04 novembro 2018

As luzes do caminho - Por: Emerson Monteiro


Que outro ser seremos nós diante do todo imenso que descortina os dias? Pequenas fagulhas em processo de libertação, isto somos já agora ainda menores do que preveem as pretensões humanas. Restos, pois, de natureza que conduzimos vida afora, farnéis de ansiosos sonhos e repasto de gigantes em desafio, olhos abertos ao tudo em constante movimento, tão só observamos os raios de sol que iluminam a estrada de infinitas surpresas e prósperas realizações. Seres consequentes, isto somos, há destinação no que agimos, sempre. Entes dos ideais da Existência, tangemos nossos próprios rebanhos, os pedaços de si e os destinos.

Tais viajores das ondas do tempo, deslizamos pela história que ultrapassa limites e valores, e queremos usufruir das condições intransponíveis de conhecer a que viemos e sustentar a barca nos terreiros do céu imenso.

Alguns lançam corpos inteiros na sede do prazer, o que satisfazem de imediato os sentidos. Apreciam excessos e disso têm alternativa. Largam a herança de tempo a que se sujeitam tão só no apego dos instintos. E quem pode julgar, conquanto a isto possuem força de fazer? A quem dizer que ajam diferente, que plantar é colher a pátria do futuro? E o que disséssemos, quem ouviria sem querer ouvir?!

Vez pisar nas leiras do sacrifício e conter os apetites do chão, o que dói e judia, poucos sabem quando a tanto experimentam fazer dessa opção. No entanto veem assim o prêmio das vitórias e as flores da estação daqui a pouco. Raros, contudo, aceitam pagar de bom grado esse preço que lhes ensinam os santos nas suas doações de tudo ao senso único da Iluminação definitiva. Olham de lado, adiam as decisões de vencer a si e dominar o fugidio. Oportunidades as temos, entretanto. Nisto andamos à busca do Sol.