20 maio 2019

Uma e outra realidade - Por: Emerson Monteiro



A realidade verdadeira, aquela que habita o coração das pessoas, caixa de ressonância das vidas e válvula de compressão da Eternidade, a ela no conduzirá no decorrer das emoções de existências sucessivas, a pisar neste Planeta solar. Isto é, a realidade real sem nenhuma alternativa se não abraçá-la e sonhar consigo, mesmo a cruzar as raias do Destino e aos poucos adentrar a felicidade definitiva, morada e aspiração dos humanos no decorrer de todo tempo. Será assim momento a momento, independente das opiniões contrárias. 


Porquanto as perdições de eras sem fim, essa disposição de desvelar os mistérios da Criação e trazê-los ao presente exigi no mínimo sinceridade de par em par, do indivíduo em si, de querer buscar o senso absoluto invés de aceitar a ilusão qual moeda de troca dos séculos e corpos. Muitos, talvez, ignorem as normas que compõem a Natureza, ainda que desejem possuir, grosso modo, dotes de sabedoria. E nisso viajam longas caravanas de inutilidades e prazeres, parceiros da perdição do bem mais precioso da inteligência diante dos dias, a vida que possuem sem nem saber a origem. 

Seremos, destarte, instrumentos de sortes imprevisíveis caso queiramos confrontar a realidade principal que logo ali no aguardará de braços abertos, porém que mereçamos galgar píncaros de esforço próprio em plantar sementes de coerência e paz, com os valores da austeridade, sem que joguemos fora o dom da verdadeira realidade. Conquanto um único não venha aqui apenas desfrutar privilégios, há no determinismo das leis superiores a medida de nossas conquistas espirituais, o cetro do amor, ou a graça do Poder soberano, Senhor de tudo e equação da Fortuna aonde desejemos chegar, nesse trocar de passadas entre o passado e o futuro, que denominamos o Presente, persistirá, pois, a justiça dos Céus no sentido das criaturas humanas. Elas, no íntimo, sabem a que vieram.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

15 maio 2019

Filipe II de Espanha - Por: Emerson Monteiro


Considerado o homem mais poderoso do século XVI, Filipe II reinaria desde 25 de julho de 1554 a 13 de setembro de 1598, tendo sob o seu crivo os Reinos da Espanha, Portugal e Algarves, Nápoles, Sardenha e Sicília, mantendo hegemonia praticamente sobre todo o continente da Europa.

Estadista de reconhecida capacidade administrativa, sustentou guerras com os diversos povos, donatário de riquezas sem conta, reverenciado por todos os monarcas de então; conquistaria o coração de lindas mulheres e casar-se-ia pelo menos três vezes, anexando, destarte, novas propriedades aos seus territórios, deixando inúmeros herdeiros e largas posses.

Aos 72 anos, viu-se acometido de grave enfermidade, o que lhe impediu de andar pelos reinados ou mesmo de levar vida regular, deslocando-se com dificuldade, mal que agravaria seu estado clínico a ponto de ter todo o corpo coberto de ulcerações de tratamento doloroso e insuficiente através dos meios daquele tempo. Durante pelos menos 63 dias amargurou de febre intensa e padeceu sob a guante dos tumores de que fora vitimado. Nem banho, que fosse, podiam lhe administrar, de tantas dores e malefícios face à gravidade da moléstia que o eliminaria em pouco período.

Considerado o Sábio e o Prudente, do seu reinado fizera parte também o Brasil, quando seria, em 1585, fundada a "Cidade Real de Nossa Senhora das Neves", hoje denominada João Pessoa, capital do Estado da Paraíba; em 1588 adquiriu o nome de "Filipeia de Nossa Senhora das Neves", em homenagem ao rei Filipe II. (Filipe II de Espanha – Wikipédia)

Ao término da faustosa existência material, Filipe passaria o torno ao sucessor e na ocasião diria as seguintes palavras: "Quis que vós estivésseis presente para que vejais em que vêm parar os reinos e senhoria deste mundo e saibais que coisa é a morte, aproveitando-se disso pois amanhã havereis de começar a reinar.» 

14 maio 2019

O que move o mundo - Por: Emerson Monteiro


Sim, o motor essencial das ações humanas... O que motiva pessoas e coletividades a desenvolver suas ações na face desse mundo por vezes ingrato... Razão principal dos movimentos que fazem dos dias a sobrevivência das espécies... Será, por certo, a fonte da paixão de viver aqui e sustentar as barreiras do destino.

Atrás da vontade, justificativa de todas as iniciativas, impera, pois, tais motivos, o que mantém o homem vivo, a se sujeitar a intempéries, frustrações e fracassos, e juntar migalhas, pouco a pouco, a alimentar tradições e entregar, ao término, o corpo, no final das jornadas. Nem tudo, entretanto, significa só desafio e aprendizado, porquanto ninguém é de ferro. Existe a hora dos miseráveis, do repouso e das alegrias, se não ninguém contaria as vantagens das noites de lua.

Porém a justificativa essencial que supomos de tudo quanto há de produções no afã da multidão vem na causa das vaidades humanas, qual disse o Rei Salomão, Vanitas vanitatis (Tudo é vaidade). Contudo nisso persiste o apego de prazer, a fome de amor e a cegueira da ignorância, nas palavras de Sidarta Buda. Juntar detalhes e formar o todo de continuar, dia após dia, a tanger o barco, nas marés e nos sóis das manhãs.

Ao frigir de tudo, lá nos estertores das riquezas que, por vezes, espalham angústias, desesperos, guerras, no fogo das aventuras e dos gestos, ali impera uma lei de continuidade, seiva dos infinitos sonhos individuais, quando as chamas de encontrar o lenitivo de estar aqui falam mais alto. Bem nesse foco inesgotável de bênçãos, habita o Sol das existências, reino de uma Verdade absoluta. Enquanto isto, dentro da gente fervilha a força maior do querer que transformar a relatividade em poder e domina o fugidio, causa primeira de havermos vindo e prosseguir até descobrir a nós mesmos.

12 maio 2019

O mistério da transformação - Por: Emerson Monteiro


De água em vinho, as humanidades aqui vieram no sentido exclusivo de encontrar a transposição desse tudo buliçoso de matéria no Nada de espiritualidade definitiva que lhes aguarda logo ali na esquina do Infinito, quando as luzes da carne se apagam e resta tão só o rastro surdo daquilo que todos um dia foram e praticaram, no decorrer dos séculos sem fim, amém. Largados nesse mar da desesperança dos flandres daqui do Chão, olham de paixão às paragens lá de dentro da consciência feitos zumbis das próprias sombras que percorrem noites insones de prazer tão unicamente na intenção pura e simples de rever qual será o prumo que os passos lhes carregam diante do abismo dos momentos que traspassam de dor os que deixam de lado a esperança e fogem feitos almas penadas aos pomos das discórdias, os humanos, braços toscos do Destino.

Assim compreender fica bem mais fácil deglutir as rotinas do Universo às portas do desejo sem controle da racionalidade dos animais da Criação, pequenas gotas a pedir o perdão divino. Sabedoria dos séculos, carregam às costas essa missão monumental de revelar a natureza secreta aos pares, ânsias em movimento perante o precipício do Tempo, que jamais aceitará o silêncio da indiferença, a julgar as ações dos objetos em mudança.

Fôssemos imaginar fórmulas outras que não essa de transformação, da mutação do nosso eu material noutro instrumento de poder, o Eu Superior, a personalidade original dos Espíritos, e estaríamos de justificar a materialidade qual razão principal, quando assim jamais será, porquanto chegáramos depois de os termos do processo da Salvação haverem sido determinados, meros sujeitos que o somos, partículas infinitesimais da existência de Tudo quanto existir.

Daí que obedecer significa algo além da pura atitude impensada dos homens de viver por viver, senão providência inigualável de achar as portas da Eternidade e repousar nos braços amoráveis do Perdão.



10 maio 2019

Tecnologia da Salvação - Por: Emerson Monteiro


Tecnologia, palavra que bem define a que todos estamos neste Chão, no fim de resolver a humana
perecividade face ao desconhecido, vez que ninguém nasce uma semente. Vimos e vivemos, depois vem aquilo que conhecemos de entregar corpos ao barro de onde procedemos. E daí? A que existimos, afinal? Nessa hora chega a função de encontrar a resposta principal de tudo quanto aqui nos trouxe..

