corpos de carne que descem na correnteza, serve de repositório às tantas provações, aos caprichos e prazeres; nascemos submetidos às leis, no entanto sendo espíritos a que precisamos santificar e galgar páramos celestiais. Por certo difícil de explicar, no entanto desse modo se apresenta o mistério de que fazemos parte integral, inevitável. Atravessar as barreiras dos muitos desafios e ganhar a liberdade glamorosa e desejada, tal o resumo da história e dos homens.

O apetite aos apegos, contudo, escravizam nas jornadas sucessivas ao trilho das perdições, dos charmes de intensidade angustiante, quando nisso os barcos sacodem pelas aventuras do tempo. Há um filósofo dinamarquês, Soren Kierkegaard, que classifica em três fases a jornada terrena: Fases estética, ética e mística. A primeira, que se poderia chamar de erótica, oferece à carne os alimentos físicos de que reclama; na segunda, vem o senso da responsabilidade e preocupações de ordem moral; e por fim a fase mística, no auge dos anseios de respostas ao sentido do que a vida significa.

Só poucos completam tais ciclos sem grandes frustrações, no objetivo essencial de existir, entretanto eis a única razão das vidas na humana consciência, quando, um a um dar-se-á ao real valor do que aqui encontrar, nesse vale de lágrimas. Quantos se prenderem, pois, aos rochedos das ilusões repetitivas apenas adiam o momento pleno da transformação, triunfo dos amargores. Bem forte saber que nenhum outro caminho resta de usufruir a divina perfeição; não importem as aflições, plantemos a paz no seio do que já somos, matrizes da Perfeição.




29 abril 2019

Esquinas do silêncio - Por: Emerson Monteiro


O Tempo, sinônimo de existência de tudo que existe nas vagas e partículas do espaço, feito guardião das luzes que vez em quando brilham nas almas e nas pessoas, as transforma em artesões da felicidade absoluta de que somos parceiros exclusivos. Ele pousa de modo suave na face única da realidade. Reconhece pouco a pouco o terreno. Avista os antes e os depois. Soma e diminui, divide e multiplica os sentimentos que arrastam as multidões. A todos permite esses instrumentos de resolver o quanto precisam em termos de selecionar o resultado das equações movimento. Nisso somos criadores da qualidade pura dos momentos. Evitamos as dores e promulgamos resultados favoráveis de ver o mundo, sempre sob o olhar atencioso do Tempo.

Ele, Tempo, concede meios de fabricar as horas das criaturas, matéria prima das produções individuais. Ninguém deixa de merecer o que evitar ou dificultar. Olha-se o panorama ao estilo de solucionar as oportunidades disponíveis. Jogar fora os bons sabores sujeita machucar o astral das pessoas. Má vontade significaria tal resposta que virá ou não virá, a cada um conforme o que merece. Artífices hábeis jamais danificam a peça que trabalhem, porquanto caberá a si o ônus de conhecer o tanto de manusear horas, recursos e a chance ímpar da ocasião, do agora elaborar o instante, na valsa nobre da autenticidade pessoal.

Ninguém, pois, alegará ausência de condições na construção das esquinas de paz que mora o íntimo quando atira nas calçadas a fama e o direito de reverter quadros e situações todo tempo, no infinito da Lei entregue em suas mãos de minerador da vida.

Fugir de esse poder infinito apenas representa pouca habilidade no desejo, dando de cara nas muralhas intransponíveis do destino, horas mortas nas próprias correntes de valor a si depositadas pelo carinho da Liberdade, personagem primo e irmão da Sorte, o ser amacia o gosto de encontrar harmonia. Poucos, nenhum que seja, fugirá aos caprichos daquilo que estabelecer nas atitudes face de eles oferecidas nas curvas do provável. Senhores de si e do direito sobre o que criar, vamos no barco dos fiéis do agora mesmo imaginar, porquanto o autor de tudo assim permite de poder.

28 abril 2019

Paisagem lunar II - Por: Emerson Monteiro


Onde o tempo nunca esvazia viver e permanecer, sempre, nas dimensões infinitas do eterno, bem ali, na suavidade dos sonhos, no seio do coração, que vem e volta a sorrir aos céus. Quem chegar, porém, ao amor de verdade saberá disso, como ninguém, de existir a felicidade em segredos guardados a sete chaves. Comunhão de luz e paz, as saudades jamais têm razão quando preenchem as paisagens dos corações em marcha batida. O que é tudo senão o que pensamos de tudo (Fernando Pessoa).

As emoções que transbordavam e viravam palavras, agora são pedaços de ilusão jogados ao vento dos pensamentos, no esforço sobre-humano de querer apressar o momento e resultar disso, de doer na alma, na fome intensa de viver os desejos escondidos, pois transportavam nos passos a angústia de encontrar respostas a esse enigma do seu interior, altares de sacrifícios de vaidades e evasão da sorte. Quisessem, num querer de consciência, e desvendariam todo o poder de que são portadores.

Máquinas de beneficiar horas em milagres, apenas tangem os barcos da Salvação no rumo desconhecido, e alegram os dias em festas evanescentes. Vendem os sóis, que recebem pelos instantes de paixão, e acham suficiente sobreviver aos mistérios e às ocasiões tais viajantes perdidos em mundos ignotos. Pisam a sombra das visões que nutrem e gargalham, amantes das ausências e saudosos de um passado inexistente, rastros impossíveis de saber aonde foram eles desde antes de terem sido algum dia.

Quando querem, no entanto, regressam de longe e sabem do destino procurar, e choram, e gritam, e oferecem mil sobras daquilo que ainda trazem consigo no íntimo a troco das vontades abandonadas à sorte ingrata, solitários indivíduos alimentam à força de ser cruzar a morte, de lá do abismo o silêncio, naus largadas ao trilho azul da imensidão; daí deparam com o sentido de tudo isto o que já significavam.

(Ilustração: Inferno, de Botticelli).

28 de abril: Há 74 anos era fuzilado Benito Mussolini, líder italiano do Partido Nacional Fascista


27 abril 2019

Caririensidsde


Quando  Crato era a “Capital da Cultura” do Cariri

Sede própria do Instituto Cultural do Cariri--ICC, localizada em frente ao Parque de Exposição de Crato. Uma instituição pujante nos dias atuais.

     As novas gerações desconhecem o fato. Mas Crato e Juazeiro do Norte mantiveram – até os anos 1980 – acérrima rivalidade. Em 1953, foi fundado em Crato o Instituto Cultural do Cariri (ICC), o qual, além de suas finalidades culturais, seria uma resposta da comunidade cratense, ao crescente crescimento econômico de Juazeiro. Vendia-se, assim a imagem de que Crato se constituía num polo de destaque e civilizador da região no setor cultural. Crato passou a ser chamado eufemisticamente “A Capital da Cultura do Cariri”. Somente em 1974, Juazeiro do Norte criou o seu o Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC) hoje em franca atividade. 

        Na monografia de mestrado da ex-reitora da URCA, Antônia Otonite de Oliveira Cortez, ela comentou assim este assunto: “Superando o poder econômico do Crato na região e constituindo um forte poder de barganha política junto aos governos estadual e federal, Juazeiro elaborou para si os adjetivos de “Cidade da Fé e do Trabalho”, “Metrópole Econômica”, mas nunca pôde ser adjetivada de cidade civilizada ou culta. Esses foram atributos do Crato, estratégias discursivas com as quais os “especialistas da produção cultural” passaram a defender, conscientemente, a superioridade do Crato na região, à medida que Juazeiro a superava no plano econômico e político”

Um marco no desenvolvimento do Cariri: a chegada da energia da CHESF


Acima, alguns caririenses que lutaram pela eletrificação do sul-cearense

   Como surgiu a ideia para a eletrificação do Cariri, pelo sistema da CHESF– Companhia Hidroelétrica do São Francisco? O jornalista cratense José Jézer de Oliveira escreveu no jornalzinho da Casa do Ceará em Brasília: “Tudo teve início quando, no ano de 1949, o professor José Colombo de Sousa, à frente de um grupo de concludentes do curso de Administração e Economia, de Fortaleza, visitou as instalações da usina hidrelétrica do São Francisco. Ali, surpreendentemente, constatou que a região do Cariri, pela sua localização geográfica, estaria inclusa no raio de ação da CHESF, para efeito de receber a energia a ser por ela gerada. Ao retornar à Fortaleza, Colombo de Sousa, através de entrevista ao jornal O POVO, deu a conhecer o fato, ao que se supõe ainda não do conhecimento das autoridades governamentais do Ceará”.

