20 julho 2018

Bons pensamentos - Por: Emerson Monteiro


Eles é que geram as boas vibrações de que tanto carecemos a fim de viver em paz. Quantas são as vezes em que sujeitamos atravessar os dias sob o crivo das preocupações, esquecidos da força que em nós mesmos existe. A ciência disso vem espalhando novos conhecimentos àqueles que desejem realizar as chances da bondade, do amor, em si. Relativamente poucos, ainda, em relação aos habitantes todos da Terra, que de comum fazem do sofrimento a razão principal de tocar em frente o instinto de sobreviver. Creditam a atitudes limitadas o que pertence ao Infinito.

A razão de falar isso leva em conta que a alguns desses habitantes acontece de ler o que aqui vai, qual correspondência fruto da vontade de traçamos juntos e transformaremos o quadro precário em que, nalgumas ocasiões, parece dominar os dias desses tempos bicudos. Sempre há dificuldades a vencer, eis a lei da existência, uma vez que chegamos no sentido de aprender a vencer e vencer o nível limitado dos seres que somos.

No entanto exige paciência e determinação cruzar os limites das fraquezas humanas e obter o passaporte às outras dimensões bem mais verdadeiras, conquanto de comum a ilusão prevalece nos contágios dessa história que desaparece nos grotões do passado. Uns nem sabem como e apenas usufruem dos prazeres mundanos, sapientes desesperados nas hordas do instante que escapole das próprias mãos.

Existem, pois, instrumentos de reverter o teto das alturas que aprisiona as pessoas nos ossos e na carne, corpos que não lhes pertence. A natureza oferece de bom grado, mas o cobrará ao final da peça que viemos encenar. Esse princípio da percepção e dos sentidos desaparecerá entre as nuvens da ausência tais fantasmas das películas cinematográficas. Ficam as lendas, as saudades, a memória, isto durante certo período mais. Depois, o silêncio das interrogações prevalecerá nas gentes e dessa oportunidade restará apenas o valor dos pensamentos, naqueles que insistirem continuar outro tanto no barco dessas visões que se desmancham e saem de cena.

Do (interminável) "seriado"-- Coisas da "Ré Pública"

Por que a mortalidade infantil voltou a subir no país
 Crescimento inédito na taxa de crianças que morrem antes de completar 1 ano acende sinal vermelho na trajetória brasileira rumo ao mundo desenvolvido

Fonte VEJA, de 24 de julho de 2018 -- Por Monica Weinberg, Luisa Bustamante e Jana Sampaio 

    De todas as estatísticas que dão feição a um país e apontam seu lugar no futuro, a mais reveladora é a taxa de mortalidade infantil, expressão técnica e fria para descrever a tragédia das crianças que morrem antes de completar 1 ano. Quanto mais o ponteiro desse marcador recua, mais significa que um país avançou. Quando ele sobe, porém, expõe o exato oposto: a realidade de uma nação que falhou no dever mais básico, o de garantir o direito à vida, e que está andando para trás. O Brasil, lamentavelmente, passou a se encaixar no segundo caso. A taxa de mortalidade infantil, que só caía desde que começou a ser medida ano a ano, em 1990, mudou de direção no cálculo mais recente, de 2016: subiu 5% — de 13,3 para 14 em cada 1 000 nascidos vivos.

     Parece pouco. Mas esse soluço do índice, combinado com a estagnação prevalente nos últimos anos, acende um alarmante sinal vermelho na acidentada trajetória brasileira rumo ao mundo desenvolvido. VEJA visitou Aquiraz, no Ceará, o município com a mais alta taxa de mortalidade infantil do país — 24,9 para cada 1 000 nascidos —, segundo levantamento do Instituto IDados, para entender o retrocesso. Encontrou lá uma fotografia em tom sombrio de um Brasil em marcha a ré.

Hoje é Dia do Amigo

20 de julho é o "Dia do Amigo". Para lembrar a data nada melhor do que reproduzir uma antiga crônica de Rachel de Queiroz, a grande intelectual que o Ceará presenteou  ao Brasil...e ao mundo.


"Ah, os Amigos -- Rachel de Queiroz

  
Sim, amigo é coisa muito séria. Acho que a gente pode viver sem emprego, sem dinheiro, sem saúde e até sem amor, mas sem amigos, nunca. Pois o amigo é capaz inclusive de suprir discretamente essas faltas e lhe conseguir trabalho, lhe emprestar dinheiro, lhe tratar a doença. Só não pode se envolver em assuntos de amor, porque aí deixa de ser amigo; e maior tolice a que se arrisca a incorrer alguém é misturar amigo com amor.