A matéria traz em si respostas que tantos nem de longe imaginam. Feita do jeito da perfeição de onde procedemos, eis ente maravilhoso que revela a porta de vencer o enigma defrontado todo tempo ao fim do longo corredor de viver. Em resumo, de tamanha perfeição nascerá algo mais perfeito, porquanto somos Espíritos, seres inteligentes da Criação destinados a níveis superiores, no processo evolutivo.

Qual praticar a consciência se reserva aos indivíduos, trabalhar os segredos guardados debaixo de sete capas. Desvendar a essência que mora em nós. Decidir utilizar os instrumentos fundamentais à missão de Salvação, somos dotados do que necessitamos no sentido de obter êxito na sagrada missão de transpor os limites da materialidade e galgar pórticos da Redenção.

No que pesem as fragilidades, humanos dispõem já hoje dos mecanismos de ultrapassar a condição sob que o mantém a racionalidade pura e simples e penetrar o íntimo de sua natureza imortal, inclusive a isso merecendo receber dos mestres e santos as noções fundamentais do exercício dessa habilidade, por força das orientações superiores.

Ainda que submetidos aos pressentimentos da força bruta, são constituídos da ciência de libertação do mundo físico e podem desenvolver a vocação de vencer a inércia dos objetos e crescer aos Céus a que fomos constituídos desde sempre. A Vontade significa, portanto, a esperança e o amor, energia que alimenta os movimentos que produzem mais Luz no coração das pessoas.

08 maio 2019

O sonho das palavras - Por: Emerson Monteiro


Um fervor imenso de querer contar das possibilidades que chegam às praias do silêncio, enquanto palavras tocam o som de espuma e azul das águas na força inigualável de sentimentos a invadir o peito e cobrir de inebriante perfume o teto do Infinito. Melodia de luz que envolve céus e terras. Alegria de paz aos olhos da saudade. Nesse querer dizer das palavras cala na alma da gente poucas, senão raras vezes, o poder do oração a dominar as raias do instante e adormecer os temores, diante do movimento das ondas que bailam na leveza dessa vontade de sonhar, apenas sonhar sob o perfume das matas em flor.

Tais um dia imaginaram, as certezas e seus significados tão só agora reúnem o mistério e preenchem de suavidade os corpos da existência aonde eles possam habitar, quais energia maravilhosa, sorrisos e visões da mais esplêndida beleza. Nisso em que as canções desvendam o prazer das harmonias, os tons do ritmo das palavras ganham vida própria e iluminam os prados da consciência; realizam planos da Luz Divina no seio da imortalidade dos seres.

Contar das lendas e dos mitos, gestos de carinho que preenchem de emoção o passo dos heróis noites afora, são notas de Amor em forma de partículas e atitudes, ação de ânsias e desejos, desde há muito guardado no coração. Palavras que falam das novas histórias e alimentam de esperança o brilho das estrelas que esvoaçam no firmamento. Idioma dos deuses, elas oferecem tranquilidade às angústias e revivem de verdade o segredo de mundos próximos e distantes.

Palavras que trazem imagens das paisagens sublimes aos sóis que sustentam de vida os tempos da Eternidade. Palavras, sempre aqui junto da real felicidade, pulsações da condição humana e o maior sentido das origens na Criação.

05 maio 2019

Até onde chega a destruição da Venezuela – por Luiz Roberto da Costa Jr.(*)



    
A Guarda Nacional Bolivariana atacou a igreja de Nossa Senhora de Fátima, da diocese de San Cristóbal, capital do Estado de Táchira, que foi invadida durante uma missa. Bombas de gás lacrimogêneo foram atiradas de motos dentro do templo. Esse ataque, dia 1.º de maio, configura-se como um total desrespeito à dignidade humana, aos fiéis, às autoridades eclesiásticas e ao próprio Vaticano.

  Em seguida, cerca de 40 membros da Guarda Nacional tentaram invadir a igreja, sob o comando de um general (de sobrenome Ochoa). Mas foram impedidos pelo pároco (padre Jairo Clavijo), depois de intensa discussão e da evacuação do recinto sagrado.

(*) LUIZ ROBERTO DA COSTA JR. – e-mail: lrcostajr@uol.com.br

Contas públicas do Brasil: crescendo igual a rabo de cavalo – por Sílvio Natal (*)


Bola de neve e atoleiro das nossas contas públicas.

   Os que vão discutir a proposta de emenda constitucional enviada pelo governo ao Congresso visando à reforma do sistema de aposentadorias e pensões deveriam saber como estão as contas do País.
O déficit geral do setor público é de 7% do produto interno bruto (PIB), “uma das maiores proporções do mundo”. Mas essa é a notícia “boa”. A “má” notícia é que a dívida pública – verdadeira bola de neve, que só faz aumentar – já é de 78,4% pelas contas do governo e se aproxima de 90% pela metodologia do Fundo Monetário Internacional (FMI), número escandaloso para os padrões de um país emergente como o Brasil. Na média, a dívida dos emergentes é inferior a 50% do PIB, e com juros módicos.

    Em nosso caso, além do montante da dívida – que é de R$ 5,4 trilhões –, os juros sobre ela incidentes são altos e tendem a aumentar com os solavancos políticos, constituindo um ralo gigantesco por onde se esvaem centenas de bilhões, drama este alimentado pelo rombo previdenciário, que este ano deverá ultrapassar os R$ 300 bilhões. “Enquanto a economia derrapa e a arrecadação fraqueja, o governo central arranja-se como pode, com R$ 30 bilhões de gastos congelados e cortes nas chamadas despesas discricionárias”, dando a medida do aperto orçamentário, espécie de corte “na carne”, que, a julgar pelas últimas medidas do Executivo, apenas começou e tem tudo para ser aprofundado.

    Ou o Parlamento toma juízo, assume suas responsabilidades para com a Nação e cumpre o seu dever, abdicando do costumeiro “toma lá dá cá”, ou o País afunda no atoleiro da dívida, com consequências imprevisíveis. Simples assim.

(*) Silvio Natal – E-mail: silvionatal49@gmail.com

A abolição da escravatura negra era o maior desejo do Imperador Dom Pedro II


A ação do Imperador Dom Pedro II no sentido de promover e preparar a liberdade dos escravos não poderia deixar de ser lenta, e só poderia ser eficaz se fosse constante. Sua Majestade precisava convencer os homens políticos a atrair o concurso da Nação. Hoje em dia, percebe-se que nesse trabalho as interrupções foram senão aparentes, mas, para chegar aos resultados, o Soberano jamais foi além dos limites que lhe impunha a Constituição Imperial de 1824.

Quando, em 1850, a Assembleia Geral do Império discutia a lei de repressão do tráfico negreiro, e se mostrava ao Imperador os perigos aos quais a lei exporia o Trono, Sua Majestade, então com 24 anos de idade, replicou com energia:

– Prefiro perder a coroa a tolerar a continuação do tráfico de escravos!

Já em 1870, durante uma reunião do Soberano com o Gabinete de Ministros, o Barão de Cotegipe, então Ministro da Marinha, argumentava:

– A questão da emancipação é semelhante à pedra que rola da montanha. Nós não a devemos precipitar, porque seremos esmagados.

Ao que o Imperador replicou:

– Não duvidarei de me expor à queda da pedra, ainda que seja esmagado.

(Baseado em trechos do livro “Revivendo o Brasil-Império”, de Leopoldo Bibiano Xavier)

03 maio 2019

A fluidez do destino - Por: Emerson Monteiro


Na ânsia de continuar, mesmo quando o Sol desaparece no horizonte, a fluidez de lugares, pessoas e objetos suavemente passa qual se nunca antes houvesse existido. Pessoas, elas estendem as mãos entre si, apressadas mãos, e sustentam nada mais que migalhas do que as lembranças agoniadas recolherem das pedras do caminho. Restam isso, poucas fagulhas dos apetitosos pratos de corpos suados ao relento das horas mortas. Até os heróis, avassalados de desejo, caem desfalecidos sobre os lençóis, feitos carcaças desnudas de velhas peças, nos espetáculos mambembes. E orgulhar de quê, vilões esquecidos, vez que logo além dos combates virarão filmes desbotados em latas enferrujadas?...

No entanto combateram o bom combate; guerrearam feito gente grande, agarrados aos mastros de galeões em fúria. Acreditaram ser valentes inexpugnáveis por terem fome e desfrutar do repasto dos deuses. Viverão para sempre nas folhas do destino que hoje lhes escorre pelos dedos amarelados. Dormem o sono venturoso dos justos e sonham voando nos tapetes persas, que o Sol assim gratifica seus filhos diletos no clarão das luas que sucedam aos dias. Conhecem, sim, que deslizavam entre as nuvens, santos no Paraíso das ninfas apaixonadas.

