11 agosto 2018

Amplidão - Por: Emerson Monteiro


Nalgumas dessas paisagens que vêm assim cheias de letras e palavras e imagens nalgumas delas há repetições de títulos, o que leva a mudar noutros a fim de chegar mais perto de contar as visões do interior dos túneis internos os corredores da alma da gente. Isso de querer falar o que todo mundo sente e também quer dizer e diz ou não diz de vez em quando. Na vontade incontida, pois, do trabalho da expressão delas das palavras nascem outros nomes de forma insistente do ato de narrar os acontecimentos das moléculas nas células, e dessas nos elementos do corpo através dos sentidos, busca de ampliar o ímpeto e reverter o quadro harmonioso do silêncio em outros quadros, jeito de sobreviver ao instante e narrar os acontecimentos interiores. Foram inúmeras as oportunidades de calar, porém do outro lado existem os que também querer conhecer o que ocorre dentro dos demais, nos sobressaltos dos caminhos e das histórias.

Diversos abrigos escondidos nas pessoas vagam decerto soltos nas prateleiras do mundo em gestos de papel, de sinais expostos ao vento do desaparecimento, convites ao sentido de procurar o sentido nos objetos e nos corpos em constante movimento. Eles, os pensantes humanos, nós, enfim, trocam de postos a todo dia, insetos fervilhantes nas letras em ação. Novecentos e sessenta e tantos suspiros viraram nisso literatura atirada nas calçadas do firmamento, e as perguntas continuam persistentes. Umas indagam da razão de estar aqui; outras o valor do perdão; as dores do espanto aberto dos corações enamorados; as nuvens que circulavam o sentimento dos poetas e dos heróis nas lendas; os vastos campos da compreensão que pedem maiores interrogações face ao desamor que circula nos presídios e nas fugas da culpa; por isso além de querer contar e levar adiante o impulso das gestas, vem daí alvoreceres dos poucos esquecidos deixados fora da sorte que ainda impera na força do pensamento a vencer as visões fantasmagóricas da ignorância. Ampliar nalgum lugar a consciência em atitudes de purificação dos seres que abrem os olhos pouco a pouco à visão do Paraíso.

A pátria da libertação - Por: Emerson Monteiro


Quando você conquista o coração, ele se torna ponto importante em tudo. Obtém êxito em conhecer e morar na terra da Salvação para sempre. Conquista o desejo de dominar o mundo e domina o mistério da Criação no íntimo da alma; nisso vive o eterno dos sonhos, o interior da presença. Queira e vencerá o mundo de dentro, aonde imperavam instintos desde os começos da pessoa humana. Reverte com isso o quadro de enxames das velharias que antes prevaleciam e que agora nem de longe interessa que tenha o mínimo de importância no jogo das contas de vidro do tempo. Querer tal fator de sobrevivência e razão de tudo quanto há eis o conquistar do coração.

Bom, falar de conquistar o coração... O que é? Que é o coração de conquistar? Sede essencial dos valores desta vida, tem no entanto explicação noutros níveis de consciência. Além da carne existe uma vida que continua quando esta daqui termina. É o túnel de chegar a esse território novo da libertação depois da matéria; é o coração. Espécie de passagem secreta, ele conduzirá a Deus.

A rendição ao equilíbrio do Universo tem ali o instrumento da sua realidade, isto na essência, o Ser real da criatura. Sol de luminosidade intensa, permite a transformação dos solitários animais de existência ocasional em fonte perpétua e júbilo. Isto enquanto acontece a aceitação definitiva da verdade, marca indelével da paz. São, por isso, muitas luas no céu, fogueiras mil e esforços contínuos de aceitação até galgar a percepção que aspirava.

Deixar de lados todos os chamamentos que dispersavam a visão tão só nos apelos deste mundo, à busca do setor próprio da alma da gente. Pois exatamente nesse princípio que vem de ser compreendido é que habita o coração qual sentimento, gosto de viver com arte o Amor.