    Amizade e amor são qualidades paralelas na vida de cada um; se conhecem, até se estimam, mas nunca se encontram ou se confundem. Aliás, não estou dizendo novidade nenhuma, todo mundo sabe que o namoro, noivado, casamento, amores são relações essencialmente antípodas da amizade. Quer pela sua impermanência, ou, quando permanentes, pela sua natureza tumultuária, absorvente, egoísta, as relações de amor têm que ter categoria à parte. Transforme em amante o seu amigo ou amiga, e você pede o amigo e terá um péssimo amante, que sabe todos os seus defeitos, lhe conhece do tempo em que você não se enfeitava para ele, não lhe escondia suas falhas do corpo e da alma, e que, portanto sabe de todos os seus pontos fracos. Fica impossível.

    A primeira lei da boa amizade creio que é ter poucos amigos. Muitos camaradas, colegas, conhecidos cordiais, mas amigos, poucos. E, tendo poucos, poder e saber tratá-los. Jamais criar tempo de rivalidade entre os amigos: cada um h´de ter sua área específica, sua zona própria de influência.

    Não vê que cada amigo, por ser único no seu território, não precisa sequer conhecer os donos dos outros territórios. É que, sendo a nossa alma tão variada nas exigências, precisamos de amigos de acordo com os diferentes ângulos do nosso coração. O amigo da comunicação intelectual não pode ser o mesmo amigo da confiança íntima; o velho companheiro da infância não tem nada a ver com o precioso camarada adquirido nos anos de maturidade.

    E há outras razões práticas para não misturar os amigos: eles podem se coligar contra a gente, ou se tornar amigos entre si, por conta própria, nos excluindo. Ou também podem se chatear uns com os outros, porque os companheiros espirituais deles nem sempre correspondem aos nossos. Se você adora fulano porque toca em suas cordas nostálgicas, contando-lhe lembranças da mocidade passadas na barranca de um rio em Mato Grosso. Assim com o futebol, os debates sobre religião, as intrigas políticas, os negócios, o gosto de recordar os sambas de Noel Rosa. Insisto, mantenha com rigor cada amigo no seu compartimento.

    Axioma absoluto em assuntos de amizade: amigo é insubstituível. O que um lhe deu jamais outro lhe poderá dar igual. Pode vir um amigo novo para preencher a área vazia deixada pelo amigo que se foi por morte ou briga. Mas só ocupará mesmo aquele espaço físico. E há vezes em que nem isso é possível. E o melhor será fechar aquele nicho do coração, dada a dificuldade de encontrar outro ser vivo que satisfaça ante nós as especificações do ausente. Ai de mim, bem o sei. Minha amiga de infância que morreu deixou no meu peito esse santuário vazio.

   Respeite seus amigos. Isso é essencial. Não procure influir neles, governá-los ou corrigi-los. Aceite-os como são. O lindo da amizade é a gente saber que é querida a despeito de todos os nossos defeitos. E nisso está outra superioridade da amizade sobre o amor: a amizade conhece as nossas falhas e as tolera e, até mesmo, as encara com condescendência e afeto. Já o amor é só de extremos e, ou se entrincheira na intolerância, ou se anula na cegueira total. Amigo entende, aguenta, perdoa, "Amigo é pra essas coisas", como diz aquela cantiga tão bonita.

    Se você não é capaz de ter amigos, você é um erro da natureza, você é como o unicórnio, o animal de que se fala mas não existe. Porque até os bichos têm amigos; e dizem que, depois da morte, no outro mundo, as almas mantêm sublimadas as amizades cá de baixo, naquela quintessência de excelências que só o céu pode dar".

CARIRIENSIDADE (por Armando Lopes Rafael)


O resgate da Caririensidade

    O prof. Hildebrando Maciel Alves acaba de concluir seu Mestrado – na área de História – na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Título da monografia dele:  “A face historiadora de J. de Figueiredo Filho e a construção do Cariri cearense”. Hildebrando aprofundou a análise de construção do passado do Cariri, a partir dos escritos de J. de Figueiredo Filho. Este – juntamente com um grupo de notáveis carirenses – foi responsável pelo movimento da defesa intransigente da região sul do Ceará, num trabalho de valorização do torrão natal e divulgação da caririensidade.