Foi de tal o modo o que era enquanto havia luzes acesas na consciência. E elas, essas humanas criaturas artesãs da própria sorte, beduínas almas e visões, que ofertaram  sacrifícios nos altares enegrecidos e ainda tangem os ferros das armaduras da ilusão, alimentaram de promessa os frutos e a sementeira, porquanto são longas as noites da Estrela Peregrina, agora o destino dos viventes. Criaram com toda força da juventude o resultado que merecem, livres de dores e cantilenas. Usufruam, pois, do que ora crepita nas fogueiras acesas do amor, que as naves próximas já vêm a caminho.

(Ilustração: A Crucificação - Brueghel).

02 maio 2019

A existência e o tempo - Por: Emerson Monteiro


Espécie de lâmina afiada que divide passado e futuro, o tempo é esse filhote de mistério que rasga ao meio as mantas de carne e as substâncias impessoais da matéria bruta, isso numa velocidade estonteante a na maior sem cerimônia sem ter a quem explicar, sendo seguido pelas multidões gargarejantes à busca da sorte por vezes ingrata, noutras coberta de brindes, bônus e prêmios, e que, no entanto, termina bem logo ali no final do precipício aonde ele, o Tempo senhor sorrir e tritura nos seus dentes a fome da dor e os ossos das flores que nós somos.

Quisessem aceitar, e tem que o faça, sair-se-ia bem melhor do que muitos recalcitrantes na hora de ir. Outros, entretanto, parecem fazer favor em viver, de caras feias, olhos vermelhos e presas à mostra, quais aqueles que vivem por viver e obrigação. Reclamam de tudo. Chova, reclamam. No sol claro das manhãs, reclamam. A pé, reclamam. De avião, reclamam ainda mais. Vivem, pois, só na intenção de protestar diante do absurdo de horas e séculos, sejam ou não agraciados com as taças e os campeonatos do destino.

Porém dos porém, lá vão manadas de gente a tostar diante dos céus, marcadas a ferro e fogo nos holocaustos contínuos que ofuscam o sentimento dessa necessidade de uma resposta maior. A saudade, por exemplo, arquivo de bons momentos, dói de amargura quando fica guardada longos períodos e vem no instinto determinado de satisfazer os que passaram turnos bons. São provas ou expiações deste mundo em que os humanos habitam.

Desvendar esse enigma genial de tamanha habilidade a isso vêm e vão, eles viajantes da fronteira do ontem e do depois, envolvidos nos negócios do instante passageiro que tangem, serviçais e herdeiros do tempo de perguntas ainda sem respostas, em forma de pequenos animais inteligentes. Fervilhantes, batem às mesmas portas de si e alimentam o sonho de que tudo termine bem, nesse cosmos de quanta beleza, repleto dos desafios de grandes amores.

30 abril 2019

Triunfo solitário - Por: Emerson Monteiro


Vencer o mundo, eis o principal motivo das buscas humanas. Aparentemente simples pensar nisso, porém de extrema dificuldade exercer tal função a que viemos, sem o quê tudo terminaria em mera frustração de um projeto definitivo; vencer em si os questionamentos, e chegar ao objetivo circunstancial das existências.

É assim desde sempre, na avaliação dos filósofos e místicos. A resposta de cruzar as torrentes da ilusão e obter o sucesso, diante dos corpos de carne que descem na correnteza, serve de repositório às tantas provações, aos caprichos e prazeres; nascemos submetidos às leis, no entanto sendo espíritos a que precisamos santificar e galgar páramos celestiais. Por certo difícil de explicar, no entanto desse modo se apresenta o mistério de que fazemos parte integral, inevitável. Atravessar as barreiras dos muitos desafios e ganhar a liberdade glamorosa e desejada, tal o resumo da história e dos homens.

O apetite aos apegos, contudo, escravizam nas jornadas sucessivas ao trilho das perdições, dos charmes de intensidade angustiante, quando nisso os barcos sacodem pelas aventuras do tempo. Há um filósofo dinamarquês, Soren Kierkegaard, que classifica em três fases a jornada terrena: Fases estética, ética e mística. A primeira, que se poderia chamar de erótica, oferece à carne os alimentos físicos de que reclama; na segunda, vem o senso da responsabilidade e preocupações de ordem moral; e por fim a fase mística, no auge dos anseios de respostas ao sentido do que a vida significa.

Só poucos completam tais ciclos sem grandes frustrações, no objetivo essencial de existir, entretanto eis a única razão das vidas na humana consciência, quando, um a um dar-se-á ao real valor do que aqui encontrar, nesse vale de lágrimas. Quantos se prenderem, pois, aos rochedos das ilusões repetitivas apenas adiam o momento pleno da transformação, triunfo dos amargores. Bem forte saber que nenhum outro caminho resta de usufruir a divina perfeição; não importem as aflições, plantemos a paz no seio do que já somos, matrizes da Perfeição.




29 abril 2019

Esquinas do silêncio - Por: Emerson Monteiro


O Tempo, sinônimo de existência de tudo que existe nas vagas e partículas do espaço, feito guardião das luzes que vez em quando brilham nas almas e nas pessoas, as transforma em artesões da felicidade absoluta de que somos parceiros exclusivos. Ele pousa de modo suave na face única da realidade. Reconhece pouco a pouco o terreno. Avista os antes e os depois. Soma e diminui, divide e multiplica os sentimentos que arrastam as multidões. A todos permite esses instrumentos de resolver o quanto precisam em termos de selecionar o resultado das equações movimento. Nisso somos criadores da qualidade pura dos momentos. Evitamos as dores e promulgamos resultados favoráveis de ver o mundo, sempre sob o olhar atencioso do Tempo.

Ele, Tempo, concede meios de fabricar as horas das criaturas, matéria prima das produções individuais. Ninguém deixa de merecer o que evitar ou dificultar. Olha-se o panorama ao estilo de solucionar as oportunidades disponíveis. Jogar fora os bons sabores sujeita machucar o astral das pessoas. Má vontade significaria tal resposta que virá ou não virá, a cada um conforme o que merece. Artífices hábeis jamais danificam a peça que trabalhem, porquanto caberá a si o ônus de conhecer o tanto de manusear horas, recursos e a chance ímpar da ocasião, do agora elaborar o instante, na valsa nobre da autenticidade pessoal.

Ninguém, pois, alegará ausência de condições na construção das esquinas de paz que mora o íntimo quando atira nas calçadas a fama e o direito de reverter quadros e situações todo tempo, no infinito da Lei entregue em suas mãos de minerador da vida.

Fugir de esse poder infinito apenas representa pouca habilidade no desejo, dando de cara nas muralhas intransponíveis do destino, horas mortas nas próprias correntes de valor a si depositadas pelo carinho da Liberdade, personagem primo e irmão da Sorte, o ser amacia o gosto de encontrar harmonia. Poucos, nenhum que seja, fugirá aos caprichos daquilo que estabelecer nas atitudes face de eles oferecidas nas curvas do provável. Senhores de si e do direito sobre o que criar, vamos no barco dos fiéis do agora mesmo imaginar, porquanto o autor de tudo assim permite de poder.

28 abril 2019

Paisagem lunar II - Por: Emerson Monteiro


Onde o tempo nunca esvazia viver e permanecer, sempre, nas dimensões infinitas do eterno, bem ali, na suavidade dos sonhos, no seio do coração, que vem e volta a sorrir aos céus. Quem chegar, porém, ao amor de verdade saberá disso, como ninguém, de existir a felicidade em segredos guardados a sete chaves. Comunhão de luz e paz, as saudades jamais têm razão quando preenchem as paisagens dos corações em marcha batida. O que é tudo senão o que pensamos de tudo (Fernando Pessoa).

As emoções que transbordavam e viravam palavras, agora são pedaços de ilusão jogados ao vento dos pensamentos, no esforço sobre-humano de querer apressar o momento e resultar disso, de doer na alma, na fome intensa de viver os desejos escondidos, pois transportavam nos passos a angústia de encontrar respostas a esse enigma do seu interior, altares de sacrifícios de vaidades e evasão da sorte. Quisessem, num querer de consciência, e desvendariam todo o poder de que são portadores.

Máquinas de beneficiar horas em milagres, apenas tangem os barcos da Salvação no rumo desconhecido, e alegram os dias em festas evanescentes. Vendem os sóis, que recebem pelos instantes de paixão, e acham suficiente sobreviver aos mistérios e às ocasiões tais viajantes perdidos em mundos ignotos. Pisam a sombra das visões que nutrem e gargalham, amantes das ausências e saudosos de um passado inexistente, rastros impossíveis de saber aonde foram eles desde antes de terem sido algum dia.

