10 fevereiro 2019

Falta de continuidade: o grande mal da república



Brasão do Império do Brasil em metal dourado
encontrado na capa da constituição nacional de 1824

   A República – pode-se afirmar com plena certeza – sofre de um problema sério de legitimidade. A cada quatro ou oito anos, o novo Presidente se esforça para desfazer as medidas, boas ou ruins, adotadas por seu antecessor. E antes que ele possa por em prática todo o seu programa – ou ao menos as promessas mais factíveis –, seu mandato termina, e o ciclo republicano se repete.

   Nosso País tem sofrido com uma decadência nunca antes vista em sua História. A moralidade pública desapareceu por inteira, o descrédito da classe política não poderia ser maior, com os homens e mulheres públicos acumulando escândalos de corrupção, e vê-se apenas desesperança e desânimo em nossas instituições. Até os mais otimistas se veem obrigados a reconhecer que mesmo o melhor dos paliativos não pode durar para sempre – dura pouquíssimo, aliás!

   Então qual seria a solução real para a crise brasileira?

   A solução não se encontra em salvadores da pátria, modelos utópicos ou sistemas de inspiração estrangeira, mas sim no regime de governo que melhor funcionou no Brasil: a Monarquia Constitucional, que trouxe grandeza interna, respeito e admiração no exterior para o nosso País, sobretudo durante o longo e próspero reinado do Imperador Dom Pedro II, e que necessitaria apenas de algumas poucas adaptações para o século atual.
Bandeira do Brasil Imperial

Fonte: https://www.facebook.com/promonarquia/

Um comentário:

  1. O Monarca já nasce Príncipe, já nasce, por assim dizer, nos degraus do Trono, e sabe que, depois de sua pessoa, reinará seu filho, e depois seu neto, ou o parente que estiver mais próximo na linha de sucessão. O Monarca, portanto, sabe perfeitamente que será julgado pela História, e não pelos movimentos passageiros, sempre volúveis, da opinião pública.

    Por isso, o Monarca muitas vezes tem a coragem de tomar medidas impopulares, coisa que normalmente falta ao político eleito; e seu interesse está em realizar obras de longo prazo, que o político – cuja atenção não pode deixar de estar voltada, muito ponderadamente, para as incertezas da próxima eleição – não é, habitualmente, levado a considerar. São tão numerosos os exemplos disso, ao longo da História, que é até difícil escolher um. Tomemos o seguinte, entre mil outros:

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