29 dezembro 2018

Cultura popular - Por: Emerson Monteiro


Durante esse tempo de tecnologia, quando as expressões artísticas utilizam meios avançados de perpetuar manifestações dos grupamentos sociais, espécie de matéria prima da cultura, ainda existem os que resistem a todo custo tais influências. Heroicas reações ao desaparecimento das memórias originais de famílias, raças, credos, persistem os registros das culturas. Ainda que, no entanto, a fúria dos bens industriais fira por vezes a ponto de eliminar as inspirações, porém a força dessas ações persiste no transcorrer das mudanças inevitáveis daqui do Chão.

Culturas arcaicas que trouxeram ao milênio gestos derradeiros das luzes de antigamente sumiram nalgumas guerras pelos bens de raiz, à gana do petróleo, dos mercados, das águas. Países desfeitos a título de ceder recursos aos mais poderosos veem eliminados das tradições desses valores espirituais da música, das artes plásticas, monumentos, cidades históricas, literatura e sonhos, largados nas ondas do impossível de reviver e de saudades que ninguém vive.

Nisso a importância transcendente das manifestações das pessoas, nascidas do seio dos corações em festa. Verdade que as máquinas guardam e reproduzem páginas e páginas do que antes havia, contudo a fonte primeira seguirá no fruir das produções em série dos meios atuais da comunicação, isto sem a força das presenças, dos momentos, dos sentimento das priscas eras, tudo sob a velocidade dos restos artificiais que sobraram.

Admitimos, todavia, ser assim qual devesse acontecer, vez que as leis do Universo jamais cessam de determinar movimentos e acontecimentos. As lâminas dos dias prosseguem pois; os pássaros insistem continuar trilando nas matas; o Sol a nascer; a Lua nos céus; a existência das criaturas humanas, suas testemunhas, andam face a face com o instinto de sobreviver. Essa extrema disposição dos humanos reflete bem o quanto de verdade há que alimentar os tempos e veremos, um dia, a intensidade do poder absoluto da vida em forma de novas criações e alegria definitiva no rosto do povo.  

Cratense VALDEMIR ROLIM DE SOUSA ( Filho de Valdemir Correia ), recebe comenda Edson Queiroz e empresário do ano no Ceará.










Já diz o velho ditado, que "filho de peixe, peixinho é". O sindilojas Fortaleza outorgou a comenda Edson Queiroz ao empresário lojista Valdemir Rolim de Sousa por ocasião dos 85 anos do Sindilojas. O evento aconteceu no início deste mês de dezembro, na capital do Estado, com a presença de inúmeras pessoas ilustres, mas gostaria de destacar aquele que para o Crato, é sempre um dos filhos mais ilustres, o próprio Valdemir Correia de Sousa, empresário de renome no Cariri, e um dos nossos maiores entusiastas e colaboradores do Blog do Crato. 


Ao amigo Valdemir Rolim de Sousa, a quem carinhosamente tratamos sempre por "Valdemir Filho", enviamos os parabéns por mais esta conquista, ele que há muitos anos vem se destacando na capital Cearense como um dos empresários mais bem sucedidos, é bastante merecedor dessa prestigiada comenda. E vale salientar que o Valdemir Filho, não só herdou o pulso para os negócios, como também a humildade, o coleguismo, uma pessoa que sempre chega junta nos momentos em que os amigos mais precisam. Merece, portanto, todas as honrarias a ele conferidas. Como filho Cratense, nós Cratenses, nos orgulhamos em ver este grande representante da nossa cidade brilhar na capital do Estado. Os nossos mais sinceros parabéns !