Quando querem, no entanto, regressam de longe e sabem do destino procurar, e choram, e gritam, e oferecem mil sobras daquilo que ainda trazem consigo no íntimo a troco das vontades abandonadas à sorte ingrata, solitários indivíduos alimentam à força de ser cruzar a morte, de lá do abismo o silêncio, naus largadas ao trilho azul da imensidão; daí deparam com o sentido de tudo isto o que já significavam.

(Ilustração: Inferno, de Botticelli).

28 de abril: Há 74 anos era fuzilado Benito Mussolini, líder italiano do Partido Nacional Fascista


27 abril 2019

Caririensidsde


Quando  Crato era a “Capital da Cultura” do Cariri

Sede própria do Instituto Cultural do Cariri--ICC, localizada em frente ao Parque de Exposição de Crato. Uma instituição pujante nos dias atuais.

     As novas gerações desconhecem o fato. Mas Crato e Juazeiro do Norte mantiveram – até os anos 1980 – acérrima rivalidade. Em 1953, foi fundado em Crato o Instituto Cultural do Cariri (ICC), o qual, além de suas finalidades culturais, seria uma resposta da comunidade cratense, ao crescente crescimento econômico de Juazeiro. Vendia-se, assim a imagem de que Crato se constituía num polo de destaque e civilizador da região no setor cultural. Crato passou a ser chamado eufemisticamente “A Capital da Cultura do Cariri”. Somente em 1974, Juazeiro do Norte criou o seu o Instituto Cultural do Vale Caririense (ICVC) hoje em franca atividade. 

        Na monografia de mestrado da ex-reitora da URCA, Antônia Otonite de Oliveira Cortez, ela comentou assim este assunto: “Superando o poder econômico do Crato na região e constituindo um forte poder de barganha política junto aos governos estadual e federal, Juazeiro elaborou para si os adjetivos de “Cidade da Fé e do Trabalho”, “Metrópole Econômica”, mas nunca pôde ser adjetivada de cidade civilizada ou culta. Esses foram atributos do Crato, estratégias discursivas com as quais os “especialistas da produção cultural” passaram a defender, conscientemente, a superioridade do Crato na região, à medida que Juazeiro a superava no plano econômico e político”

Um marco no desenvolvimento do Cariri: a chegada da energia da CHESF


Acima, alguns caririenses que lutaram pela eletrificação do sul-cearense

   Como surgiu a ideia para a eletrificação do Cariri, pelo sistema da CHESF– Companhia Hidroelétrica do São Francisco? O jornalista cratense José Jézer de Oliveira escreveu no jornalzinho da Casa do Ceará em Brasília: “Tudo teve início quando, no ano de 1949, o professor José Colombo de Sousa, à frente de um grupo de concludentes do curso de Administração e Economia, de Fortaleza, visitou as instalações da usina hidrelétrica do São Francisco. Ali, surpreendentemente, constatou que a região do Cariri, pela sua localização geográfica, estaria inclusa no raio de ação da CHESF, para efeito de receber a energia a ser por ela gerada. Ao retornar à Fortaleza, Colombo de Sousa, através de entrevista ao jornal O POVO, deu a conhecer o fato, ao que se supõe ainda não do conhecimento das autoridades governamentais do Ceará”.

Crato adere à proposta de Colombo de Sousa

   Em face da repercussão da entrevista, Colombo de Sousa foi convidado pelo Rotary do Crato a proferir palestra sobre o tema. Sua fala foi o “pontapé” inicial da aguerrida campanha em favor da eletrificação do Cariri. Essa campanha mobilizaria as classes mais representativas da sociedade caririense, principalmente das cidades de Crato, Barbalha e Juazeiro do Norte. Em Crato, a primeira manifestação para a eletrificação do Cariri ocorreu, como se observa, em 1949. 

Juazeiro do Norte fortalece o movimento

Rua São Pedro, centro de Juazeiro do Norte, início da década 1960

    Em reunião na sede do “Clube dos Doze”, em Juazeiro, também com a presença de Colombo de Sousa, fundou-se o Comitê Pró-Eletrificação do Cariri, que tinha como Presidente o médico Hildegardo Belém de Figueiredo, residente em Juazeiro. O comitê era integrado por representantes de Crato e Barbalha. O objetivo desse comitê era dar suporte ao trabalho do professor Colombo de Sousa, junto às autoridades federais e à Diretoria da CHESF. Colombo de Sousa (que depois seria eleito deputado federal pelo Ceará) já gozava de prestigio político no Rio de Janeiro, então Capital do Brasil.

     Colombo de Sousa viajou para a então capital brasileira, acompanhado dos membros do Comitê Pró-Eletrificação do Cariri, e lá foram recebidos, no Palácio do Catete, pelo Presidente da República, Getúlio Vargas. Anos depois, pela segunda vez, esses membros do comitê tiveram audiência com o então Presidente Juscelino Kubitschek, o qual manifestou apoio ao Programa de Eletrificação do Cariri. Na audiência com Juscelino, Colombo de Sousa já estava investido do cargo de Deputado Federal pelo Ceará e tinha sido o autor da maioria das emendas ao orçamento, garantindo dos recursos da União para a concretização do grande sonho dos caririenses.

Enfim o Cariri foi eletrificado

     Dentro das comemorações pelo cinquentenário da criação do município de Juazeiro do Norte, em 1961, ocorreu a inauguração da energia de Paulo Afonso no Cariri. Era o dia 28 de dezembro de 1961, e a festa foi realizada em praça pública, na Terra do Padre Cícero.  O primeiro poste foi fincado na então entrada de Juazeiro, onde hoje funciona o supermercado Hiper Bom Preço, na Av. Padre Cícero. Crato, Juazeiro e Barbalha foram às primeiras cidades do Ceará a receberem energia da Companhia Hidrelétrica do São Francisco. No Cariri, para distribuição da energia fornecida pela CHESF, foi criada a Companhia de Eletricidade do Cariri (CELCA), empresa de economia mista, subsidiária da Sudene, mas com a participação acionária da própria CHESF, Prefeituras Municipais da região e, em escala bem menor, de particulares. A sede da CELCA ficava na cidade de Juazeiro do Norte. De lá para cá, Juazeiro só fez crescer em todos os sentidos.

Há 80 anos Salesianos chegavam a Juazeiro do Norte

 Colégio Salesiano Padre Cícero, em Juazeiro, nos dias atuais

     A data passou em branco. Mas é importante deixar registrado que há 80 anos, no dia 31 de março de 1939, a Congregação dos Padres Salesianos chegava a Juazeiro do Norte. Anos atrás, o site Miséria registrou como foram os primeiros dias das atividades dos padres salesianos na Terra do Padre Cícero. Consta na longa matéria do site Miséria os tópicos abaixo:

 “(...) Dois meses após a acolhida, na prática a gente juazeirense mostrou que mais que acolhedora era também solidária. Em 12 de maio sociedade e comércio juazeirense se cotizaram doando em dinheiro vivo a importância de $60.000,00 (Sessenta contos de réis) para que os Salesianos iniciassem imediatamente a construção do sonhado colégio pelo Padre Cícero”.

Santuário do Sagrado Coração de Jesus, no bairro Salesianos em Juazeiro

 “Já para construção da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, a Prefeitura de Juazeiro do Norte efetuou doação do amplo terreno onde existia antes a Praça Pio XII. Lembrou o Padre César Casseta (um dos párocos salesianos que passaram por Juazeiro) que:  “A bênção da pedra fundamental da Igreja, segundo nossos arquivos, data de 1955 e contou com a ilustre presença do Padre Renato Ziggiotti, 5º sucessor de Dom Bosco”.  Foram 20 anos entre e o lançamento da pedra fundamental e a inauguração do suntuoso templo”

 “O Colégio Salesiano Padre Cícero tornou-se uma referência de ensino em toda a região do Cariri. Em 07 de maio de 1978, a comunidade católica juazeirense ganhava o atual Santuário dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. Na Igreja, à entrada, consta uma placa: “Padre Cícero Romão Batista, os Salesianos atenderam ao seu pedido. Tenha sua alma tranquila no Céu”.

Já a criação da Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, pela Diocese de Crato, data de 1975, durante o episcopado de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos. O bairro -- onde fica o colégio e a igreja-matriz -- hoje se chama Salesianos. Os diversos párocos que por ali passaram, desde 1978 aos dias atuais, construíram várias capelas na vasta área da paróquia. Duas dessas capelas viraram, posteriormente, novas “Igrejas- matriz” das novas Paróquias de São João Bosco e a de Nossa Senhora Auxiliadora. Outras bonitas capelas, frutos da ação dos padres salesianos, foram construídas e dedicadas a São Domingos Sávio, Nossa Senhora de Fátima, Santa Teresinha. Todas, espalhadas pelos bairros citadinos de Juazeiro do Norte.

