28 outubro 2018

VENCENDO OU NÃO, ESTAMOS MAIS FORTES DO QUE NUNCA ! - Crônica ao povo Brasileiro - Dihelson Mendonça


Em toda a minha vida, ( Hoje com 52 ), eu nunca me encontrei em uma maratona em que se pretendeu tanto "SALVAR O BRASIL" como batalhamos arduamente durante essas eleições. Já fui petista e militei muito para que o Lula fosse eleito, aliás, inúmeras vezes, quando ele não tinha nem onde cair morto; Passei noites acordado lutando pelo PT; Depois constatei a maior fonte de roubalheira e corrupção que esse partido se tornou. Estava eu iludido, achando que ele nos salvaria do FHC e de tantos outros. Os "aloprados" subiram ao poder e se locupletaram. Eu me enganei, mas a esperança de ver um novo Brasil nunca morreu. Eis que nestas eleições vi a cara daqueles que antes lutávamos contra, todos juntos: FHC, Sarney, e então eu compreendi que toda aquela briga era de fato, uma mentira. Eram briguinhas de faz-de-conta pelo poder.

Quando esse "gaiato" do Bolsonaro, um "louco" apareceu como um garoto travesso, independente, de um partido que sequer eu tinha ouvido falar, sem contar com o apoio de quase ninguém de prestígio, apenas se baseando nas redes sociais, pensei: "Isso é um doido", mas aos poucos, ele começou a falar em coisas que sintonizavam com o meu desejo de restaurar o Brasil: Rever o estatuto do desarmamento; Defender que o lugar de bandido é na cadeia e o povo é pra voltar a andar nas ruas seguro; Que é preciso acabar com essa esculhambação que reina nas universidades, essa PESTE que se espalhou pelo Brasil, onde não se respeitam mais as pessoas, que pixam os muros, pixam as casas, pixam as universidades, fazem um verdadeiro CABARÉ. "Isso tem que acabar ! Tem que haver órdem para haver progresso"...

Então, eu vi que esse "louco" falava a minha língua, e mais uma vez me dediquei de corpo e alma ao velho ideal de ver este país mudado. Não sei se ele vai vencer ainda, pois são 17:18 agora, do dia 28 de outubro. Se ele vencer, que faça um excelente governo, que cumpra TUDO que foi acertado, porque daqui a 4 anos vai haver eleições novamente, e eu ( e muita gente ) já estou cansado de ladrões, de corruptos, de mentirosos, de filhos da puta que existe na política e até entre esses que se dizem meus "amigos". Então, se o Bolsonaro vencer, e se ele não cumprir o que prometeu, eu serei a primeira pessoa a ir para as fileiras nas ruas a ajudar a dar um pé na bunda dele também, porque o Brasil não suporta mais isso.

Na verdade, pensei numa pessoa de direita, diferente; Um cara letrado, poliglota, de boas intenções, de alta capacidade intelectual e de bom gosto artístico. Infelizmente, de direita, o Bolsonaro foi só o que conseguimos ( rsrs ). Mas entre esse "bozo" e o LIXO da esquerda, que já vimos, prefiro experimentar o novo à certeza do roubo. Se ele perder, não voltamos à estaca zero, sabe porquê ? Porquê nunca em toda a história do Brasil houve uma campanha mais linda, mais bela do que essa que fizemos para o Bolsonaro. A dívida para com o povo é grande.

A parcela da população que não aguenta mais o PT agora é igualmente grande, e ao longo dos últimos anos ganhamos muita força. São enormes as manifestações de verde e amarelo nas ruas pelo país. Eu tenho pena de quem ficar no nosso caminho, porque iremos cobrar, da mesma forma que cobraremos quem quer que vença. Aliás, este novo movimento precisa ser independe do presidente eleito.

Por isso digo agora, antes de saber do resultado, ( para alguém não dizer que escrevi depois de saber ), que vencendo ou perdendo, hoje o Brasil está mais forte do que nunca. Nunca estivemos tão unidos em dezenas de grupos de 500 mil pessoas da direita cada um ( milhões de pessoas ). Nunca estivemos tão determinados a construir um país de primeiro mundo, que pareça mais aos Estados Unidos e ao Japão do que as ditaduras como Cuba e Venezuela. AQUI É O MEU PAÍS. E eu quero um dia vê-lo desenvolvido, e dizer às futuras gerações que leem esse texto, que lutamos bravamente por isso, sem descansar e sem esmorecer.

Que a verdade prevaleça, que um dia o Brasil acerte o seu caminho, como tentamos mais uma vez acertar agora. Se errarmos, foi tentando acertar, e sempre tentaremos corrigir os erros na próxima. A vida é um eterno aprendizado, e a nossa esperança de ver o Brasil um país digno, com desenvolvimento, com órdem, com educação, com segurança, com saúde e livre da corrupção jamais perecerá. Temos a certeza do dever cumprido e a consciência limpa. E isso é o que importa.

( Dihelson Mendonça, 28 de outubro de 2018 ).



O silêncio do tempo - Por: Emerson Monteiro


Das grandes ansiedades humanas, por demais enigmáticas, uma delas é desvendar o futuro. Ao movimento constante de esferas harmoniosas, o tempo transcorre inevitavelmente força descomunal, silenciosa, energia de proporções inigualáveis, e pulsa em tudo, desde as estações do ano ao canto melodioso dos pássaros nas matas. Por vezes em síncopes inevitáveis, surpreende expectativas e acontecimentos, e reverte histórias, condições e valores sólidos. O Tempo, este senhor da Razão, ente respeitado de qualquer cultura, deus poderoso, pastor e dono das prendas e marés, que pare e devora as próprias crias; Cronos, dos gregos; o Sol, a percorrer os céus; Shiva, dos hindus.

Enquanto que recebe e devolve as ações dos indivíduos, exerce seu papel principal no reino da Criação, mecanismo de ação e reação, da Justiça e da Fortuna. Assim, espectadores privilegiados das maquinações do Tempo, dotados de visão e percepção, os humanos tão só transitam diante dos antigos passos, tais atores secundários e obedientes, parceiros desse pai que, da calma aparente dos bastidores, rege dali o tropel cadenciado das horas.

Nisso, resta atender aos ditames do mecanismo ao qual pertencemos, figuras da paisagem, mesmo dotados do furor das imaginações e do desejo, na febre dos frágeis domínios. Poucas interpretações chegam a compreender verdadeiramente o mistério desse autor maravilhoso que a tudo contém. Saberes muitos e os instintos da investigação olham de lado sua presença que significa o propulsor das existências e dos seres. Apenas um solene e suave deslizar de eras, sujeitos e objetos, perpassa o cenário numa espécie de luz que alumia e apaga, a fluir intermitente nas frações, durante o que anotamos  qualidades do que ele deixa existir a cada momento. 

Tempo de que somos parcela e nem disso percebemos com uma total clareza, dele dependentes e repasto; escravos e senhores; moléculas e fragmentos. Luz das almas, pois, o Tempo, de que somos visão e audição, na paz do silêncio contundente e da condição sob que vemo-nos submetidos bem de longe, a ele reverenciamos através das nuvens que cumprem os desígnios da sorte nos painéis do Infinito.