Por: Dihelson Mendonça
BLOG DO CRATO




Dom Manoel I, de Portugal, o Venturoso



     Os da minha geração, estudavam e assimilavam – nos antigos livros de História do Brasil – as ações perpetradas, por Portugal, durante o reinado de Dom Manoel,  o Venturoso.  Lembrei-me desse Rei Português,  ao ler o cartão-de-Natal de 2018, enviado pelo  Chefe da Casa Imperial Brasileira, Dom Luiz de Orleans e Bragança.
Armando Lopes Rafael

    “Este ano, o Chefe da Casa Imperial do Brasil, Dom Luiz de Orleans e Bragança, divulgou no seu tradicional cartão-de-Natal,  a grandiosa obra de seu venerando e remoto ancestral, o Rei Dom Manuel I de Portugal (1469-1521), cognominado o Venturoso, em cujo reinado as caravelas da esquadra de Cabral, levando a Cruz de Cristo em suas velas, aportaram no Brasil, e iniciaram nossa História erigindo uma cruz e celebrando uma Santa Missa, o primeiro ato público de nosso País.

     Inspirados na fé e na coragem de nossos maiores, Dom Luiz de Orleans e Bragança está convicto de que, muito em breve, nós, brasileiros, retomaremos as vias gloriosas que nos foram traçadas pela Divina Providência, restaurando nesta Terra de Santa Cruz uma sociedade autêntica e verdadeiramente cristã e monárquica”.

Abaixo a mensagem do cartão-de-Natal, de Dom Luiz de Orleans e Bragança:


  “Ao fim deste ano em que o Brasil vivenciou tantas angústias, mas também vê surgirem novas esperanças, convicto de que os sólidos fundamentos do nosso futuro foram firmemente estabelecidos em nosso glorioso passado, meu coração se volta para o momento em que a Santa Cruz foi pela primeira vez erguida em solo pátrio, como penhor de bênçãos para a nação cristã que então nascia.
Em Portugal, na continuidade de uma plêiade de reis sábios, governava Dom Manuel I, cujo cognome, o Venturoso, foi o prenúncio do destino que a Divina Providência traçara para nossa Pátria, descoberta sob seu reinado.

    Aclamado Rei e coroado em 1495, Dom Manuel I conduziu ao ápice as navegações iniciadas por seus antecessores. Em 1497, Vasco da Gama, com o intuito de propagar a Fé e estabelecer relações comerciais com o Oriente, dobrava o Cabo da Boa Esperança e abria o caminho das Índias pelo mar. Pouco depois, em 1500, Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil, consolidando também para o Ocidente a expansão portuguesa. Dilatar a Fé e o Império: tal foi, na pena inspirada de Camões, o mote dessa Epopeia nacional.

    Enriquecido pelas Grandes Navegações, Portugal atingiu sua plenitude. Lisboa se tornara o grande centro da Europa. Da magnificência desse período ainda hoje nos dão testemunho os deslumbrantes exemplares da arquitetura manuelina.

    Porém, toda essa prosperidade e esse esplendor, que desordenados facilmente poderiam se tornar germe de degeneração, graças à prudente política de D. Manuel estavam orientados ao serviço de Deus. Exemplo dessa orientação foi a célebre embaixada por ele enviada ao Papa Leão X, que tanta impressão causou à Cristandade de então, e que significou um verdadeiro ato de submissão à Igreja e ao Vigário de Cristo.

    Relevantíssimo do reinado de D. Manuel foram igualmente as Ordenações Manuelinas, que marcaram profundamente o Direito português e brasileiro.

    No quadriênio que nos separa do Bicentenário de nossa Independência, sirva a recordação dos tempos do Rei Venturoso, tempos da mais tenra infância da nação brasileira, de inspiração para todos os que desejamos uma autêntica realização de nossa pátria.

    Que o Brasil retome assim, encerrados os tormentosos últimos anos, a trajetória de harmonia e de grandeza que lhe está reservada nos desígnios da Divina Providência.

    São essas as intenções que terei diante do Santo Presépio, na noite de Natal, rogando ao Divino Infante, pela intercessão da Santíssima Virgem e de São José, pelo Brasil e por todos os brasileiros. E que o ano de 2019 venha a ser um novo marco em nossa história!”