26 abril 2019

É o amor que move o mundo - Por: Emerson Monteiro


Isto em um sentido mais amplo de interpretar as tantas avaliações do pensamento humano, donde vêm conclusões simplórias, no entanto a exigir profundida. Ver nesse amálgama invisível o quanto de poder detém a força motriz de tudo, razão principal do mecanismo universal, dos fenômenos de todos os reinos, possíveis e imagináveis, o que dominará para sempre o princípio dos astros e das presenças.

Amor, toque, charme, motivo, interpretação e conteúdo; consistência e virtude; sombra e luz; identificação maior das origens e dos destinos; energia e movimento; Luz e Sol; coerência e continuidade, nos rastros do infinito cósmico.

Por isso que tantos buscam, em livros, filmes e novelas, contar desse furor matemático, no entanto, vezes sem conta, objeto de grosseiras, descabidas e sórdidas imitações; quimeras atrozes da real certeza do que, em verdade, seja a luz esplendorosa deste sentimento maior, justeza dos valores e das lendas, sagas e civilizações. Apesar dos equívocos, pois, a epopeia das viagens individuais continuará, quando saber-se-ão sólidos ao descobrir pousos perfeitos na beleza de amar e ser feliz, objetivo das ações e dos empreendimentos desde as priscas eras.

Existe um código por decifrar nesse itinerário do homem aos Céus, diagrama da transformação de seres físicos nos entes imortais, deuses e visões superiores, os denominados Espíritos puros. Do zero ao Infinito, assim somos, os claudicantes desse chão de conflitos e trabalho. Meros observadores de si, lá certa feita verão o quanto de consciência sobreviverá por baixo dos escombros das gerações, e alimentarão salvar as almas, escravos e senhores de corpos perecíveis, atores das histórias e buscadores do Amor em plenitude. Superarão, em si, o desânimo dos finais melancólicos e verão no mistério de que foram parceiros a força da própria Realização.

25 abril 2019

O império da beleza - Por: Emerson Monteiro


Há de se perguntar quais leis determinariam tanta lucidez no que existe de harmonia, equilíbrio, perfeição; que poder de tamanha proporção que tudo determina dentro das normas absolutas de linhas e tonalidades, maestro de luzes e cores, desde o mínimo ao máximo do quanto realiza em todo Universo.

Sob, pois, essas leis de suprema grandeza seres e formas movem o cenário da tecnologia dos Céus, concatenando situações num constante ir e vir, trabalho dos artesões da constante atividade do Cosmos. Enquanto que nuvens de mistério ainda envolvem os segredos da Criação, código em processo de revelação permanece no silêncio e sustenta o ritmo em atividade.

Nisso, evidentes fatores impõem sua força inigualável que rege e domina e coordena as tantas fases das existências. A beleza representa uma dessas fases. Ninguém está fora desse fascínio do belo, porquanto, tais marionetes do Destino, os humanos rendem obrigação aos ditames e recebem os frutos..

São exatidões matemáticas, virtudes que norteiam entre agir e receber os resultados das ações. À medida que descobrem o trilho da extrema perfeição, eles usufruem das maravilhas incontáveis do Tempo eterno.

Bom, no entanto, já agora conhecer o quanto possível seja de sobreviver à destruição e prevalecer durante a Eternidade, viver a paz e chegar no amor, daí preenchem todos os sonhos da imaginação. Vivem a plenitude mesmo sem identificá-la com a claridade do Autor de tamanha magnitude.

A beleza traz isto consigo; reúne as circunstâncias do que passou neste chão durante eras sucessivas e sintetiza feixes constantes das qualidades puras, desde a fé, o dom divino de que emanam os bens da infinitude. Envolver a bondade nos critérios mais amplos que sejam acalmará o coração das criaturas nas festas de louvor e aceitação. A beleza, que demonstra o senso de justiça e sabedoria e que originou a Vida, preservará para sempre os nossos corações.

22 abril 2019

Caririensidade


Preocupante: aeroporto de Juazeiro perde 64% da sua movimentação

     A notícia caiu como uma bomba! A partir desta quinta-feira – 25 de abril – a empresa de aviação civil Avianca deixa de operar no Aeroporto de Juazeiro do Norte (mudará a denominação para Airport Juazeiro). 

     Consoante declaração do empresário juazeirense José Roberto Celestino: "Embora a Avianca tenha 17% de participação de mercado no Brasil, em Juazeiro a companhia responde por 65% dos voos. E o nosso aeroporto é também o nosso porto. Então, vamos à luta para mostrar para as outras companhias aéreas brasileiras, que há uma grande oportunidade de investimento no Cariri, já que a área de influência do aeroporto de Juazeiro atende a uma região que envolve quatro estados, e atende a 127 municípios do Nordeste".

Prejuízo grande

 Além de superavitário, o movimento do Aeroporto de Juazeiro é grande

      A má notícia foi anunciada logo após o atual Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes (futuro Airport Juazeiro) ter sido privatizado com a perspectiva de melhoria pela empresa ganhadora da concorrência, a espanhola Aena Desarollo Internacional, a qual arrematou o terminal caririense juntamente com outros cinco aeroportos do “bloco Nordeste”. José Roberto Celestino esclarece mais:  "No bloco do Nordeste, apenas três dos aeroportos operados pela Infraero apresentam lucro, o de Recife, o de Maceió e o de Juazeiro do Norte. E quando Aena Desarollo Internacional tomar posse do nosso aeroporto, vamos mostrar que ele  tem capacidade para receber investimentos e dar retornos satisfatórios".

    O engenheiro José Roberto Celestino acrescenta que os 35 voos semanais operados a partir do aeroporto do Cariri têm uma ocupação média superior a 80%. "É uma ocupação excelente, com boa tarifação, e as passagens não são baratas", reforça. Com a saída da Avianca, José Roberto Celestino avalia que a prioridade inicial é substituir as frequências de voos para Fortaleza e Brasília. "Temos esperança de que a Latam ou a Gol façam esses voos", disse ele.

      Resta-nos torcer para que a superação desse problema se faça com urgência, mesmo sabendo que a burocracia da ANAC gasta cerca de um ano para autorizar novas linhas de operação nos aeroportos brasileiros... Coisa de estatal!

A religiosidade do povo do Cariri

    Um fato chama a atenção dos visitantes que vêm ao Cariri, principalmente os residentes no Sudeste do Brasil: No Sul do Ceará, as pessoas que se levantam cedinho para exercitarem-se fisicamente, costumam fazer suas caminhadas com um terço na mão, para rezar o rosário mariano. Aquilo que chama atenção de pessoas de outras regiões brasileiras, é fato antigo e corriqueiro no Cariri cearense.
    No final da década 40 do século passado, o autorizado historiador Irineu Pinheiro, escreveu a frase abaixo, inserida na página 94, do seu livro “O Cariri”, publicado em Fortaleza, em 1950 e republicado, em edição “fac-símile”, pela Fundação Waldemar de Alcântara, em 2009:

“Foi sempre muito religioso, inda hoje o é, o povo do Cariri”.

 Pátio da Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro do Norte, na  festa de Nossa Senhora das Candeias, no dia 02 de fevereiro

        É verdade. Desde os primórdios da colonização do Sul do Ceará, a fé católica plasmou o modo de vida dos caririenses. Sobre este viés religioso, assim escrevi no livro “Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro – O contrarrevolucionário do Cariri em 1817”, no Capítulo II:

“(Nos primórdios da sua colonização, início do século 1700) Distante mais de 600 km do litoral, carente de comunicação com os centros mais adiantados, no Cariri foi plasmada uma cultura própria, herança portuguesa, sob forte influência da Igreja Católica. Em algumas localidades, as companhias de penitentes se flagelavam, à noite, em frente das igrejas e dos cemitérios. O centro gravitacional das populações girava em torno da aristocracia rural, como se fora um feudo medieval. O proprietário rural atuava quase sempre como um poder moderador nos conflitos naturais da convivência humana. E a relação patrão-empregados era feita na base do compadrio. O proprietário rural era visto mais como um amigo (a quem se podia recorrer nas dificuldades) sendo impensável, naquele tempo, a versão – ainda em moda nos dias atuais, nas universidades públicas – de classe dominante”.  

