27 julho 2018

Interpretações - Por: Emerson Monteiro


Andar pelo território da alma da gente e descobrir gradualmente a que leva a peregrinação das existências. Palmilhar entre as pedras de si mesmo os calvário da libertação. Descobrir aonde nos leva a viagem de tantos milênios transcorridos nas civilizações pela reencarnação. Revelar os mistérios de conhecer com lucidez e iluminar os refolhos das sombras que carregamos profundamente vidas afora. Enfim interpretar os ditames das possibilidades através das próprias incursões aos pousos distantes do objetivo de andar e construir o mundo nas cordilheiras da espiritualidade, o que nos é dado fazer tal missão fundamental de tudo quanto há no Universo inteiro. Nós, os parceiros diretos da Criação e copartícipes da divindade.

Sim, isto de interpretar os mínimos detalhes do itinerário da Salvação por meio dos caminhos da consciência em movimento, a isto aqui nos vemos. Matérias primas da edificação cósmica das espécies ao Infinito, vimos tocar em frente o destino dos elementos em comunhão nos humanos, o campo de ensaio da totalização do Ser. Segredos por excelência, o Poder assim estabelece a inteligência em desenvolvimento no quanto de equilíbrio necessário à iluminação das nebulosas dos céus da experiência.

Doutrinas oferecem os instrumentos de resolver o conflito essencial das duas metades que nos formam e nelas equacionamos a vontade. Aprender na atividade efetiva da razão e da emoção, recursos de conciliação entre essas funções estruturais de tudo, nas luzes da Natureza. Bem no imo do coração, ali se inscreve a caligrafia de Deus. Imortais modeladores, pois, das certezas eternas, somos os artífices da Perfeição. Conhecer e trazer à prática fiel, eis o espaço a transitar, transmutar, transcender...

Ninguém, senão nós, a responder o enigma dos tempos. Em ninguém mais, senão em nós, o destino das gerações traçadas no teto do firmamento, astros entre os astros, filhos diletos da sublime felicidade, autores e senhores da árvore do Amor.