24 agosto 2018

Mudaram os tempos? Por Armando Lopes Rafael



  Vale a pena compartilhar as palavras proferidas pelo Prof. Sidney Silveira, num desses muitos “encontros monárquicos” que vêm sendo realizados, ultimamente,  neste nosso Brasil continental.     Afirmou ele:

“A vanguarda, hoje, é ser ‘reacionário’; é olhar para o passado, com a coragem de afirmar valores que não são os que, hoje, contemporaneamente, predominam ”.

   Observa-se, e isso está nas mídias e redes sociais, que, no Brasil, voltou-se a reviver, e agora com maior intensidade – principalmente entre os jovens – um anseio, melhor dizendo, uma difusão de um ideal, buscando o retorno à forma de governo, inopinadamente interrompida há 128 anos, quando a nossa Pátria – que era uma grande família com um destino comum e bem definido a cumprir – respirava o ar de uma honrada e respeitada monarquia.

   Em plena segunda década do século XXI, em meio à saudade de quando, no nosso país, as coisas davam certo, paira no ar uma pergunta que não quer calar: Valeu a pena o Brasil ter sido transformado numa República?

   A verdade é que o brasileiro comum está cansado dessa instabilidade política que tomou conta do nosso país; está saturado com os sucessivos escândalos e decepções vindas das atuais lideranças políticas e administrativas; está perplexo (para usar um termo suave) com essa crise permanente causada pelos partidos políticos e por parte dos nossos homens públicos; pessoas sem credibilidade e que não representam a maioria da população brasileira. O brasileiro cansou da violência que tomou conta da nossa nação. Exauriu a paciência com a péssima saúde pública, com a deficiente educação pública, com o caos da segurança pública que nos são ofertadas pelos governos.
     Ou como se diz comumente: nossas crises chegaram ao fundo do poço...

Imperador Dom Pedro I ganha busto em 3 D


     No próximo dia 5 de setembro, o Museu Histórico Nacional, localizdo no Rio de Janeiro, receberá o primeiro busto de Dom Pedro I impresso em 3D, a partir dos resultados obtidos no projeto de reconstrução facial forense independente, coordenado pelo Doutor em Direito e Cavaleiro da Nobre e Pontifícia Ordem de Cavalaria do Santo Sepulcro de Jerusalém, Prof. José Luís Lira.
      José Luís Lira adquiriu os direitos da imagem do crânio do Imperador Dom Pedro I, de autoria do fotógrafo Mauricio de Paiva (da Revista National Geographic), com análise pericial do legista Dr. Marcos Paulo Salles Machado, chefe do Serviço de Antropologia Forense do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro e execução do Designer 3D Prof. Cícero Moraes, renomado na área de reconstrução facial no Brasil e no mundo. Tudo com a autorização expressa da Casa Imperial do Brasil, nas pessoas dos Príncipes Dom Luiz de Orleans e Bragança e Dom Bertrand de Orleans e Bragança.

     O busto foi feito pela empresa dOne 3D, de Ribeirão Preto (SP), que imprimiu a face em impressora 3D. A máquina demorou 75 horas para concluir o busto, que ficou com 40 centímetros de altura. A artista plástica Mari Bueno, de Sinop (MT), realizou a pintura do busto, num processo com várias camadas de tinta e boa secagem de uma camada para a outra para garantir a permanência e maior proximidade com a realidade.
     O Museu Histórico Nacional se preparou para receber a valiosa peça que ficará em exposição permanente. A abertura da Exposição se dará nas comemorações à Semana da Pátria, no dia exato em que, há 196 anos, 5 de setembro, o Príncipe Regente Dom Pedro deixou São Paulo seguindo para o Rio de Janeiro e nesta viagem proclamou a Independência do Brasil.
O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Braganca, à esquerda,  recebe
do Prof. José Luís Lira a foto com o verdadeiro rosto do
Imperador Dom Pedro I.