Mentalidade religiosa de décadas atrás

     Essa mentalidade religiosa, característica da população do Cariri, prevaleceu até a década 1950. A partir dos anos 1960, com a difusão, também entre nós, das ideias do filósofo marxista Antônio Gramsci – conhecidas por “ocupação cultural” – invadiram os espaços da nossa sociedade, de maneiras especial nas universidades públicas, escolas, imprensa, cinema, teatro, instituições culturais, dentre outras. O resultado disso foi a imposição de uma mentalidade laicista – em tudo oposta à mentalidade católica tradicional – nas diversas camadas da população caririense. A partir disso sofreu declínio as manifestações do catolicismo tradicional.

     Hoje, a população caririense, mesmo a parcela mais pobre, tem amplo acesso à televisão (com as novelas chamadas de vanguarda), as quais, aliadas à massificação da mídia,  ao crescimento das  redes sociais, à crescente presença dos cursos universitários,  (não só na conurbação Crajubar  – Crato-Juazeiro-Barbalha –,  mas nas demais cidades periféricas do Cariri) contribuíram para que a religião católica perdesse a influência  que possuiu outrora. 

Resistência Quae Sera Tamen (Resistência ainda que tardia)

Romaria à Serva de Deus Benigna Cardoso, em Santana do Cariri

    Parafraseando o lema da Inconfidência Mineira (Libertas Quae Sera Tamen)  observa-se que, apesar de toda as investidas da “ocupação cultural” de Gramsci, e graças à devoção popular que se conserva à memória espiritual do Padre Cícero, da devoção à Serva de Deus Benigna Cardoso, como também, ao surgimento dos novos movimentos de leigos   consagrados (dentre eles: Comunidade Sal da Terra,  Filhos Amados do Céu, Missão Resgate,  Fundação Terra, Focolares, Arautos do Evangelho, dentre outros) persiste, no Cariri,  uma minoria que mantém o espírito católico existente há décadas atrás.

CRATO DE LUTO - Falece o Prof. Cezar Bandeira de Melo





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Faleceu na tarde deste domingo, 21, o professor Cezar Bandeira de Mello, aos 73 anos de idade. Há cerca de dois anos vinha enfrentando sérios problemas de insuficiência renal e estava no processo de hemodiálise. Cezar Bandeira, como era mais conhecido, foi professor dos Colégios: Diocesano do Crato, Paraíso, Objetivo e Batista em Juazeiro do Norte, além de muitos outros na região do Cariri. Ensinou muito em cursinhos e deixa um legado profissional enorme no interior do Ceará.

Mais informações logo mais, aqui no BLOG DO CRATO


21 abril 2019

As leis do coração - Por: Emerson Monteiro



São determinações definitivas. Nem adianta querer delas fugir, porquanto de novo haverá só encontros inesperados com a alma lá no seio vivo da Natureza, força que persiste nas águas da imensidão, que tem disso valores que conduzem permanentemente todos os acontecimentos qual fiel da balança da sorte nas forças equilibradas, poderosas, independentes da vontade pessoal dos indivíduos. Normas do destino, equivalem ao curso original de tudo quanto percorre as veias do Destino, semelhantes à Lei da Gravidade, às leis de Newton, ao ritmo do Tempo, às pulsações do coração. Achamo-nos a elas submetidos sem jeito de rever o percurso dos ventos e das cores, porquanto também somos partes dos mesmos elementos, feitos dentro das concepções do Universo inteiro.

Ainda que seja assim, humanos insistem tantas vezes na procura de modificar o que desse modo acontecerá, querendo outros trilhos e nisso mudar a tendência de chegar através da vontade superior, agricultores dos campos do impossível. Quisessem agir de acordo com tais referências da ordem e existiriam bem mais chances de acertar nas roletas da felicidade. Trabalhariam sob as condições favoráveis que regem e dominam.

No entanto, elas já repousam dentro de si, guardadas a sete chaves, na certeza dos argumentos que irão prevalecer ao término das estações durante as eternidades que vagam livres Face aos poderes dessas leis, o êxito vem de prevalecer no trecho final das cenas. Elas, que têm guardadas no íntimo as possiblidades do inevitável.

...

A fim de resumir pensamentos, aqui vale dizer o quanto representam os sentimentos que invés de contradizer as leis do coração podem constituir os meios de renovar as esperanças e aceitar o senso de viver em paz; eis o sentido de aceitar as chances de constituir a Salvação, o que, aliás, está nas nossas próprias mãos, amar e ser amados.

Avianca vai cancelar voos para o Cariri


Ocupação de voos e valor de bilhetes devem atrair aéreas ao Cariri
Fonte: Diário do Nordeste – por bruno.cabral@diariodonordeste.com.br

Antes dos cancelamentos, Aeroporto contava com 35 voos semanais

A média de ocupação dos voos e o preço do bilhetes vendidos saindo do Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes, em Juazeiro do Norte, devem ser os principais atrativos para que outras companhias ocupem o espaço deixado pela Avianca no terminal. A indicação surgiu após reunião de um grupo de empresários e o poder público local, realizada na manhã de ontem (20), na tentativa de solucionar a falta de voos após a companhia anunciar uma série de cancelamentos.

Segundo Michel Araújo, secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Juazeiro do Norte, a ideia é apresentar às outras companhias aéreas um documento mostrando a viabilidade econômica da operação no terminal do Cariri e as oportunidades de investimentos na região.


"Embora a Avianca tenha 17% de participação de mercado no Brasil, em Juazeiro a companhia responde por 65% de participação. E o nosso aeroporto é também o nosso porto", aponta Roberto Celestino, engenheiro mecânico aeronáutico e empresário da região, que também participou da reunião. "Então, vamos mostrar para as companhias que há uma grande oportunidade de investimento, já que a área de influência do aeroporto de Juazeiro atende a uma área que compreende 127 municípios do Nordeste".

De acordo com Roberto Celestino, os 35 voos semanais operados a partir do terminal do Cariri têm uma ocupação média superior a 80%. "É uma ocupação excelente, com boa tarifação, e as passagens não são baratas", reforça. Com a saída da Avianca, Celestino avalia que a prioridade é substituir as frequências para Fortaleza e Brasília. "Temos esperança de que a Latam ou a Gol façam esses voos".

Relações futuras

Sobre a futura administradora do Aeroporto de Juazeiro, a estatal espanhola Aena Desarollo Internacional, que arrematou o terminal cearense juntamente com outros cinco aeroportos do bloco Nordeste, Celestino acredita que haverá mais ligações com o Aeroporto de Recife (principal terminal do bloco) por meio da Azul, que opera um centro de conexões na capital pernambucana.
"No bloco do Nordeste, apenas três dos aeroportos operados pela Infraero apresentam lucro, o de Recife, o de Maceió e o de Juazeiro do Norte. E quando ela (Aena) chegar ao Brasil, vamos mostrar que Juazeiro tem capacidade para receber investimentos e dar retornos satisfatórios", ressalta.

Agenda

"Vamos tentar, já no início de maio, a partir do dia 2, mostrar o potencial turístico e econômico da região", estima o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Juazeiro do Norte, após reunião com empresários e outros secretários municipais, na manhã de sábado (20), para tratar da estratégia para captar novos voos.

"Vamos buscar a Azul, Gol e Latam, o mais breve possível. Mas temos que buscar também o Governo do Estado e o Governo Federal para conseguir essas aprovações".

A partir do dia 25 de abril, a Avianca, que responde por cerca de 65% da movimentação no Orlando Bezerra de Menezes, deixa de operar no Aeroporto. Para Roberto Celestino, com a suspensão dos voos da Avianca, a situação ficou "dramática" tanto para passageiros como para quem utiliza serviços de envios e recebimento de cargas.

Articulação entre poder público e empresários do Cariri visa repor os voos deixados pela Avianca, que anunciou uma série de cancelamentos, após entrar em recuperação judicial.