     Essa plêiade de bons intelectuais promoveu diversas ações – nas décadas de 40 a 70 do século passado –  restaurando a memória do nosso passado regional. Para tanto, escreveram livros e artigos; promoveram solenidades; reconstruíram calendários cívicos; recuperaram o panteão dos heróis caririenses; fundaram entidades culturais e o Museu Histórico de Crato, o qual, infelizmente – nos últimos anos –, vem sendo malcuidado, dada a falta de uma boa gestão por parte do Poder Público Municipal, a quem – em má hora –, o museu foi entregue. (Para ler a íntegra da monografia de Hildebrando clique: (http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/173614).

Escritores do Cariri: J. de Figueiredo Filho
   
   Em 1958, há precisamente 60 anos, o Ministério da Agricultura do Brasil publicava o livro “Engenhos de Rapadura do Cariri”, de J.de Figueiredo Filho, um clássico na temática da produção da rapadura. José Alves de Figueiredo Filho – foto ao lado – (ou J.de Figueiredo Filho como assinava seus escritos) nasceu em Crato em 14 de julho de 1904. Falecido há 35 anos, continua sendo uma das maiores referências à narrativa histórica do sul cearense.
 
     J. de Figueiredo Filho foi, também, jornalista, cronista, historiador, pesquisador e memorialista. Escreveu e publicou 16 livros. O mais conhecido é o autobiográfico: “Meu mundo é uma farmácia”. Pertenceu à Academia Cearense de Letras. Sua vasta obra é polivalente. Formado em Farmácia, foi professor de várias disciplinas em colégios cratenses. Lecionou “História do Cariri”, na Faculdade de Filosofia de Crato. Estreou na literatura, em 1937, como romancista, com a obra “Renovação”, publicado pela Editora Odeon, do Rio de Janeiro, à época capital do Brasil. Na década 40 do século passado, Figueiredo Filho já escrevia – para os jornais de Fortaleza e Recife – sobre as reservas paleontológicas do Cariri.

     Ele foi a alma da fundação do Instituto Cultural do Cariri–ICC. Figueiredo Filho foi o editor, por longos anos, da revista “Itaytera”, órgão oficial do ICC. Escreveu dois livros sobre as manifestações da tradição popular no Cariri; um sobre Patativa do Assaré e chegou a lançar quatro volumes de “História do Cariri”, série interrompida com sua morte ocorrida em 1973.

Mauriti exporta manga e banana

 Mangas para exportação produzidas em Mauriti 
     
A notícia abaixo foi publicada na coluna de Egídio Serpa (publicada no Diário do Nordeste), em 13-07-2018, e mostra a potencialidade da agricultura de Mauriti.
“No município Mauriti, na região do Cariri, no Sul do Ceará, segue avançando a produção de manga para o mercado interno e para exportação que é feita pelo aeroporto de Petrolina, onde pousam e decolam, semanalmente, grandes aviões cargueiros.  Em 300 hectares distribuídos em várias propriedades da zona rural de Mauriti – que também produz banana em outros 2 mil hectares – a produção de manga tem alta produtividade. Só na fazenda de Cícero Cartaxo colhem-se 36 toneladas da fruta por hectare. Além de ter um solo propício para a fruticultura, seu subsolo é rico em água. Pluviometria deste ano foi de 800 mm.”

A aristocracia de Barbalha


Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em Barbalha, solenemente consagrada em 2 de fevereiro de 1921. Foram responsáveis pelo término das obras do templo os leigos Antônio Correia Sampaio Filgueiras e José de Sá Barreto Sampaio (Zuca Sampaio).

      Desde o final do século XIX, e ao longo das primeiras décadas do século XX, Barbalha teve uma elite que se esmerou em influenciar o destino daquela comunidade. Influência direcionada a fazer o bem. A amparar a pobreza. A buscar melhoramentos para a sua cidade. Algumas lideranças barbalhenses de outrora serviram como exemplo de honestidade e ousadia na luta por melhoramentos para sua terra. Ressalte-se a criação do “Gabinete de Leitura” (instituição destinada à alfabetização de pessoas carentes de Barbalha) e a “Conferência de São Vicente de Paulo” (com sua ação social-caritativa para a pobreza), ambas criadas em 1889. Corria parelhas, a tudo isso, a educação esmerada das famílias barbalhenses. Nos dias atuais, Barbalha é uma cidade pujante, com a melhor rede hospitalar da região, com faculdade de medicina, indústrias e um setor de comércio e de serviços consideráveis. Salve a Terra dos Verdes Canaviais!

