24 julho 2018

Algumas considerações sobre as privatizações – por Armando Lopes Rafael (2ª parte)



Em palestra feita semana passada, para empresários cearenses, o economista Paulo Guedes (assessor de economia do único candidato da direita à Presidência da República, nas eleições deste ano), demonstrou que em junho de 2019, a dívida pública chegará à cifra de R$ 4 trilhões. Ele foi taxativo: “Ou se muda urgentemente o regime fiscal do Brasil, ou nosso país será inviabilizado como nação”.

     Paulo Guedes disse que a privatização das empresas públicas deficitárias é uma medida para ontem. Chegou a nominar uma delas: “Por que manter estatal os Correios, uma empresa que entrega com dois meses de atraso uma carta postada do Sudeste para outras regiões brasileiras”?

    O reconhecimento de que o Estado brasileiro não é capaz de gerir bem suas empresas, fez voltar à tona, entre a população brasileira, o tema das privatizações. Considere-se, ademais, que as grandes estatais brasileiras foram saqueadas – durante os últimos governos federais – financiando   megas esquemas de corrupção, fatos amplamente divulgados pela mídia. Essas estatais, além de fornecedoras de propinas para os políticos corruptos, tornaram-se deficitárias e sem competitividade. 

    Já as empresas privadas são eficientes na gestão dos seus recursos e são as geradoras dos novos empregos no Brasil. Basta lembrar o serviço de telefonia – a Telebrás – que era um paquiderme estatal e quando foi privatizada deu um salto de qualidade, graças a entrada de investidores privados no mercado. Hoje a imensa esmagadora dos brasileiros possuem telefones celulares. No passado era uma minoria que tinha esse privilégio. Hoje, sem burocracia, em 10 minutos, quem quiser adquire um novo telefone celular. No passado, os brasileiros entravam numa fila e demorava até um ano para poder comprar o ansiado aparelho.

     O mesmo aconteceu com as companhias de energia elétrica pertencentes aos estados brasileiros. Algumas eram até deficitárias, mas voltaram a dar lucros após a privatização. É o caso da Vale e da CSN. Hoje, ambas, ao invés de sugarem recursos públicos, geram em impostos mais receita à União do que quando estavam sob controle do atrasado Estado republicano brasileiro. Isso é fruto da privatização.