05 janeiro 2019

Minha homenagem a nova Primeira Dama -- por Éden A. Santos (*)

 
    Não só os especialistas, mas nós, leigos leitores, temos nos debruçado para analisar, avaliar e comentar o fenômeno Jair Bolsonaro, muitos fazendo previsões, outros sugerindo cautela e mais tempo para conclusões.

     O certo, contudo, é que ninguém ficou indiferente, exceto o pessoal da esquerda, sobretudo o PT, que está aguardando, como soe acontecer, o primeiro tropeço do governo eleito para colocar a cabeça de fora e fazer suas proverbiais críticas. 

   Felizmente, a estrutura democrática brasileira tem se comportado de forma exemplar e a todos é permitido emitir seus conceitos. Dentro desse clima, gostaria de lembrar que somos latinos e, como tais, herdeiros das suas qualidades e defeitos. Somos apaixonados e arrebatados, seja na religião, no esporte ou na política, a ponto de haver uma máxima popular recomendando que estes assuntos nunca devam ser discutidos. Nesse contexto, porém, não podemos esquecer que somos também sentimentais, extremamente sentimentais. 

    Por isso mesmo não custa nada voltar a falar da primeira-dama Michelle Bolsonaro. A lição que deixou para todos no dia da tomada de posse é a de que, seja qual for o clima político, o amor tem predominância em todas as circunstâncias. Sua meiguice ao tratar do tema das pessoas portadoras de deficiência, não só os surdos e mudos, mas os de todo tipo, leva-nos a uma reflexão que permeia tanto o "Velho" quanto o "Novo Testamento", a de que nada é construtivo se não for fundamentado no amor. 

     Muitos podem entender que tratar da questão num clima destes pode revelar certa ingenuidade. Enganam-se, porém, tais pessoas. Basta lembrar que este é também assunto de poetas de todos os tempos e matizes. Que dona Michelle seja inspiradora para toda a pátria. No meio de tantas vozes masculinas e clima marcial, a primeira-dama apresentou suas armas.

(*) Éden A. Santos
e-mail: densantos@uol.com.br

Um comentário:

  1. Comentário de Paulo Roberto Santos:

    Muito já se falou sobre a presença da esposa do presidente na sua posse. É bonita, tem classe, simpática, abraçou a causa das pessoas especiais... Tudo isso é verdade, mas o que mais me impressiona é a segurança com que pisa a passarela do poder, qual Gisele Bündchen no Maracanã, para os que se lembram. Viram a sua tranquilidade, o seu semblante sereno, durante o percurso em carro aberto, dirigindo olhares para um e outro lado, um meio sorriso nos lábios? Fazendo o seu discurso em libras, gestos graciosos e comedidos, sem pressa ou nervosismo? Amparando o maridão com a mão nas costas quando ele, com as suas duas, acenava para o povo? Não se zanguem as feministas, mas, parafraseando uma velha frase fora de moda, é uma mulher destas atrás de um grande homem - empurrando ele para a frente - que o torna maior.
    e-mail: prsantos1952@bol.com.br

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