Crato adere à proposta de Colombo de Sousa

   Em face da repercussão da entrevista, Colombo de Sousa foi convidado pelo Rotary do Crato a proferir palestra sobre o tema. Sua fala foi o “pontapé” inicial da aguerrida campanha em favor da eletrificação do Cariri. Essa campanha mobilizaria as classes mais representativas da sociedade caririense, principalmente das cidades de Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte. Em Crato, a primeira manifestação para a eletrificação do Cariri ocorreu, como se observa, em 1949. 

Juazeiro do Norte fortalece o movimento

Rua São Pedro, centro de Juazeiro do Norte, início da década 1960

    Em reunião na sede do “Clube dos Doze”, em Juazeiro, também com a presença de Colombo de Sousa, fundou-se o Comitê Pró-Eletrificação do Cariri, que tinha como Presidente o médico Hildegardo Belém de Figueiredo, residente em Juazeiro. O comitê era integrado por representantes de Crato e Barbalha. O objetivo desse comitê era dar suporte ao trabalho do professor Colombo de Sousa, junto às autoridades federais e à Diretoria da CHESF. Colombo de Sousa (que depois seria eleito deputado federal pelo Ceará) já gozava de prestigio político no Rio de Janeiro, então Capital do Brasil.

     Colombo de Sousa viajou para a então capital brasileira, acompanhado dos membros do Comitê Pró-Eletrificação do Cariri, e lá foram recebidos, no Palácio do Catete, pelo Presidente da República, Getúlio Vargas. Anos depois, pela segunda vez, esses membros do comitê tiveram audiência com o então Presidente Juscelino Kubitschek, o qual manifestou apoio ao Programa de Eletrificação do Cariri. Na audiência com Juscelino, Colombo de Sousa já estava investido do cargo de Deputado Federal pelo Ceará e tinha sido o autor da maioria das emendas ao orçamento, garantindo dos recursos da União para a concretização do grande sonho dos caririenses.

Enfim o Cariri foi eletrificado

     Dentro das comemorações pelo cinquentenário da criação do município de Juazeiro do Norte, em 1961, ocorreu a inauguração da energia de Paulo Afonso no Cariri. Era o dia 28 de dezembro de 1961, e a festa foi realizada em praça pública, na Terra do Padre Cícero.  O primeiro poste foi fincado na então entrada de Juazeiro, onde hoje funciona o supermercado Hiper Bom Preço, na Av. Padre Cícero. Crato, Juazeiro e Barbalha foram às primeiras cidades do Ceará a receberem energia da Companhia Hidrelétrica do São Francisco. No Cariri, para distribuição da energia fornecida pela CHESF, foi criada a Companhia de Eletricidade do Cariri (CELCA), empresa de economia mista, subsidiária da Sudene, mas com a participação acionária da própria CHESF, Prefeituras Municipais da região e, em escala bem menor, de particulares. A sede da CELCA ficava na cidade de Juazeiro do Norte. De lá para cá, Juazeiro só fez crescer em todos os sentidos.

Há 80 anos Salesianos chegavam a Juazeiro do Norte

 Colégio Salesiano Padre Cícero, em Juazeiro, nos dias atuais

     A data passou em branco. Mas é importante deixar registrado que há 80 anos, no dia 31 de março de 1939, a Congregação dos Padres Salesianos chegava a Juazeiro do Norte. Anos atrás, o site Miséria registrou como foram os primeiros dias das atividades dos padres salesianos na Terra do Padre Cícero. Consta na longa matéria do site Miséria os tópicos abaixo:

 “(...) Dois meses após a acolhida, na prática a gente juazeirense mostrou que mais que acolhedora era também solidária. Em 12 de maio sociedade e comércio juazeirense se cotizaram doando em dinheiro vivo a importância de $60.000,00 (Sessenta contos de réis) para que os Salesianos iniciassem imediatamente a construção do sonhado colégio pelo Padre Cícero”.

Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no bairro Salesianos em Juazeiro

 “Já para construção da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, a Prefeitura de Juazeiro do Norte efetuou doação do amplo terreno onde existia antes a Praça Pio XII. Lembrou o Padre César Casseta (um dos párocos salesianos que passaram por Juazeiro) que:  “A bênção da pedra fundamental da Igreja, segundo nossos arquivos, data de 1955 e contou com a ilustre presença do Padre Renato Ziggiotti, 5º sucessor de Dom Bosco”.  Foram 20 anos entre e o lançamento da pedra fundamental e a inauguração do suntuoso templo”

 “O Colégio Salesiano Padre Cícero tornou-se uma referência de ensino em toda a região do Cariri. Em 07 de maio de 1978, a comunidade católica juazeirense ganhava o atual Santuário dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Na Igreja, à entrada, consta uma placa: “Padre Cícero Romão Batista, os Salesianos atenderam ao seu pedido. Tenha sua alma tranquila no Céu”.

Já a criação da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, pela Diocese de Crato, data de 1975, durante o episcopado de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos. O bairro -- onde fica o colégio e a igreja-matriz -- hoje se chama Salesianos. Os diversos párocos que por ali passaram, desde 1978 aos dias atuais, construíram várias capelas na vasta área da paróquia. Duas dessas capelas viraram, posteriormente, novas “Igrejas- matriz” das novas Paróquias de São João Bosco e a de Nossa Senhora Auxiliadora. Outras bonitas capelas, frutos da ação dos padres salesianos, foram construídas e dedicadas a São Domingos Sávio, Nossa Senhora de Fátima, Santa Teresinha. Todas, espalhadas pelos bairros citadinos de Juazeiro do Norte.

26 abril 2019

É o amor que move o mundo - Por: Emerson Monteiro


Isto em um sentido mais amplo de interpretar as tantas avaliações do pensamento humano, donde vêm conclusões simplórias, no entanto a exigir profundida. Ver nesse amálgama invisível o quanto de poder detém a força motriz de tudo, razão principal do mecanismo universal, dos fenômenos de todos os reinos, possíveis e imagináveis, o que dominará para sempre o princípio dos astros e das presenças.

Amor, toque, charme, motivo, interpretação e conteúdo; consistência e virtude; sombra e luz; identificação maior das origens e dos destinos; energia e movimento; Luz e Sol; coerência e continuidade, nos rastros do infinito cósmico.

Por isso que tantos buscam, em livros, filmes e novelas, contar desse furor matemático, no entanto, vezes sem conta, objeto de grosseiras, descabidas e sórdidas imitações; quimeras atrozes da real certeza do que, em verdade, seja a luz esplendorosa deste sentimento maior, justeza dos valores e das lendas, sagas e civilizações. Apesar dos equívocos, pois, a epopeia das viagens individuais continuará, quando saber-se-ão sólidos ao descobrir pousos perfeitos na beleza de amar e ser feliz, objetivo das ações e dos empreendimentos desde as priscas eras.

Existe um código por decifrar nesse itinerário do homem aos Céus, diagrama da transformação de seres físicos nos entes imortais, deuses e visões superiores, os denominados Espíritos puros. Do zero ao Infinito, assim somos, os claudicantes desse chão de conflitos e trabalho. Meros observadores de si, lá certa feita verão o quanto de consciência sobreviverá por baixo dos escombros das gerações, e alimentarão salvar as almas, escravos e senhores de corpos perecíveis, atores das histórias e buscadores do Amor em plenitude. Superarão, em si, o desânimo dos finais melancólicos e verão no mistério de que foram parceiros a força da própria Realização.