19 abril 2019

Para você Refletir ! - Por Maria Otilia

Nestes últimos dias tem sido veiculado  nos diversos instrumentos de comunicação, a violação do direito da liberdade de expressão. Enfatizemos o que seja liberdade de expressão: e é o direito de qualquer um manifestar, livremente, opiniões e pensamentos pessoais sem medo de retaliação ou censura por parte do governo ou de outros membros da sociedade.E ainda mais: A liberdade de expressão é um direito humano, protegido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, e pelas constituições de vários países democráticos.Mas parece desconhecer, os membros da corte do STF, que sem nenhum pudor, violam este direito, censurando matérias escritas por jornalistas pelo simples fato de querer deixar no anonimato fatos que supostamente envolvem membros do Supremo.Ferindo desta forma o direito de exercer  a função social da imprensa em divulgar, dar opinião e socializar notícias de interesse público. Para aprofundar a nossa reflexão, posto uma bela fábula que faz uma releitura nesta  época em que muitos querem a volta da "lei da mordaça" vivenciada nos tempos da ditadura.Boa Leitura.                               
                         
 A fábula do leão e da palanca


 Um dia os animais revoltaram-se e expulsaram o ditador. Durante os primeiros tempos tudo correu bem. Até que houve um ano em que as chuvas se atrasaram e o capim começou a faltar.
“Antigamente é que era bom” — comentou uma palanca velha, enquanto roía uma raiz: “Antigamente, no tempo do Rei Leão. A gente apanhava, mas a gente comia”.
Um elefante lembrou que no tempo do Rei Leão as chuvas também se atrasavam, e o capim escasseava. A Palanca encolheu os ombros magros e continuou a protestar: “Antigamente é que era bom!” A partir dessa altura a Palanca passou a responder com aquela frase a qualquer coisa que lhe perguntassem: “Como vai a senhora?” “Antigamente é que era bom!” “Você gosta de samba?” “Antigamente é que era bom!” “O que você pensa da situação na Grécia?” “Antigamente é que era bom!” A frase espalhou-se como um mantra. Até jovens gazelas, nascidas muito depois da queda do Rei Leão, começaram a defender o regresso da ditadura:
“Antigamente é que era bom. Queremos o Rei Leão. A gente apanha, mas a gente gosta”.
A notícia de que havia bichos na savana clamando pelo seu regresso chegou aos ouvidos do Rei Leão. O velho ditador riu-se muito, dando grandes patadas no forte peito, rebolando-se na poeira; riu-se até lhe virem lágrimas aos olhos: “É lá possível! Não podem ser tão estúpidos!” Pensou melhor. Não há nada tão certo quanto a estupidez. Não há nada tão sólido quanto a estupidez. Decidiu então regressar à savana disfarçado de hipopótamo. Precisava confirmar com os próprios olhos, com os próprios ouvidos, a veracidade da notícia. Surpreendeu-se ao encontrar a savana muito melhorada. A bicharada reunia-se para debater, horas a fio, ideias diferentes, e com isso conseguia encontrar boas soluções para os problemas do dia a dia. A seca era grave, sim, mas não havia ninguém morrendo de fome. No tempo dele os bichos morriam de fome até durante a estação das chuvas. Se uma seca semelhante tivesse ocorrido durante o seu reinado metade da população teria morrido.
O Rei Leão continuou o seu caminho e depressa encontrou a Palanca, a qual, por essa altura, já liderava um pequeno grupo de descontentes.
“Afinal o que querem vocês?” — perguntou-lhes o Rei Leão.
A Palanca, que não o reconheceu, tão bem disfarçado estava ele, resfolegou irritada: “Ordem! Autoridade! Antigamente é que era bom!” Uma das gazelas retorquiu que antigamente o capim era mais verde e mais macio. Outra, muito excitada, proclamou que não só queriam o regresso do Rei Leão, mas também dos caçadores.
“Dos caçadores?!” — espantou-se o Rei Leão. Não há nada tão certo quanto a estupidez, voltou a pensar, nem tão sólido, nem tão imenso. A estupidez é mais vasta e mais escura do que a soma de todas as noites, desde o princípio dos tempos. A estupidez é a prova definitiva de que Deus não existe.
“Os caçadores são fofos!” — gritou a gazela, em êxtase. “São fofos! São fofos!” — gritaram as outras.
Aquilo foi a gota de água. O Rei Leão arrancou a fantasia de hipopótamo que lhe cobria o corpo, derrubou a Palanca com uma forte patada e começou a devorá-la. As gazelas bailavam em redor, cantando, “Ordem! Autoridade! O Rei Leão voltou! Viva o Rei Leão! Viva o Rei Leão!”
“E agora?” — perguntou o Rei Leão à Palanca, quando mais nada restava dela senão a cabeça e os curvos e imponentes cornos. — “Agora ainda achas que antigamente é que era bom?”
“Sim, sim, excelência!” — confirmou a cabeça da Palanca, num murmúrio respeitoso. “Antigamente é que era bom!”
O Rei Leão afastou-se, sacudindo desesperado a vasta juba, e voltou para o exílio.
“Pior do que ter inimigos inteligentes é ter aliados estúpidos” — explicou mais tarde aos filhos. — “Por outro lado, a carne dos estúpidos é tão gostosa quanto a dos inteligentes. Assim, se não conseguirem comer os vossos inimigos, comam os vossos aliados. O importante é comerem”.

Autor desconhecido

Algumas palavras mais - Por: Emerson Monteiro


Porquanto há sons que vagam no ar desta manhã e feitos música avançam dentro da gente à busca das respostas, o sentido de tudo que isto daqui percorre as veias do Infinito que nós somos. Trocar sons em palavras que digam o que eles possam dizer. Esclarecer o motivo de andar nesse tempo/espaço, restos de ontem/desejos de amanhã e uma multidão que anseia. Corpos em queda livre ao nada, de olhos fixos nas ausências, esquecidos estão das presenças e das vidas em movimento vindos dalgum lugar.

Isto de saber das Sextas-Feiras da Paixão e perguntar a quê Jesus contar sua história de vencer o mundo e regressar ao Mistério. Corpo filho de Deus à busca da Salvação. Nós, esses corpos em busca da Salvação. E Ele a mostrar ser possível. Percursos interiores dessa longa jornada, vamos nós, de olhos fixos nas ausências, esquecidos, por vezes, das presenças e das vidas em movimento.

O caminho, o amor, o Amor, no coração da gente. Despertar a nossa natureza de libertação do nada, instrumentos de vencer as irreverências desse Chão onde a busca segue leis impostas pelas determinações originais. Preciso que assim seja, cavalheiros andantes das existências, constituímos almas em sonho de realidade pura. Em nós, por isso, o laboratório da verdade que transportamos junto do peito e padecemos os dias quais senhores em formação.

Já foram tantas vivências, padecimentos, equívocos, e seguimos adiante sob o crivo da Razão, pedintes da mesma porta, autores da Plenitude absoluta, porquanto herdeiros do Paraíso. Agora, vencer o passado, limpar a leira e plantar o fruto de esperança em nós. Cá estamos no lugar certo em meio às contingências que compõem o quadro vivo da consciência humana. Reinterpretar o sentimento e rever os caminhos. Minúsculos seres do Universo ilimitado, transportamos a essência do poder da Criação e vivemos a conquista da nossa missão, o instante da mais eterna Felicidade.

18 abril 2019

Cantora lírica cratense, Tatiana Vanderlei, fará concerto neste domingo na praça da Sé

Um dos grandes nomes da música erudita ligados ao Crato é o da cantora lírica Tatiana Vanderlei Figueiredo. Descoberta quando era estudante da Universidade Regional do Cariri (URCA), pela então reitora Violeta Arraes, estudou na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em Curitiba, onde graduou-se em Canto e fez pós-graduação em Performance do Canto Lírico. 



Na Itália, onde mora até hoje, fez mestrado, também em Canto, pelo Conservatório Alfredo Casella, obtendo nota máxima. Dona de uma grande extensão vocal, visto que é soprano coloratura, o mais agudo deste naipe, tem hoje uma consolidada e premiada carreira internacional.

16 abril 2019

Manhãs de sol intenso II - Por: Emerson Monteiro


À busca de respostas, eles viajam seres entre seres, minúsculos fragmentos dos tantos que passam livres na imensidão das noites. Sonhos multiplicam tantas horas de angústia, expectativas, e as histórias cortadas nas lâminas afiadas que sustentam dragões e realidades no correr das existências. Ação em tudo. Só ação de movimento insano. Vontades férreas, no entanto, de ver brilhar o sol constante do desejo de amar e ser amado, que domina as massas humanas. Vagas assustadas das luas e dos olhos presos aos depois, contudo são ferragens nas horas e nas cidades metálicas. Guerrilheiros da felicidade, resistem de todo custo a essas garras do Tempo; sustentam a fleuma de vencer os instintos e chegar aos Céus da realização, independente do que sofram durante o percurso, indiferentes aos custos da festa. Justificam as aparências do quanto lutam até vencer o desconhecido, superar o fugidio. De certeza, padecem da fome de sucesso, do prazer incontrolado e do apego ao chão.

