08 setembro 2018

O Cratense Valdemir Correia vence em terceiro lugar em uma pescaria na Argentina, diante de 33 participantes



Olá, amigos do Blog do Crato, acabo de receber a notícia através do amigo Valdemir Filho, que, continuando as comemorações do octagésimo aniversário do seu ilustríssimo pai, o Cratense Valdemir Correia de Sousa, participaram de uma pescaria no Rio Paraná, na província de Corrientes, na Argentina, mais precisamente na cidade de Itá-ibaté, onde, neste sábado, ( 08/09 ), dentre um grupo de 33 participantes e 11 barcos, venceu em terceiro lugar na competição. A pescaria foi um convite da empresa GAZIN, uma das maiores fábricas de colchões e estofados do Brasil, em comemoração aos seus 80 anos de vida.

Seguem algumas fotos do evento, enviadas pelo próprio Valdemir Correia, para deleite dos seus amigos e admiradores.




Blog do Crato


O labirinto das palavras - Por: Emerson Monteiro



Formadas de letras vivas, as palavras são elas a música da alma. Abrem espaços entre os pensamentos e encaixam sentimentos partilhados da gente com a gente. Cavam trincheiras profundas no seio das criaturas, ou permitem longas caminhadas dois a dois pelas estradas deste mundo. Nas dobras das esquinas do astral, ali percorrem à busca de descobrir o jeito maior da entrega aos valores supremos, na disposição de viver em comum no leito quente da Verdade mais plena do absoluto.

Bem ali nessa visão das eras intermináveis e descobertas, bem ali, ou aqui, vicejam os sonhos do Ser. Quais simples instrumentos de nós, somos estes seres em potencial, formas da concretude e de todos os desejos possíveis e imagináveis. Enquanto que deixamos cair o véu das inocências, ainda assim sobreviveremos diante do Eterno. Meros joguetes das aparentes liberdades, vaquejamos a Liberdade, afeitos aos farrapos da descrença, ou depositários da luz em forma de animais, eles se superam.

Destarte, temos todos estes quais momentos de lucidez dolorida perante os apetites nefastos das ganâncias, anjos largados às feras em bando nesse labirinto de palavras e pensamentos, sinfonias e canções de tocar os corações. Pássaros insólitos, vagamos soltos no Infinito entre as estrelas e os versos, emparedados, pois, neste chão de almas, temidas e tementes, trocamos de passos aos pés do Criador da Consciência. Por vezes vacilantes, contudo emocionados nas pequeninas ações dos dias, esquecidos na sorte para sempre, batemos as portas da Felicidade feitos aprendizes.

Naves esquecidas

deste céu de emoções inesperadas, tangemos o barco ao fluir das ondas, olhos abertos aos instintos, no destino da realização, individualidades, micro-organismos vestidos de tempo, durante o que festejamos as palavras. As palavras que, sim, são livres, e nós só quase libertos à procura do Amor. O resto disso é a aventura intensa nos campos da possibilidade sem fim de achar a Perfeição.

Mensagem do Chefe da Casa Imperial do Brasil neste dia 7 de setembro



 Meus muito caros Brasileiros,

   Completam-se hoje 196 anos de quando, às margens do Ipiranga, meu tetravô, o então Príncipe Regente Dom Pedro, com o brado de “Independência ou Morte” proclamou nossa autonomia em relação a Portugal. E, assim, encorajado pela Princesa Dona Leopoldina e José Bonifácio, nos legou um País de dimensões continentais, com uma enraizada convicção de unidade nacional. Pouco depois o Brasil assistiu jubiloso à Coroação de seu primeiro Imperador.

    Transcorridos quase 200 anos desde o brado do Ipiranga, o Brasil atravessa a mais grave crise de sua História; as instituições estão desmoralizadas, os homens públicos, salvo raras e honrosas exceções, acumulam escândalos resultantes de inimagináveis esquemas de corrupção, e não faltam aqueles que, oportunistas, semeiam discórdia e o desconcerto, alimentando tanto ideias de soluções mágicas e imediatistas, quanto até mesmo retomar um fracassado projeto de inspiração socialista, contrário à índole cristã, laboriosa e cordata do nosso povo, que levaria nossa Pátria a experimentar os sofrimentos vividos por tantos de nossos irmãos latino-americanos, reféns de regimes ditatoriais.

     São esses os resultados de 128 anos de uma malfadada experiência republicana. Surgida do golpe de Estado de 15 de novembro de 1889, a República tem, paulatinamente, causado a deterioração de tudo aquilo que há de melhor no Brasil. Nossos valores cristãos são espezinhados em todos os campos: a instituição da família tem sido triturada, a economia sufocada por um Estado hipertrofiado, daí resultando o crescente cerceamento da propriedade privada e da livre iniciativa, e os recursos naturais, a bem dizer inesgotáveis, com os quais a Divina Providência nos abençoou tão ricamente, são mal aproveitados, quando não sequestrados.

    Mas, “Deus não abandona os seus”! Recentemente os brasileiros saíram às ruas bradando “nossa bandeira é verde e amarela”, “quero o meu Brasil de volta”, enxotando uma “seita vermelha” que se havia apoderado do poder. E bandeiras do Império eram vistas com simpatia nesses levantes patrióticos... Há uma sadia reação do Brasil autêntico, do Brasil real que quer manter-se fiel às suas origens ocidentais e cristãs.

    É, portanto, com especial satisfação e esperança que vejo um número sempre crescente de nossos patrícios afluírem às fileiras da luta benfazeja, sempre dentro da ordem e em observância à legislação vigente, pela restauração da Monarquia Parlamentar e Constitucional em nosso País. Esses brasileiros, em sua maioria jovens, que ocupam os bancos escolares e universitários País afora, reconhecem as glórias do nosso passado monárquico e discernem, nos princípios que inspiraram a ordem e o desenvolvimento naquele período histórico, a solução para a imensa crise que se abateu sobre o nosso querido e hoje tão sofrido Brasil.

    Como Chefe da Casa Imperial do Brasil, herdeiro e guardião do grandioso legado deixado pelo Rei Dom João VI, pelos Imperadores Dom Pedro I e Dom Pedro II e pela, por três vezes Regente, Princesa Dona Isabel, cônscio de nossa missão histórica, continuo, juntamente com toda a Família Imperial, pronto a servir à Pátria. Mesmo na vigência do regime republicano, estamos dispostos a zelar pelo bem do Brasil e pelo povo brasileiro, pois sabemos que temos pesadas obrigações para com o nosso País, devendo sempre trabalhar por sua grandeza, em qualquer campo e em qualquer momento em que isso nos seja solicitado.

    Que Deus Nosso Senhor nos preste Seu auxílio, e que Nossa Senhora Aparecida, a quem Dom Pedro I consagrou o Brasil como sua Rainha e Padroeira, guie nosso povo na concretização dos anelos de grandeza cristã que palpitam no coração de todo verdadeiro brasileiro.

São Paulo, 7 de Setembro de 2018

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil