23 julho 2018

Aceitação - Por: Emerson Monteiro


De comum há sinais de resistência a quase tudo, sobremodo quando reclama algum sacrifício da parte de quem deve aceitar. Animais ainda limitados ao conhecimento restrito, os humanos jogam rápido diante das crises. Sempre correr na frente virou norma de combate diante dos embates e circunstâncias. Querer qual verbo intransitivo. Querer por querer, independente dos valores em xeque. De então, eis o quadro que apresentam os dias atuais, época de largas interrogações no cio e surpresas.

Mas nem é disso que quero tratar, não. Quero passear pela memória e descobrir alguns instrumentos de tranquilidade no que aí se fala, aí se faz. Aceitar mesmo as contradições tais dos fatores de aprendizado, máxime face às leis que a tudo regem, nada fora do lugar, longe de cair um cabelo da cabeça da gente sem o consentimento do Poder. Admitir que sempre haverá situações e desafios a superar, porquanto vivemos de aprender, de revelar no íntimo os mistérios da Criação através dos aprendizados, até chegar na Sabedoria plena. O mais descompassa, desmancha no coro dos contentes, alimenta querelas e preocupações. Disso jamais vêm bons frutos.

Aceitação desses limites da capacidade no desvendar as razões de estarmos aqui diante do Infinito, heróis da Salvação, seres inteligentes e sal da Terra. - Se perder o sabor, com que se irá salgar? – indaga Jesus. Usufruir do potencial do sonho de amar e amar muito, ao nível das dimensões do sabor da Consciência.

Conciliar consigo, com os outros e com o Universo, eis a missão. Abraçar a sorte dos eleitos, dos senhores das almas e dos sentimentos, sobreviventes e peregrinos das estrelas. O que de melhor existirá no espaço das eras e dos signos, matemática das esferas, viajores da luminosidade, espécies imbatíveis dos destinos e das bênçãos. Seguem seus autores a sorte dos voos descomunais rumo da perfeição nos céus, pássaros das alturas e luzes em forma de ciência. Um tudo no ser da verdade, o que bem resume a realização em movimento por meio do mínimo ora que significamos.

Algumas considerações sobre as privatizações – por Armando Lopes Rafael (1ª parte)

O que é a estatização? No Brasil, a partir da ditadura de Getúlio Vargas (1930), e até o fim da ditadura militar (1985), praticamente todos os setores-chave da economia eram controlados pelo Estado. O setor bancário brasileiro ainda tem expressiva participação do Estado, com a Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia. Mesmo assim mais de vinte deficitários bancos estaduais foram privatizados. Esse modelo de empresas o Governo criou centenas de novas estatais que atuavam não apenas em setores estratégicos, mas também em setores menores, como hotelaria e até supermercados.

Os presidentes Collor, e Fernando Henrique Cardoso promoveram o programa da privatização de empresas estatais. Estas, estagnadas, não acompanhavam mais o ritmo de modernização das empresas privadas. Além de deficitárias, pareciam paquidermes num mundo globalizado.  Essas privatizações foram um pouco freadas com a chegada do PT (leia-se: Lula e Dilma) ao poder. Mesmo assim, algumas atividades estavam tão defasadas que Lula ainda chegou a privatizar as hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau e diversas Rodovias (as chamadas BRs). E Dilma privatizou os principais aeroportos do país (única forma de receber de forma eficiente os visitantes para a Copa do Mundo 2014) e mais: a Ponte Rio-Niterói e 7 rodovias BRs.

Para os defensores da privatização, pessoas de pensamento liberal, essa providência é imprescindível para que o Estado Brasileiro consiga um equilíbrio fiscal, acabando os déficits anuais cada vez maiores, os quais – se forem zerados – comprometerão o futuro da nossa pátria levando-a aos níveis da Venezuela, Nicarágua ou Cuba. O Estado, dizem eles, deve focar sua presença nas áreas para as quais foi criado: saúde, segurança e educação públicas, saneamento básico, equilíbrio fiscal, dentre outras.
Voltaremos amanhã com outras considerações sobre este tema.

Cerca de 500 mil visitantes compareceram à Expocrato


Fonte: Excerto de matéria do“Diário do Nordeste”, 23-07-2018 – por Antonio Rodrigues - Colaborador


Área dos shows artísticos da Expocrato

 
Crato. Chegou ao fim, na noite de ontem (22), a 67ª Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados, a Expocrato, que teve como destaque, este ano, a reforma do Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti, que abriga o evento. Durante os nove dias, o Grupo Gestor estima que mais de 500 mil pessoas circularam no equipamento. 

Para melhorar a circulação, organização, logística e atender exigências do Ministério Público, foram investidos na reforma R$ 35 milhões, numa área total de intervenção de 33.605,40 m². No espaço de shows, foi colocado piso intertravado e capacidade ampliada para mais de 30 mil pessoas. A obra também incluiu novas edificações como a Administração do Parque, dormitório para os tratadores (144 camas), instalações sanitárias, nova arquibancada, edifício para entidades, centro de manejo, marquises polivalentes, restaurantes, museu, área para artesanato, engenho, e renovação dos pavilhões existentes e toda a parte viária e de currais nova. São 4.434,30 m² de reformas de construções existentes e um acréscimo de 11.137,50m² em novos edifícios.

O governador Camilo Santana, que visitou a Expocrato na sexta-feira (20), ressaltou a reforma que, mesmo ainda não sendo concluída, já torna o Parque Pedro Felício Cavalcanti um dos melhores do País. "Toda infraestrutura e aquilo que for necessário ser feito para o próximo ano nós vamos fazer", adiantou. O chefe do Executivo cearense ressaltou que o objetivo é deixar o equipamento funcionando o ano inteiro, com sede de órgãos públicos e espaço de lazer.

O presidente do Grupo Gestor, Luiz Gonzaga de Melo, acredita que a Expocrato superou todas as expectativas aos expositores e faturamento, "apesar que até o momento não podemos ter o faturamento fechado porque tem que fazer o balanço", pondera. Isso só deve acontecer no mês de agosto mas, até nesta segunda feira (23), ainda há pessoas procurando fazer negócios.

"Depois que ampliaram o Parque, gerou um desejo do Cariri de vir conhecer e isso aumentou o número de visitantes. Se aumentou o povo, aumentou o faturamento. "Acredito que bateu sem problema", disse Gonzaga sobre os R$ 60 milhões estimados antes de iniciar o evento. Segundo ele, o setor de máquinas vendeu muito bem, assim como o de derivados da cana e mandioca. "É só ver a filas". Além disso, houve Leilão Cariri Leite, que, em seu primeiro ano, vendeu todos os 30 lotes de animais disponíveis. "Todos os setores funcionou bem".