25 abril 2019

O império da beleza - Por: Emerson Monteiro


Há de se perguntar quais leis determinariam tanta lucidez no que existe de harmonia, equilíbrio, perfeição; que poder de tamanha proporção que tudo determina dentro das normas absolutas de linhas e tonalidades, maestro de luzes e cores, desde o mínimo ao máximo do quanto realiza em todo Universo.

Sob, pois, essas leis de suprema grandeza seres e formas movem o cenário da tecnologia dos Céus, concatenando situações num constante ir e vir, trabalho dos artesões da constante atividade do Cosmos. Enquanto que nuvens de mistério ainda envolvem os segredos da Criação, código em processo de revelação permanece no silêncio e sustenta o ritmo em atividade.

Nisso, evidentes fatores impõem sua força inigualável que rege e domina e coordena as tantas fases das existências. A beleza representa uma dessas fases. Ninguém está fora desse fascínio do belo, porquanto, tais marionetes do Destino, os humanos rendem obrigação aos ditames e recebem os frutos..

São exatidões matemáticas, virtudes que norteiam entre agir e receber os resultados das ações. À medida que descobrem o trilho da extrema perfeição, eles usufruem das maravilhas incontáveis do Tempo eterno.

Bom, no entanto, já agora conhecer o quanto possível seja de sobreviver à destruição e prevalecer durante a Eternidade, viver a paz e chegar no amor, daí preenchem todos os sonhos da imaginação. Vivem a plenitude mesmo sem identificá-la com a claridade do Autor de tamanha magnitude.

A beleza traz isto consigo; reúne as circunstâncias do que passou neste chão durante eras sucessivas e sintetiza feixes constantes das qualidades puras, desde a fé, o dom divino de que emanam os bens da infinitude. Envolver a bondade nos critérios mais amplos que sejam acalmará o coração das criaturas nas festas de louvor e aceitação. A beleza, que demonstra o senso de justiça e sabedoria e que originou a Vida, preservará para sempre os nossos corações.

22 abril 2019

Caririensidade


Preocupante: aeroporto de Juazeiro perde 64% da sua movimentação

     A notícia caiu como uma bomba! A partir desta quinta-feira – 25 de abril – a empresa de aviação civil Avianca deixa de operar no Aeroporto de Juazeiro do Norte (mudará a denominação para Airport Juazeiro). 

     Consoante declaração do empresário juazeirense José Roberto Celestino: "Embora a Avianca tenha 17% de participação de mercado no Brasil, em Juazeiro a companhia responde por 65% dos voos. E o nosso aeroporto é também o nosso porto. Então, vamos à luta para mostrar para as outras companhias aéreas brasileiras, que há uma grande oportunidade de investimento no Cariri, já que a área de influência do aeroporto de Juazeiro atende a uma região que envolve quatro estados, e atende a 127 municípios do Nordeste".

Prejuízo grande

 Além de superavitário, o movimento do Aeroporto de Juazeiro é grande

      A má notícia foi anunciada logo após o atual Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes (futuro Airport Juazeiro) ter sido privatizado com a perspectiva de melhoria pela empresa ganhadora da concorrência, a espanhola Aena Desarollo Internacional, a qual arrematou o terminal caririense juntamente com outros cinco aeroportos do “bloco Nordeste”. José Roberto Celestino esclarece mais:  "No bloco do Nordeste, apenas três dos aeroportos operados pela Infraero apresentam lucro, o de Recife, o de Maceió e o de Juazeiro do Norte. E quando Aena Desarollo Internacional tomar posse do nosso aeroporto, vamos mostrar que ele  tem capacidade para receber investimentos e dar retornos satisfatórios".

    O engenheiro José Roberto Celestino acrescenta que os 35 voos semanais operados a partir do aeroporto do Cariri têm uma ocupação média superior a 80%. "É uma ocupação excelente, com boa tarifação, e as passagens não são baratas", reforça. Com a saída da Avianca, José Roberto Celestino avalia que a prioridade inicial é substituir as frequências de voos para Fortaleza e Brasília. "Temos esperança de que a Latam ou a Gol façam esses voos", disse ele.

      Resta-nos torcer para que a superação desse problema se faça com urgência, mesmo sabendo que a burocracia da ANAC gasta cerca de um ano para autorizar novas linhas de operação nos aeroportos brasileiros... Coisa de estatal!

A religiosidade do povo do Cariri

    Um fato chama a atenção dos visitantes que vêm ao Cariri, principalmente os residentes no Sudeste do Brasil: No Sul do Ceará, as pessoas que se levantam cedinho para exercitarem-se fisicamente, costumam fazer suas caminhadas com um terço na mão, para rezar o rosário mariano. Aquilo que chama atenção de pessoas de outras regiões brasileiras, é fato antigo e corriqueiro no Cariri cearense.
    No final da década 40 do século passado, o autorizado historiador Irineu Pinheiro, escreveu a frase abaixo, inserida na página 94, do seu livro “O Cariri”, publicado em Fortaleza, em 1950 e republicado, em edição “fac-símile”, pela Fundação Waldemar de Alcântara, em 2009:

“Foi sempre muito religioso, inda hoje o é, o povo do Cariri”.

 Pátio da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, na  festa de Nossa Senhora das Candeias, no dia 02 de fevereiro

        É verdade. Desde os primórdios da colonização do Sul do Ceará, a fé católica plasmou o modo de vida dos caririenses. Sobre este viés religioso, assim escrevi no livro “Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – O contrarrevolucionário do Cariri em 1817”, no Capítulo II:

“(Nos primórdios da sua colonização, início do século 1700) Distante mais de 600 km do litoral, carente de comunicação com os centros mais adiantados, no Cariri foi plasmada uma cultura própria, herança portuguesa, sob forte influência da Igreja Católica. Em algumas localidades, as companhias de penitentes se flagelavam, à noite, em frente das igrejas e dos cemitérios. O centro gravitacional das populações girava em torno da aristocracia rural, como se fora um feudo medieval. O proprietário rural atuava quase sempre como um poder moderador nos conflitos naturais da convivência humana. E a relação patrão-empregados era feita na base do compadrio. O proprietário rural era visto mais como um amigo (a quem se podia recorrer nas dificuldades) sendo impensável, naquele tempo, a versão – ainda em moda nos dias atuais, nas universidades públicas – de classe dominante”.  

Mentalidade religiosa de décadas atrás

     Essa mentalidade religiosa, característica da população do Cariri, prevaleceu até a década 1950. A partir dos anos 1960, com a difusão, também entre nós, das ideias do filósofo marxista Antônio Gramsci – conhecidas por “ocupação cultural” – invadiram os espaços da nossa sociedade, de maneiras especial nas universidades públicas, escolas, imprensa, cinema, teatro, instituições culturais, dentre outras. O resultado disso foi a imposição de uma mentalidade laicista – em tudo oposta à mentalidade católica tradicional – nas diversas camadas da população caririense. A partir disso sofreu declínio as manifestações do catolicismo tradicional.

     Hoje, a população caririense, mesmo a parcela mais pobre, tem amplo acesso à televisão (com as novelas chamadas de vanguarda), as quais, aliadas à massificação da mídia,  ao crescimento das  redes sociais, à crescente presença dos cursos universitários,  (não só na conurbação Crajubar  – Crato-Juazeiro-Barbalha –,  mas nas demais cidades periféricas do Cariri) contribuíram para que a religião católica perdesse a influência  que possuiu outrora. 

Resistência Quae Sera Tamen (Resistência ainda que tardia)

Romaria à Serva de Deus Benigna Cardoso, em Santana do Cariri

    Parafraseando o lema da Inconfidência Mineira (Libertas Quae Sera Tamen)  observa-se que, apesar de toda as investidas da “ocupação cultural” de Gramsci, e graças à devoção popular que se conserva à memória espiritual do Padre Cícero, da devoção à Serva de Deus Benigna Cardoso, como também, ao surgimento dos novos movimentos de leigos   consagrados (dentre eles: Comunidade Sal da Terra,  Filhos Amados do Céu, Missão Resgate,  Fundação Terra, Focolares, Arautos do Evangelho, dentre outros) persiste, no Cariri,  uma minoria que mantém o espírito católico existente há décadas atrás.