Mas as manhãs igualmente mostram faces radiosas de luz, aves que balbuciam a brisa nas árvores, marulhar dos riachos lá fora; nisso, no palpitar dos instantes, caixas e caixas do invisível percorrem o mar imenso do espaço das palavras e dos sentimentos; a largueza do vazio silencioso, contundente, revira o turbilhão das horas, enquanto a natureza todos conforta e domina. Saber-se existindo e sorver o momento, eis a razão principal de tudo quanto circula nos humanos por vezes alegres, cheios de vida, que saem aos dias frios envoltos no manto dourado que os aguarda. Com isso, em face das fragilidades que ainda cobrem o mais íntimo coração, percorrem as calçadas quase que cientes da Verdade, e mergulham o impossível à cata de pedras preciosas e paz; de alma larga, sentidos ligados aos motivos de pisar a lama desses pântanos, eles descobrem pouco a pouco serem coautores da Libertação que lhes espera logo ali adiante no abismo do Infinito.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

Curso de produção de mudas de pequi é ofertado para produtores rurais de Crato


Com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do pequi no município, a Secretaria de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE, campus Crato, está desenvolvendo um projeto inovador cujo objetivo é a produção de mudas de Pequi na Floresta Nacional do Araripe – FLONA.

Os produtores de quatro comunidades, em sua maioria mulheres, participaram na sexta-feira, 12, e no sábado, 13, no Sítio Cruzeiro, de uma capacitação. O momento reuniu 20 participantes da Baixa do Maracujá, Santo Antônio e Cruzeiro, para aprender com os bolsistas Jouynbert Rodrigues e César Araújo, técnicas de produção do pequi, como processos, higienização, retirada da casca, secagem à sombra, entre outros passos.

 
 Uma das participantes, Margarida da Hora, não escondeu a alegria da realização do curso. Ela e o esposo, Antônio da Hora, já trabalham plantando mudas de pequi, no entanto, eles ainda não conheciam a técnica. Logo na abertura do curso, dona Margarida reforçou o agradecimento a Deus, a Prefeitura e ao IFCE pela concretização de um curso tão importante.

De acordo com a Professora Francinilda Araújo, uma das idealizadoras do projeto, a ideia é fortalecer a cadeia produtiva do Pequi no município e agregar valor para assim garantir a permanência do homem do campo no campo. A pesquisadora destaca a importância do pequi para a gastronomia
e tratamentos terapêuticos. “Esse curso de produção de mudas é a parte mais importante do processo. É a garantia da permanência do Pequizeiro aqui”, afirma.

Segundo o Secretário de Desenvolvimento Agrário e Recursos Hídricos, Zilcélio Alves, o principal objetivo da pasta é trabalhar o fortalecimento da cadeia produtiva do pequi, para isso o órgão e
parceiros incentivam a reflorestação da Chapada do Araripe. Além do curso e a produção de mudas, a industrialização do pequi também faz parte das ações do projeto.

Fonte: Gazeta do Cariri

15 abril 2019

Alienação permitida - Por: Emerson Monteiro


Bem longe disso daqui, em mundos lá distantes no infinito cósmico dos dias, chega de mala e cuia o anseio tosco de se imaginar ainda mais distante. Isto por conta do mau gosto que resolveu taramelar nas pernas dos pontos de encontro da pobre sociedade capitalista que quer dominar o mundo de hoje. Queira olhar isso e veja o que mostram os oráculos em que viraram as televisões e seus filmes esquisitos, de negro extremo, só assunto de causar espanto, e que nem um pouco me interessam, sejam quais forem eles desde que preguem o medo de viajar no tempo. Porque decidi, de alma lavada, escorar nos cantos dos anonimatos o ser ansioso que imprimia vontades de transformação social e que chegou assim troncho, de péssimo gosto, o resultado que oferecem agora. Foram décadas de luta. Horas clandestinas. Porres de esquecer o universo daquelas horas amarguradas. E em que os tais prometedores de revisão do quadro até parece que esqueceram de vez daquilo que antes disseram que fariam depois das possibilidades adquiridas a longas penas. No entanto resolvo deixar de lado o que me apresentam de renovação, e imponho a mim mesmo o forte impulso de esconder a cara nos vagões de bagagem que deslizam rumo ao desconhecido, porém querendo achar meios de alegrar a consciência na busca de valores maiores, fruto da religiosidade que mora dentro de toda criatura. Espécie de apocalipse pessoal, devolvo às eras findas o território da esperança em forma de realização do pensamento em amor aos semelhantes e práticas que acalmam os dentes do animal que impõe as condições sócio-políticas, culturais e ambientais desse momento, o que serve de alimento às feras que fabricam e vendam as armas das guerras fraticidas, corrompem as gerações no uso de drogas, jogos e prostituição, vítimas do desejo insano de nutrir a pouca imaginação que corrói o sentimento feito lama de esdrúxulos pesadelos perdidos no véu das escuridões abandonadas.

Chega, chega de vender a paz a troco de querer acompanhar o ritmo dos vilões que imperam nos teatros da ilusão. Há fortes indícios de tranquilidade quando a gente decide preencher o espaço da existência por meio do gosto bem bom de novos sonhos recentes, na arte de amar e viver a própria vida com carinho possível e claro.

(Ilustração: Colagem, Emerson Monteiro).

14 abril 2019

Duas noticias divulgadas esta semana pela mídia

1 – Deputado diz que Vice-Presidente Mourão concorda: legado de Bolsonaro deve ser mudança de regime para monarquia

Monarquistas iniciam ocupação dos espaços de poder na Capital e planejam para o futuro tornar Brasília a Capital do Império Brasileiro

Fonte: Blog de George Marques

    Monarquistas estão animados com a perspectiva de mudança de regime no país. Durante o II Encontro Monárquico de Brasília ocorrido nesta quinta-feira (12) em um hotel no centro de Brasília, o deputado federal Luiz Philiphe de Orleans e Bragança confessou a cerca de 200 pessoas que o vice-presidente Hamilton Mourão teria concordado com uma mudança de regime do presidencialismo para a monarquia. Segundo ele, esse seria o legado futuro da gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL). Mudança no regime tem que ser o legado.

    Previdência não deixa legado. É isso que a gente tem que fazer. E Mourão concordou”, disse o deputado federal Luiz Philiphe, o 29º da lista para assumir o trono.
Presente no encontro, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) enalteceu os “novos tempos” do Brasil. “Temos um presidente conservador, o ministro Moro, a Damares, o Ricardo Salles, são pessoas diferenciadas, pessoas patriotas com valores diferenciados”.Zambelli elogiou matéria da BBC News, que, segundo ela foi positiva para quebrar o “preconceito” da sociedade contra o movimento monárquico.

Monarquia é o melhor regime

No evento era clara a defesa da mudança de regime do presidencialismo para a monarquia. “Acredito que seja o melhor sistema para resolver as bases da família”, defendeu Zambelli. Para a parlamentar um monarca possui um perfil melhor para “cuidar” do país.
No final de março, um adepto da causa, o procurador Gilberto Callado de Oliveira, foi nomeado representante da sociedade civil no Inep (Instituto Nacional de Estudos Educacionais Anísio Teixeira), órgão responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensimo Médio). “Se o Bolsonaro colocou gente monarquista no governo, significa que ele não tem preconceito. Temos que presenteá-lo. Para instalarmos o parlamentarismo-monárquico, eu acho que a gente tem que se infiltrar em todos os partidos. É uma estratégia de guerra”, disse Zambelli.

2 – Tremula na Avenida Paulista, centro de São Paulo, a bandeira mais bonita do mundo

    No último domingo, dia 7, uma grande Bandeira do Império tremulou sobre a Av. Paulista, em São Paulo, tal qual um farol de esperança em dias melhores, enquanto milhões de brasileiros iam às ruas de norte a sul deste grandioso País, a fim de protestar contra a corrupção generalizada de nossas instituições.

     Muitos monarquistas estiveram presentes nas manifestações, com objetivo de mostrar aos nossos patrícios que não existe solução de longo prazo dentro do atual regime, mas apenas possíveis paliativos, e que somente a restauração da Monarquia Constitucional poderá devolver o Brasil ao glorioso caminho que vínhamos trilhando, e que foi interrompido pela quartelada republicana de 15 de novembro de 1889.

    A Família Imperial apoia integralmente os brasileiros em sua luta – sempre ordeira e benfazeja – por um País melhor, na plena certeza de que devemos promover para o primeiro plano tudo aquilo que nos une, em um esforço comum para soerguer o Brasil, de modo que, restaurados o regime monárquico e nossos valores e tradições perenes, esta possa ser, verdadeiramente e sempre mais, a Terra de Santa Cruz!