História: Os monarquistas do Cariri

     Chama a atenção do público de outras regiões um fenômeno presente numa parcela da população caririense: a “resistência” para a preservação dos valores monárquicos no sul do Ceará. Tão logo ocorreu a “Proclamação” da República – em 15 de novembro de 1889 – um grupo de habitantes, de todas as camadas sociais do Cariri, pessoas bem-conceituadas em suas comunidades, passou a defender –  de forma pacífica e dentro da lei –  os benefícios advindos da forma de governo monárquica–parlamentarista–constitucional, que vigorou no Império do Brasil. 

     Dentre esses monarquistas avultaram alguns nomes e dentre os já falecidos são lembrados: em Juazeiro do Norte: Antônio Corrêa Celestino, Edward Teixeira Ferrer, Olívio de Oliveira Barbosa. Em Crato: Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro, Coronel de Milícias Joaquim Pinto Madeira e o prof. José Denizard Macedo de Alcântara. Em Barbalha: José de Sá Barreto Sampaio (mais conhecido por Zuca Sampaio) chamado de “Sertanejo de Escol”, num opúsculo escrito por Pe. Azarias Sobreira; Antônio Costa Sampaio, Marchet Callou, Giovanni Livônio Sampaio, Antônio Gondim e Fabriano Livônio Sampaio.

     No Cariri, nos dias atuais, existe uma nova geração de monarquistas. A maioria deles composta por jovens. No último dia 15 de novembro (aniversário da “Proclamação” da República) alguns desses jovens fizeram uma manifestação junto ao monumento do Padre Cícero, (foto abaixo) protestando contra a atual debacle política-administrativa do Brasil, perguntando aos transeuntes: “Valeu a pena o Brasil ter sido transformado numa República? ”.

Empresários suiços visitam conurbação Crajubar

Empresários suíços foram recebidos pelo Prefeito de Juazeiro do Norte: “Somos uma conurbação. Não temos fronteiras”, destacou Arnon Bezerra, ao enfatizar a necessidade de crescimento do Cariri
  O Prefeito Municipal de Juazeiro do Norte, Arnon Bezerra, esteve reunido, na manhã desta quarta-feira, 18, no auditório do Iu-á Hotel, no Município, com empresários suíços. Investidores internacionais estão de olho no potencial da cidade. Um dos objetivos dos suíços em Juazeiro do Norte, foi apresentar uma nova tecnologia na área de captação de energia solar. O engenheiro José Carlos Vieira, de Santa Catarina, que esteve participando da reunião, disse que esse foi um momento histórico, para o Ceará e o Nordeste brasileiro, porque foi iniciada uma nova era, da energia renovável, isso para valer, já com instalações já acontecendo no Brasil há alguns anos, desde a nova resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica - Aneel, que favorece a energia distribuída.

Na última sexta-feira, 13, o Chefe do Executivo juazeirense já havia recebido empresários chineses e destacou o potencial local para receber novos empreendimentos. Junto com os empresários europeus, participaram da reunião investidores regionais e do Estado na área de tecnologia sustentável.

O Prefeito destacou os potenciais existentes em Juazeiro do Norte, como o turismo, comércio, entre outros aspectos. Ele ressaltou a importância de um desenvolvimento integrado no Cariri, sem haver uma concorrência predatória. “Somos uma conurbação. Não temos fronteiras”, destaca o prefeito, ao enfatizar a necessidade de crescimento.

Disponibilidade
Pontos importantes relacionados a serviços, como voos diários para os diversos estados brasileiros, além dos meios de comunicação, com emissoras de televisão instaladas na região, foram mencionados pelo Prefeito, demonstrando a condição privilegiada que a região se coloca atualmente. “Todo empresário que nos visita sai daqui com boas impressões diante dessa realidade que temos”, disse ele, ao se colocar à disposição não apenas dos empresários de outros estados, mas da própria cidade, região e de outros países, que tenham o interesse de realizar importantes parcerias pelo desenvolvimento do Município.
Fonte: Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Juazeiro do Norte(ASCOM/PMJN)