CRATO DE LUTO - Falece o Prof. Cezar Bandeira de Melo





.
Faleceu na tarde deste domingo, 21, o professor Cezar Bandeira de Mello, aos 73 anos de idade. Há cerca de dois anos vinha enfrentando sérios problemas de insuficiência renal e estava no processo de hemodiálise. Cezar Bandeira, como era mais conhecido, foi professor dos Colégios: Diocesano do Crato, Paraíso, Objetivo e Batista em Juazeiro do Norte, além de muitos outros na região do Cariri. Ensinou muito em cursinhos e deixa um legado profissional enorme no interior do Ceará.

Mais informações logo mais, aqui no BLOG DO CRATO


21 abril 2019

As leis do coração - Por: Emerson Monteiro



São determinações definitivas. Nem adianta querer delas fugir, porquanto de novo haverá só encontros inesperados com a alma lá no seio vivo da Natureza, força que persiste nas águas da imensidão, que tem disso valores que conduzem permanentemente todos os acontecimentos qual fiel da balança da sorte nas forças equilibradas, poderosas, independentes da vontade pessoal dos indivíduos. Normas do destino, equivalem ao curso original de tudo quanto percorre as veias do Destino, semelhantes à Lei da Gravidade, às leis de Newton, ao ritmo do Tempo, às pulsações do coração. Achamo-nos a elas submetidos sem jeito de rever o percurso dos ventos e das cores, porquanto também somos partes dos mesmos elementos, feitos dentro das concepções do Universo inteiro.

Ainda que seja assim, humanos insistem tantas vezes na procura de modificar o que desse modo acontecerá, querendo outros trilhos e nisso mudar a tendência de chegar através da vontade superior, agricultores dos campos do impossível. Quisessem agir de acordo com tais referências da ordem e existiriam bem mais chances de acertar nas roletas da felicidade. Trabalhariam sob as condições favoráveis que regem e dominam.

No entanto, elas já repousam dentro de si, guardadas a sete chaves, na certeza dos argumentos que irão prevalecer ao término das estações durante as eternidades que vagam livres Face aos poderes dessas leis, o êxito vem de prevalecer no trecho final das cenas. Elas, que têm guardadas no íntimo as possiblidades do inevitável.

...

A fim de resumir pensamentos, aqui vale dizer o quanto representam os sentimentos que invés de contradizer as leis do coração podem constituir os meios de renovar as esperanças e aceitar o senso de viver em paz; eis o sentido de aceitar as chances de constituir a Salvação, o que, aliás, está nas nossas próprias mãos, amar e ser amados.

Avianca vai cancelar voos para o Cariri


Ocupação de voos e valor de bilhetes devem atrair aéreas ao Cariri
Fonte: Diário do Nordeste – por bruno.cabral@diariodonordeste.com.br

Antes dos cancelamentos, Aeroporto contava com 35 voos semanais

A média de ocupação dos voos e o preço do bilhetes vendidos saindo do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, devem ser os principais atrativos para que outras companhias ocupem o espaço deixado pela Avianca no terminal. A indicação surgiu após reunião de um grupo de empresários e o poder público local, realizada na manhã de ontem (20), na tentativa de solucionar a falta de voos após a companhia anunciar uma série de cancelamentos.

Segundo Michel Araújo, secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Juazeiro do Norte, a ideia é apresentar às outras companhias aéreas um documento mostrando a viabilidade econômica da operação no terminal do Cariri e as oportunidades de investimentos na região.


"Embora a Avianca tenha 17% de participação de mercado no Brasil, em Juazeiro a companhia responde por 65% de participação. E o nosso aeroporto é também o nosso porto", aponta Roberto Celestino, engenheiro mecânico aeronáutico e empresário da região, que também participou da reunião. "Então, vamos mostrar para as companhias que há uma grande oportunidade de investimento, já que a área de influência do aeroporto de Juazeiro atende a uma área que compreende 127 municípios do Nordeste".

De acordo com Roberto Celestino, os 35 voos semanais operados a partir do terminal do Cariri têm uma ocupação média superior a 80%. "É uma ocupação excelente, com boa tarifação, e as passagens não são baratas", reforça. Com a saída da Avianca, Celestino avalia que a prioridade é substituir as frequências para Fortaleza e Brasília. "Temos esperança de que a Latam ou a Gol façam esses voos".

Relações futuras

Sobre a futura administradora do Aeroporto de Juazeiro, a estatal espanhola Aena Desarollo Internacional, que arrematou o terminal cearense juntamente com outros cinco aeroportos do bloco Nordeste, Celestino acredita que haverá mais ligações com o Aeroporto de Recife (principal terminal do bloco) por meio da Azul, que opera um centro de conexões na capital pernambucana.
"No bloco do Nordeste, apenas três dos aeroportos operados pela Infraero apresentam lucro, o de Recife, o de Maceió e o de Juazeiro do Norte. E quando ela (Aena) chegar ao Brasil, vamos mostrar que Juazeiro tem capacidade para receber investimentos e dar retornos satisfatórios", ressalta.

Agenda

"Vamos tentar, já no início de maio, a partir do dia 2, mostrar o potencial turístico e econômico da região", estima o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Juazeiro do Norte, após reunião com empresários e outros secretários municipais, na manhã de sábado (20), para tratar da estratégia para captar novos voos.

"Vamos buscar a Azul, Gol e Latam, o mais breve possível. Mas temos que buscar também o Governo do Estado e o Governo Federal para conseguir essas aprovações".

A partir do dia 25 de abril, a Avianca, que responde por cerca de 65% da movimentação no Orlando Bezerra de Menezes, deixa de operar no Aeroporto. Para Roberto Celestino, com a suspensão dos voos da Avianca, a situação ficou "dramática" tanto para passageiros como para quem utiliza serviços de envios e recebimento de cargas.

Articulação entre poder público e empresários do Cariri visa repor os voos deixados pela Avianca, que anunciou uma série de cancelamentos, após entrar em recuperação judicial.

19 abril 2019

Para você Refletir ! - Por Maria Otilia

Nestes últimos dias tem sido veiculado  nos diversos instrumentos de comunicação, a violação do direito da liberdade de expressão. Enfatizemos o que seja liberdade de expressão: e é o direito de qualquer um manifestar, livremente, opiniões e pensamentos pessoais sem medo de retaliação ou censura por parte do governo ou de outros membros da sociedade.E ainda mais: A liberdade de expressão é um direito humano, protegido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e pelas constituições de vários países democráticos.Mas parece desconhecer, os membros da corte do STF, que sem nenhum pudor, violam este direito, censurando matérias escritas por jornalistas pelo simples fato de querer deixar no anonimato fatos que supostamente envolvem membros do Supremo.Ferindo desta forma o direito de exercer  a função social da imprensa em divulgar, dar opinião e socializar notícias de interesse público. Para aprofundar a nossa reflexão, posto uma bela fábula que faz uma releitura nesta  época em que muitos querem a volta da "lei da mordaça" vivenciada nos tempos da ditadura.Boa Leitura.                               
                         
