16 setembro 2018

Paz que vem de dentro - Por: Emerson Monteiro


Navegar esses mares imensos quando o sonho é a realidade e a realidade é só sonho. Vagar pelas galáxias e desvendar o quanto de mistério resta bem guardado nas estrelas e no coração; mergulhar oceanos de profundidades abissais... Naves únicas da presença de viver.

Tal e qual as aventuras humanas, lá um dia saíram todos à procura do fogo e descobrirão as cavernas do ser, espécie de percepção de uma primeira consciência, indício inevitável das camadas superiores ali dentro, depois das tantas agonias desfeitas em tantos nada. Isso perante uma tarde ao fim, durante a despedida melancólica do Sol no poente. Olhos postos nos farelos desses antigamente, quantas dores ficaram ali siderais abandonadas, motivo sincero da alegria de agora chegar à calma dos que revelam novos segmentos e querem dominar as fibras do sentimento.

Filmes, pois, das memórias somadas que indicam o prêmio da persistência no querer, os desejos incontidos gritam das origens que carecem da vontade no prosseguir fortemente rumo à essência do único pouso consistente diante de tudo, e que descerá nas quedas do desaparecimento e da ilusão de antes erguer aos infinitos o Eterno. Contemplar apreensões do desespero e sorrir além da inexistência.

Era este um ser em movimento, valores na elaboração das horas em simples felicidade. Nisso contemplar as sombras da caverna inda fria do labirinto, tocar às levezas nas mãos do passado e continuar através das notas da canção, sabores de viver em harmonia das certezas de possibilidades intensas.

Nos toques perpendiculares da luz nas folhas, os raios do dia adormecem penitentes ao sabor só de poucos, até então que regressem a mundos conhecidos em nova consciência. Será, no entanto, o padrão da libertação bem logo mais, na medida em que acalmem o senso de achar as pérolas e as razões de estar aqui. Nessa ocasião esplêndida, os frutos dourados da perfeição lhes tocarão os frutos da paz e reverterão processo de céus, terras e mares na descoberta de um Si definitivo.