03 setembro 2018

O fazer religioso - Por: Emerson Monteiro


Antes dissera que a religião do homem é o próprio homem, também isto segundo as afirmações de Rabindranat Tagore, o poeta indiano, a base do seu livro A religião do homem. Este conceito permite fácil chegar à intenção do que pretendo aqui desenvolver, de ser a pessoa humana autor da crença e da prática da crença a um só instante. Faça o que digo e faça o que faço. Muitos, porém, agem a desacordo daquilo que prega; afasta com isso os possíveis seguidores, assustados na inautenticidade dos religiosos que desfazem do que afirmam, e exercem papel de adversários do que ensinam.

Portanto há importância soberana da boa prática no exercício das orientações trazidas nas filosofias (modos de agir) dos ensinamentos de que muito precisam, sobremodo nos dias de agora, época de barcos sem rumo a vagar nos mares revoltos da descrença.

Mais que nos idos antigos, os humanos pedem asilo nas crenças, fruto da carência do conforto moral e espiritual. Aportamos em praias convulsas, durante as tempestades que produziram séculos de materialismo, eras de egoísmo por demais indiferentes às dores de povos e nações mundo afora. Isto quando a população cresce demasiado nos países bolsões de pobreza espalhados nesta Terra.

A busca religiosa, o senso de inesperado, da fé nos valores eternos e espirituais, revela o desejo ardente de todos a revelar o Norte da espécie, conquanto demasiadas angústias e um vazio sem precedentes parecem dominar as famílias. O invisível sempre norteou os princípios e as crenças, por vezes ainda em nível primitivo, grosseiro, bárbaro. No transcorrer dos tempos, no entanto, houve aprimoramento das respostas e a qualidade das religiões refinou os conceitos, ocasionando escolas bem melhores na interpretação dos valores da Eternidade. Face disso, a qualidade dos líderes religiosos passou a exigir maior servidão aos ensinamentos e práticas. Jamais seremos os mesmos depois das soluções trazidas pelos grandes mestres da História. Há que se saber praticar o que resumem as crenças, por meio da Verdade, sob pena do desaparecimento dos que deixarem de lado a prática fiel do Bem que desejam ensinar.

Incêndio destrói o Museu Nacional, no Rio


Os bombeiros controlaram por volta das 2h da madrugada desta segunda-feira (3) o incêndio de grande proporção que atingiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, zona norte do Rio. Equipes permanecem no local para fazer o trabalho de rescaldo.

O fogo começou por volta das 19h30 deste domingo (2) depois que o local já havia encerrado a visitação. Não há informação sobre vítimas.

O combate ao fogo foi prejudicado por falta de água nos hidrantes próximos ao edifício. O combate às chamas foi feito com o apoio de caminhões-pipa e água de um lago dentro da Quinta da Boa Visto.

O palacete imperial não tinha sistema de prevenção de incêndio. O Museu Nacional, mais antigo do país, comemorou 200 anos em junho. Ele é subordinado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ( e vem passando por dificuldades geradas pelo corte no orçamento para a sua manutenção.

Desde 2014, a instituição não vinha recebendo a verba de R$ 520 mil anuais que bancam manutenção. O museu tinha em seu acervo mais de 20 milhões de itens.

Entre os destaques do acervo estão a coleção egípcia, que começou a ser adquirida pelo imperador Dom Pedro I, a coleção de arte e artefatos greco-romanos da Imperatriz Teresa Cristina, coleções de Paleontologia que incluem o Maxakalisaurus topai, dinossauro proveniente de Minas Gerais e o mais antigo fóssil humano já encontrado no país, batizado de “Luzia”.

Também conta com outros tesouros, como o maior meteorito encontrado no Brasil, batizado como ‘Bendegó’ e que pesa 5,3 toneladas.

O vice-diretor do museu, Luiz Fernando Dias Duarte, afirmou sentir um “desânimo profundo” e uma “raiva imensa”.

“Todo o arquivo histórico, que estava armazenado em um ponto intermediário do edifício, foi totalmente destruído. São 200 anos de história que se foram”.

“Incalculável para o Brasil a perda do acervo do Museu Nacional. Hoje é um dia trágico para a museologia de nosso país. Foram perdidos duzentos anos de trabalho, pesquisa e conhecimento. O valor para nossa história não se pode mensurar, pelos danos ao prédio que abrigou a família real durante o Império. É um dia triste para todos brasileiros”, afirmou o presidente Michel Temer em um comunicado.

Fonte: G1
Via Blog do Crato