 A fábula do leão e da palanca


 Um dia os animais revoltaram-se e expulsaram o ditador. Durante os primeiros tempos tudo correu bem. Até que houve um ano em que as chuvas se atrasaram e o capim começou a faltar.
“Antigamente é que era bom” — comentou uma palanca velha, enquanto roía uma raiz: “Antigamente, no tempo do Rei Leão. A gente apanhava, mas a gente comia”.
Um elefante lembrou que no tempo do Rei Leão as chuvas também se atrasavam, e o capim escasseava. A Palanca encolheu os ombros magros e continuou a protestar: “Antigamente é que era bom!” A partir dessa altura a Palanca passou a responder com aquela frase a qualquer coisa que lhe perguntassem: “Como vai a senhora?” “Antigamente é que era bom!” “Você gosta de samba?” “Antigamente é que era bom!” “O que você pensa da situação na Grécia?” “Antigamente é que era bom!” A frase espalhou-se como um mantra. Até jovens gazelas, nascidas muito depois da queda do Rei Leão, começaram a defender o regresso da ditadura:
“Antigamente é que era bom. Queremos o Rei Leão. A gente apanha, mas a gente gosta”.
A notícia de que havia bichos na savana clamando pelo seu regresso chegou aos ouvidos do Rei Leão. O velho ditador riu-se muito, dando grandes patadas no forte peito, rebolando-se na poeira; riu-se até lhe virem lágrimas aos olhos: “É lá possível! Não podem ser tão estúpidos!” Pensou melhor. Não há nada tão certo quanto a estupidez. Não há nada tão sólido quanto a estupidez. Decidiu então regressar à savana disfarçado de hipopótamo. Precisava confirmar com os próprios olhos, com os próprios ouvidos, a veracidade da notícia. Surpreendeu-se ao encontrar a savana muito melhorada. A bicharada reunia-se para debater, horas a fio, ideias diferentes, e com isso conseguia encontrar boas soluções para os problemas do dia a dia. A seca era grave, sim, mas não havia ninguém morrendo de fome. No tempo dele os bichos morriam de fome até durante a estação das chuvas. Se uma seca semelhante tivesse ocorrido durante o seu reinado metade da população teria morrido.
O Rei Leão continuou o seu caminho e depressa encontrou a Palanca, a qual, por essa altura, já liderava um pequeno grupo de descontentes.
“Afinal o que querem vocês?” — perguntou-lhes o Rei Leão.
A Palanca, que não o reconheceu, tão bem disfarçado estava ele, resfolegou irritada: “Ordem! Autoridade! Antigamente é que era bom!” Uma das gazelas retorquiu que antigamente o capim era mais verde e mais macio. Outra, muito excitada, proclamou que não só queriam o regresso do Rei Leão, mas também dos caçadores.
“Dos caçadores?!” — espantou-se o Rei Leão. Não há nada tão certo quanto a estupidez, voltou a pensar, nem tão sólido, nem tão imenso. A estupidez é mais vasta e mais escura do que a soma de todas as noites, desde o princípio dos tempos. A estupidez é a prova definitiva de que Deus não existe.
“Os caçadores são fofos!” — gritou a gazela, em êxtase. “São fofos! São fofos!” — gritaram as outras.
Aquilo foi a gota de água. O Rei Leão arrancou a fantasia de hipopótamo que lhe cobria o corpo, derrubou a Palanca com uma forte patada e começou a devorá-la. As gazelas bailavam em redor, cantando, “Ordem! Autoridade! O Rei Leão voltou! Viva o Rei Leão! Viva o Rei Leão!”
“E agora?” — perguntou o Rei Leão à Palanca, quando mais nada restava dela senão a cabeça e os curvos e imponentes cornos. — “Agora ainda achas que antigamente é que era bom?”
“Sim, sim, excelência!” — confirmou a cabeça da Palanca, num murmúrio respeitoso. “Antigamente é que era bom!”
O Rei Leão afastou-se, sacudindo desesperado a vasta juba, e voltou para o exílio.
“Pior do que ter inimigos inteligentes é ter aliados estúpidos” — explicou mais tarde aos filhos. — “Por outro lado, a carne dos estúpidos é tão gostosa quanto a dos inteligentes. Assim, se não conseguirem comer os vossos inimigos, comam os vossos aliados. O importante é comerem”.

Autor desconhecido

Algumas palavras mais - Por: Emerson Monteiro


Porquanto há sons que vagam no ar desta manhã e feitos música avançam dentro da gente à busca das respostas, o sentido de tudo que isto daqui percorre as veias do Infinito que nós somos. Trocar sons em palavras que digam o que eles possam dizer. Esclarecer o motivo de andar nesse tempo/espaço, restos de ontem/desejos de amanhã e uma multidão que anseia. Corpos em queda livre ao nada, de olhos fixos nas ausências, esquecidos estão das presenças e das vidas em movimento vindos dalgum lugar.

Isto de saber das Sextas-Feiras da Paixão e perguntar a quê Jesus contar sua história de vencer o mundo e regressar ao Mistério. Corpo filho de Deus à busca da Salvação. Nós, esses corpos em busca da Salvação. E Ele a mostrar ser possível. Percursos interiores dessa longa jornada, vamos nós, de olhos fixos nas ausências, esquecidos, por vezes, das presenças e das vidas em movimento.

O caminho, o amor, o Amor, no coração da gente. Despertar a nossa natureza de libertação do nada, instrumentos de vencer as irreverências desse Chão onde a busca segue leis impostas pelas determinações originais. Preciso que assim seja, cavalheiros andantes das existências, constituímos almas em sonho de realidade pura. Em nós, por isso, o laboratório da verdade que transportamos junto do peito e padecemos os dias quais senhores em formação.

Já foram tantas vivências, padecimentos, equívocos, e seguimos adiante sob o crivo da Razão, pedintes da mesma porta, autores da Plenitude absoluta, porquanto herdeiros do Paraíso. Agora, vencer o passado, limpar a leira e plantar o fruto de esperança em nós. Cá estamos no lugar certo em meio às contingências que compõem o quadro vivo da consciência humana. Reinterpretar o sentimento e rever os caminhos. Minúsculos seres do Universo ilimitado, transportamos a essência do poder da Criação e vivemos a conquista da nossa missão, o instante da mais eterna Felicidade.

18 abril 2019

Cantora lírica cratense, Tatiana Vanderlei, fará concerto neste domingo na praça da Sé

Um dos grandes nomes da música erudita ligados ao Crato é o da cantora lírica Tatiana Vanderlei Figueiredo. Descoberta quando era estudante da Universidade Regional do Cariri (URCA), pela então reitora Violeta Arraes, estudou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em Curitiba, onde graduou-se em Canto e fez pós-graduação em Performance do Canto Lírico. 



Na Itália, onde mora até hoje, fez mestrado, também em Canto, pelo Conservatório Alfredo Casella, obtendo nota máxima. Dona de uma grande extensão vocal, visto que é soprano coloratura, o mais agudo deste naipe, tem hoje uma consolidada e premiada carreira internacional.

16 abril 2019

Manhãs de sol intenso II - Por: Emerson Monteiro


À busca de respostas, eles viajam seres entre seres, minúsculos fragmentos dos tantos que passam livres na imensidão das noites. Sonhos multiplicam tantas horas de angústia, expectativas, e as histórias cortadas nas lâminas afiadas que sustentam dragões e realidades no correr das existências. Ação em tudo. Só ação de movimento insano. Vontades férreas, no entanto, de ver brilhar o sol constante do desejo de amar e ser amado, que domina as massas humanas. Vagas assustadas das luas e dos olhos presos aos depois, contudo são ferragens nas horas e nas cidades metálicas. Guerrilheiros da felicidade, resistem de todo custo a essas garras do Tempo; sustentam a fleuma de vencer os instintos e chegar aos Céus da realização, independente do que sofram durante o percurso, indiferentes aos custos da festa. Justificam as aparências do quanto lutam até vencer o desconhecido, superar o fugidio. De certeza, padecem da fome de sucesso, do prazer incontrolado e do apego ao chão.

Mas as manhãs igualmente mostram faces radiosas de luz, aves que balbuciam a brisa nas árvores, marulhar dos riachos lá fora; nisso, no palpitar dos instantes, caixas e caixas do invisível percorrem o mar imenso do espaço das palavras e dos sentimentos; a largueza do vazio silencioso, contundente, revira o turbilhão das horas, enquanto a natureza todos conforta e domina. Saber-se existindo e sorver o momento, eis a razão principal de tudo quanto circula nos humanos por vezes alegres, cheios de vida, que saem aos dias frios envoltos no manto dourado que os aguarda. Com isso, em face das fragilidades que ainda cobrem o mais íntimo coração, percorrem as calçadas quase que cientes da Verdade, e mergulham o impossível à cata de pedras preciosas e paz; de alma larga, sentidos ligados aos motivos de pisar a lama desses pântanos, eles descobrem pouco a pouco serem coautores da Libertação que lhes espera logo ali adiante no abismo do Infinito.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

Curso de produção de mudas de pequi é ofertado para produtores rurais de Crato


Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do pequi no município, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE, campus Crato, está desenvolvendo um projeto inovador cujo objetivo é a produção de mudas de Pequi na Floresta Nacional do Araripe – FLONA.

Os produtores de quatro comunidades, em sua maioria mulheres, participaram na sexta-feira, 12, e no sábado, 13, no Sítio Cruzeiro, de uma capacitação. O momento reuniu 20 participantes da Baixa do Maracujá, Santo Antônio e Cruzeiro, para aprender com os bolsistas Jouynbert Rodrigues e César Araújo, técnicas de produção do pequi, como processos, higienização, retirada da casca, secagem à sombra, entre outros passos.

 
 Uma das participantes, Margarida da Hora, não escondeu a alegria da realização do curso. Ela e o esposo, Antônio da Hora, já trabalham plantando mudas de pequi, no entanto, eles ainda não conheciam a técnica. Logo na abertura do curso, dona Margarida reforçou o agradecimento a Deus, a Prefeitura e ao IFCE pela concretização de um curso tão importante.

De acordo com a Professora Francinilda Araújo, uma das idealizadoras do projeto, a ideia é fortalecer a cadeia produtiva do Pequi no município e agregar valor para assim garantir a permanência do homem do campo no campo. A pesquisadora destaca a importância do pequi para a gastronomia
e tratamentos terapêuticos. “Esse curso de produção de mudas é a parte mais importante do processo. É a garantia da permanência do Pequizeiro aqui”, afirma.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos, Zilcélio Alves, o principal objetivo da pasta é trabalhar o fortalecimento da cadeia produtiva do pequi, para isso o órgão e
parceiros incentivam a reflorestação da Chapada do Araripe. Além do curso e a produção de mudas, a industrialização do pequi também faz parte das ações do projeto.

Fonte: Gazeta do Cariri

15 abril 2019

Alienação permitida - Por: Emerson Monteiro


Bem longe disso daqui, em mundos lá distantes no infinito cósmico dos dias, chega de mala e cuia o anseio tosco de se imaginar ainda mais distante. Isto por conta do mau gosto que resolveu taramelar nas pernas dos pontos de encontro da pobre sociedade capitalista que quer dominar o mundo de hoje. Queira olhar isso e veja o que mostram os oráculos em que viraram as televisões e seus filmes esquisitos, de negro extremo, só assunto de causar espanto, e que nem um pouco me interessam, sejam quais forem eles desde que preguem o medo de viajar no tempo. Porque decidi, de alma lavada, escorar nos cantos dos anonimatos o ser ansioso que imprimia vontades de transformação social e que chegou assim troncho, de péssimo gosto, o resultado que oferecem agora. Foram décadas de luta. Horas clandestinas. Porres de esquecer o universo daquelas horas amarguradas. E em que os tais prometedores de revisão do quadro até parece que esqueceram de vez daquilo que antes disseram que fariam depois das possibilidades adquiridas a longas penas. No entanto resolvo deixar de lado o que me apresentam de renovação, e imponho a mim mesmo o forte impulso de esconder a cara nos vagões de bagagem que deslizam rumo ao desconhecido, porém querendo achar meios de alegrar a consciência na busca de valores maiores, fruto da religiosidade que mora dentro de toda criatura. Espécie de apocalipse pessoal, devolvo às eras findas o território da esperança em forma de realização do pensamento em amor aos semelhantes e práticas que acalmam os dentes do animal que impõe as condições sócio-políticas, culturais e ambientais desse momento, o que serve de alimento às feras que fabricam e vendam as armas das guerras fraticidas, corrompem as gerações no uso de drogas, jogos e prostituição, vítimas do desejo insano de nutrir a pouca imaginação que corrói o sentimento feito lama de esdrúxulos pesadelos perdidos no véu das escuridões abandonadas.

Chega, chega de vender a paz a troco de querer acompanhar o ritmo dos vilões que imperam nos teatros da ilusão. Há fortes indícios de tranquilidade quando a gente decide preencher o espaço da existência por meio do gosto bem bom de novos sonhos recentes, na arte de amar e viver a própria vida com carinho possível e claro.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

14 abril 2019

Duas noticias divulgadas esta semana pela mídia

1 – Deputado diz que Vice-Presidente Mourão concorda: legado de Bolsonaro deve ser mudança de regime para monarquia

Monarquistas iniciam ocupação dos espaços de poder na Capital e planejam para o futuro tornar Brasília a Capital do Império Brasileiro

Fonte: Blog de George Marques

    Monarquistas estão animados com a perspectiva de mudança de regime no país. Durante o II Encontro Monárquico de Brasília ocorrido nesta quinta-feira (12) em um hotel no centro de Brasília, o deputado federal Luiz Philiphe de Orleans e Bragança confessou a cerca de 200 pessoas que o vice-presidente Hamilton Mourão teria concordado com uma mudança de regime do presidencialismo para a monarquia. Segundo ele, esse seria o legado futuro da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Mudança no regime tem que ser o legado.

    Previdência não deixa legado. É isso que a gente tem que fazer. E Mourão concordou”, disse o deputado federal Luiz Philiphe, o 29º da lista para assumir o trono.
Presente no encontro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) enalteceu os “novos tempos” do Brasil. “Temos um presidente conservador, o ministro Moro, a Damares, o Ricardo Salles, são pessoas diferenciadas, pessoas patriotas com valores diferenciados”.Zambelli elogiou matéria da BBC News, que, segundo ela foi positiva para quebrar o “preconceito” da sociedade contra o movimento monárquico.

Monarquia é o melhor regime

No evento era clara a defesa da mudança de regime do presidencialismo para a monarquia. “Acredito que seja o melhor sistema para resolver as bases da família”, defendeu Zambelli. Para a parlamentar um monarca possui um perfil melhor para “cuidar” do país.
No final de março, um adepto da causa, o procurador Gilberto Callado de Oliveira, foi nomeado representante da sociedade civil no Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensimo Médio). “Se o Bolsonaro colocou gente monarquista no governo, significa que ele não tem preconceito. Temos que presenteá-lo. Para instalarmos o parlamentarismo-monárquico, eu acho que a gente tem que se infiltrar em todos os partidos. É uma estratégia de guerra”, disse Zambelli.

2 – Tremula na Avenida Paulista, centro de São Paulo, a bandeira mais bonita do mundo

    No último domingo, dia 7, uma grande Bandeira do Império tremulou sobre a Av. Paulista, em São Paulo, tal qual um farol de esperança em dias melhores, enquanto milhões de brasileiros iam às ruas de norte a sul deste grandioso País, a fim de protestar contra a corrupção generalizada de nossas instituições.

     Muitos monarquistas estiveram presentes nas manifestações, com objetivo de mostrar aos nossos patrícios que não existe solução de longo prazo dentro do atual regime, mas apenas possíveis paliativos, e que somente a restauração da Monarquia Constitucional poderá devolver o Brasil ao glorioso caminho que vínhamos trilhando, e que foi interrompido pela quartelada republicana de 15 de novembro de 1889.

    A Família Imperial apoia integralmente os brasileiros em sua luta – sempre ordeira e benfazeja – por um País melhor, na plena certeza de que devemos promover para o primeiro plano tudo aquilo que nos une, em um esforço comum para soerguer o Brasil, de modo que, restaurados o regime monárquico e nossos valores e tradições perenes, esta possa ser, verdadeiramente e sempre mais, a Terra de Santa Cruz!

13 abril 2019

A voz da consciência - Por: Emerson Monteiro


Andar neste mundo de olhos e ouvidos ligados às ondas dos mares azuis, e vezes sem conta a indicar oportunidades mil de amar, escutar o tempo nos sons maviosos de vozes distantes aqui bem perto, a voz da consciência. Ela que diz de amar, dos sentimentos fortes da pura beleza inigualável, que eles os poetas sabem disso e alimentam no martírio dos corações que ainda doem. São sinais viajando na brisa que nos invade pouco a pouco almas adormecidas no vendaval de si mesmas, naus das procelas dos grandes navegadores a dobrar lugares nunca imaginados, pousos de remota paz, alimento dos deuses que insistem de querer chegar mais longe, além das próprias forças.

A voz que fala de mim, de ti, de todos. O poder infinito do Amor que a tudo pode, que transforma o coração das gentes e modifica o sabor dos acontecimentos. Amar, verbo definitivo das ações dos humanos, eco das paragens da perene Salvação aonde quem ama evolui o mundo em Si, compõe o quadro da Esperança, irmã gêmea da Felicidade verdadeira.

Sempre contigo vem esse dispositivo de pudor inimaginável, elixir das carências e das dores, sabor de mel e sonho impossível de agora cruzar as fronteiras das emoções e chegar na pátria da tranquilidade ansiada. Portas abertas do Paraíso, nas histórias arcaicas, ela traz consigo o clarão e o trilho de viver as luzes no íntimo da existência. Consciência, o saber de Si.

Por isso, de sonhos e realidades consistentes, passo a passo nos corredores dessa caverna de eternidades, vão seres entonteados da luz que os aguarda logo ali, aqui, adiante no fervor dos céus. A braços, pois, com o afã das ocasiões, vamos reunindo os recursos da consciência que nos fala de claridades e conduz indivíduos aos sóis de paz.

12 abril 2019

Alfinetes e borboletas - Por: Emerson Monteiro


Enquanto as borboletas voam faceiras no vento, os alfinetes só pulam de galha em galha, também faceiros, resistentes. Naquela manhã, ele acordaria de olhos acesos de quem não dormira a noite toda, ou nunca dormira em hora nenhuma de todas as noites. Pouco sabia do mistério dos alfinetes e das borboletas; de que eles seguem borboletas coloridas ou foscas que passam nas ondas do vento, de flor em flor, nas manhãs ensolaradas. Sabiam inúteis que alfinetes são afiados no sentido de ferir as borboletas e grudá-las nos quadros da ilusão que existem no salão enorme das velhas mansões escuras.

Em menos de quarenta e oito horas ali estava ele desligado, abandonado nas escadas do porão, olhos presos no depois, arrastando os farrapos de antes, porquanto fora atingido de raspão pela ponta afiada de um desses alfinetes que vivem vagando acesos nas horas do tempo. Lindos olhos, de brilho intenso na boca, afagos melodiosos na voz, e ele absorto no fascínio impetuoso dos arpões insinuantes. Quase, palavrinha mágica, fizera com que fugisse chamuscado desses crivos metálicos de um dos alfinetes. Que vantagem, jamais saberá dizer, pois o doce encantador do canto do instrumento no ar lhe despertara de sonho de séculos, de que seria, um dia, ferido pelo clarão estonteador daquela espécie de animal de cheiro entre a morte e a vida, muito próximo da paixão, porém de veneno fatal.

Desse jeito, as borboletas e os alfinetes, dois seres que aparentemente nasceram um ao outro, e entre si trocam de alimento como quem troca de cartas em jogos noturnos. O açúcar e sal das espécies, delas, os humanos; deles, o limite das existências.

Vagam soltos na floresta e nas cidades, tanto alfinetes, quanto borboletas. Exemplo dos vícios e das virtudes. Atrás de cada borboleta existe um alfinete. Atrás de todo bicho corre uma assombração. Todos que se segurem no chão das almas, que aqui permanecem no período de virar em antigas borboletas pregadas a ferro nas coleções deste mundo matemático, dois a dois, um a um.

Centenário do professor José do Vale Feitosa será comemorado em Crato


Neste sábado, 13 de abril, a comunidade cratense festejará o centenário de nascimento do Prof. José do Vale Arraes Feitosa, pessoa que muito contribuiu para o setor educacional caririense, entre as décadas 40 a 70 do século passado. Este evento está sendo promovido pela Família Feitosa, Instituto Cultural do Cariri, IFCE–Campus Crato, Associação do Ex-alunos do Seminário São José–ADSUM e Escola Prof. José do Vale Arraes Feitosa.

Confira a programação completa:

Sábado, 13 de abril de 2019

– A partir de 8h: IFCE campus Crato:
Reinauguração da Trilha Ecológica José do Vale Arraes Feitosa e Reinauguração da biblioteca José do Vale Arraes Feitosa.
Local: CE 292, km 15, logo após o  bairro Gisélia Pinheiro (mais conhecido como “Batateira”).

– 11h:  Celebração de Santa Missa, presidida por Dom Gilberto Pastana.
Local: Capela São José (Seminário Diocesano São José, em Crato).

– 15h; Homenagem dos alunos e professores da  Escola Professor José do Vale Arraes Feitosa (localizada no Bairro Nossa Senhora de Fátima, antigo Barro Branco,  Zona leste de Crato).

– 19h30: Sessão Solene do Instituto Cultural do Cariri. Exibição do audiovisual produzido pelos filhos de José do Vale A. Feitosa.
Lançamento da edição especial da Revista Itaytera 2019.
Local: Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri.

Fonte: coluna "Caririensidade", por Armando Lopes Rafael

11 abril 2019

“República”: uma forma de governo mais cara do que a Monarquia – por Armando Lopes Rafael


     No Brasil os golpistas que implantaram a República, em 1889, justificavam a queda da Monarquia argumentando – entre outros sofismas – que a forma de governo monárquica saía cara aos cofres públicos. Não era verdade. Naquela época, os impostos dos brasileiros  sustentavam apenas uma família. Hoje pagamos a manutenção do atual Presidente da República, e mais 06 (seis) ex-Presidentes:  José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.

       Na época da Monarquia, desde 1841 (e durante 48 anos longos anos), a dotação da Família Imperial Brasileira era de 67 contos de réis por mês. Nunca aumentou. E veja que o Orçamento Geral do Império do Brasil cresceu dez vezes, naquele período, pois o país tinha progresso. Uma das primeiras medidas do marechal Deodoro da Fonseca foi aumentar o salário do presidente da República para 120 contos de réis por mês, quase o dobro do que recebia toda a Família Imperial! 

      Ademais, desde 2003, há 16 anos, uma lei aumentou os direitos para ex-Presidentes do Brasil. Fernando Henrique Cardoso aproveitou uma Medida Provisória, que definia o processo de transição do governo dele para o de Lula da Silva, e ampliou os direitos e mordomias dos ex-presidentes da República, incluindo as dele próprio. Hoje os ex-Presidentes têm à sua disposição 06 (seis) seis servidores e 02 (dois) dois carros oficiais (com motoristas). Todos com salários salários elevadíssimos.

       Tem mais: independente da elevada aposentadoria que  recebem os ex-Presidentes José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer, eles podem nomear até 08 (oito) oito servidores para trabalhar diretamente com eles, sendo que dois desses funcionários ocupam cargos de DAS 5, com vencimentos de mais de R$ 7 mil mensais. 

           Não é à toa, que foi publicada uma notícia: só os custos com o Palácio do Planalto (um dos quatro que existem em Brasília)  são mais caros do que todos os custos do Palácio de Buckingham, da Família Real Inglesa.
Palácios republicanos em Brasilia
Palácio do Planalto
Palácio da Alvorada
Palácio do Jaburu
Palácio Granja do  Torto


Caririensidade



Turismo ecológico: nova atração do Cariri


   Inicialmente o turismo no Cariri restringia-se às romarias feitas ao Padre Cícero Romão Batista. A pequena vila que o Padre Cícero encontrou ao lá fixar residência, a partir de 11 de abril de 1872, depois do episódio que passou à histórica como o “Milagre da Hóstia” cresceu tanto, que hoje é a maior cidade do interior cearense, possuindo cerca de 270 mil habitantes. Depois, foram as descobertas das riquezas paleontológicas que criaram novo fluxo turístico ao Cariri.  Hoje, graças as belas paisagens da Mata Atlântica, existentes na Chapada do Araripe, surge o turismo ecológico atraindo visitantes de todo o Nordeste. 

       Esse novo viés turístico, vem sendo explorado através de trilhas (percorridas a bicicleta ou a pé), como também por outras atrações como rapel e balonismo.  É cada vez maior o número de pessoas que procuram a Floresta Nacional do Araripe–Flona, para caminhadas, pedaladas ou pratica de esportes. Grupos de Educação Ambiental vêm sendo criados e o filão é responsável pela ocupação dos dois hotéis que foram construídos no supedâneo da Chapada do Araripe: o Encosta Hotel da Serra e o Pasárgada Hotel. 

Patrimônio histórico-religioso do Cariri: a Capela do Santíssimo Sacramento da Catedral de Crato


    Construída em 2011, pelo então Cura da Sé de Crato, e hoje Bispo de Tianguá, Dom Francisco Edimilson Neves Ferreira, o projeto desta capela é do arquiteto Waldemar Arraes Farias Filho. Ele a projetou para ser um ambiente simples, mas imponente. Ao fundo daquele espaço, fica um retábulo de madeira em estilo colonial rústico. Lá, está colocado um grande sacrário de metal branco, com desenhos dourados em alto relevo, do século passado. O sacrário está ladeado por dois Querubins, esculpidos em de resina, no estilo sulpiciano, obra do artesanato de São João del Rey, Minas Gerais. A lâmpada do Santíssimo Sacramento, em estilo gótico, foi também restaurada, pois já servira à antiga capela do Sagrado Coração de Jesus da mesma catedral.

  Na parede direita da capela foram colocadas duas pinturas em madeira com motivos litúrgicos. Ali também foram colocados dois artísticos e belos vitrais. Um deles, com o desenho da Mãe do Belo Amor, homenageando a primeira imagem mariana venerada na conurbação Crajubar. A imagem original, que inspirou a do vitral – segundo piedosa tradição – foi trazida para a Missão Miranda, por volta de 1740, pelo fundador de Crato, Frei Carlos Maria de Ferrara. Diga-se, de passagem, que a pequena imagem da Mãe do Belo Amor ainda existe, em excelente estado de conservação, guardada na Casa Paroquial. O segundo vitral da Capela do Santíssimo reproduz São Fidelis de Sigmaringa, oficializado por Dom Fernando Panico como “Co-padroeiro” de Crato.

Centenário do Prof. José do Vale Arraes Feitosa

   Neste sábado, 13 de abril, a comunidade cratense festejará o centenário de nascimento do Prof. José do Vale Arraes Feitosa, pessoa que muito contribuiu para o setor educacional caririense, entre as décadas 40 a 70 do século passado. Este evento está sendo promovido pela Família Feitosa, Instituto Cultural do Cariri, IFCE–Campus Crato, Associação do Ex-alunos do Seminário São José–ADSUM e Escola Prof. José do Vale Arraes Feitosa.

Confira a programação completa

Sábado, 13 de abril de 2019

– A partir de 8h: IFCE campus Crato
Reinauguração da Trilha Ecológica José do Vale Arraes Feitosa e Reinauguração da biblioteca José do Vale Arraes Feitosa
Local: CE 292, km 15, logo após o  bairro Gisélia Pinheiro (mais conhecido como “Batateira”)

– 11h:  Celebração de Santa Missa, presidida por Dom Gilberto Pastana.
Local: Capela São José (Seminário Diocesano São José, em Crato)

– 15h; Homenagem dos alunos e professores da  Escola Professor José do Vale Arraes Feitosa (localizada no Bairro Nossa Senhora de Fátima, antigo Barro Branco,  Zona leste de Crato)

– 19h30: Sessão Solene do Instituto Cultural do Cariri. Exibição do audiovisual produzido pelos filhos de José do Vale A. Feitosa.
Lançamento da edição especial da Revista Itaytera 2019.
Local: Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri

Temporada das chuvas no Cariri em 2019


O estrago deixado pelas chuvas em duas fortes chuvas que caíram na cidade de Crato
 
  Em setembro de 2018, o Centro de Previsão Climática do NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), dos Estados Unidos, anunciou que o Ceará em particular – e a Região Nordeste, de um modo geral – poderiam ter chuvas abaixo da média histórica em 2019. Isso porque, segundo aquele instituto, a possibilidade da ocorrência do fenômeno climático El Niño (no fim de 2018 e início de 2019) chegaria a 70%, de probabilidade. Errou feio a previsão. Neste ano tivemos uma das maiores temporadas de chuvas no Cariri, nas últimas décadas.

      Em 2019, na cidade de Crato, os pluviômetros do bairro Lameiro (situado próximo ao supedâneo da Chapada do Araripe) registraram os seguintes números no tocante às chuvas caídas: em janeiro, 192,.8mm; em fevereiro, 219,2mm; em março, 391,8mm, e em abril (até a manhã do dia 10) já tinha chovido 338,2mm. Choveu, portanto,  1.142mm em Crato, até o presente.

As chuvas no Cariri de outrora

      A exemplo de todo o semiárido do Nordeste brasileiro, também na Região do Cariri cearense a regularidade da chuva é o principal fator que afeta a vida de sua população. No entanto, o Vale do Cariri sempre possuiu uma precipitação de águas pluviais maior do que a registrada nos sertões nordestinos.  

        Tendo em seu território parte considerável da Chapada do Araripe, o município de Crato (excetuando os anos de seca generalizada) sempre teve uma das melhores distribuições de chuvas do Sul do Ceará, com uma média anual de 1.142 mm.
     
         Irineu Pinheiro, no seu clássico livro “O Cariri”, editado em 1950, escreveu que: “É o Cariri uma estreita faixa de terreno sertanejo com fontes que nunca secam. Para a vida humana, o Cariri é um presente da Chapada do Araripe”. Infelizmente, o desmatamento na Chapada do Araripe e sítios próximos a ela, a destruição da mata ciliar dos rios e riachos, resultou na diminuição das chuvas no Cariri.  A maioria das fontes perenes secou. O crescimento vertiginoso da população na conurbação Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha) também contribuiu para que hoje a água esteja rareando. A bem dizer, o Cariri não é mais aquele oásis de que falavam nossos pais e avós.

Humberto Mendonça recebe homenagem -- por Armando Lopes Rafael


   Promovido pela Universidade Regional do Cariri–URCA, através da Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico do Cariri (Fundetec), foi realizado na cidade de Crato o Seminário para o Desenvolvimento Industrial do Cariri. Os promotores desse evento concederam a José Humberto Mendonça o Certificado de Reconhecimento Empresarial, em reconhecimento pelos serviços que Humberto Mendonça prestou ao desenvolvimento industrial do Cariri. 
 
     Humberto Mendonça nasceu em Brejo Santo, mas passou a infância em Juazeiro do Norte, auxiliando meu pai, Aurino Mendonça, que era comerciante na Terra do Padre Cícero.  Jovem, casou-se com Maria Antonieta, sua companheira até os dias atuais. Foi com o sogro, o industrial Antônio Alves de Morais Júnior, que Humberto Mendonça iniciou suas atividades empresariais.

       Crato foi o palco das principais atividades de Humberto Mendonça. Nessa cidade ele obteve graduação universitária em Direito. Lá acumulou responsabilidades em órgãos representativos das classes produtoras, a exemplo das Presidências da Associação Comercial do Crato e da Associação de Maquinistas de Algodão do Nordeste (AMANE). Por longos anos foi sócio do Rotary Clube de Crato. Atuou em diversas instituições sociais e culturais voltadas para a promoção do progresso do Sul do Ceará. Também participou da vida política de Crato quando foi eleito Vice-Prefeito dessa cidade.

         Ademais, visando estimular a criação de novas oportunidades para o progresso e desenvolvimento do Cariri, Humberto escreveu centenas de artigos que foram publicados na imprensa cearense. Coordenou e promoveu encontros com as mais altas autoridades do Nordeste, a exemplo da realização, em Crato, da reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, em 1982. Contribuiu para concretização de eventos e seminários diversos, todos com o objetivo de mudar, para melhor, as condições de vida do homem caririense.

          De modo que a homenagem que lhe foi prestada pela URCA, expõe os talentos que Deus concedeu a José Humberto Mendonça. Tais talentos não foram utilizados só para o proveito próprio. Humberto os repartiu em favor do próximo e para o engrandecimento da região do Cariri.