19 julho 2018

Além da dualidade - Por: Emerson Monteiro


Dualidade, que significa a duplicidade com que as forças da natureza desenvolvem seu procedimento. Dois lados. Os dois pratos da balança que norteiam o sentido de todos os elementos. Aonde ir, ali haverá tais condições aqui no Chão. Nem adianta esconder de si essa dependência ao duplo na condição material, porquanto isto significa a Lei, o princípio único de tudo ter o seu contrário, a fim de poder existir nessa condição material.

Tanto nos céus, quanto na terra. E dentro dos seres humanos, bem no íntimo do ser. Só que é este um estado transitório, face atual das existências dos que vivem no mundo físico e têm de obedecer a leis e princípios. Fugir sem ter direção. E caracteriza o laço da presença dos viventes em meio aos desafios desse estado dagora, que resta compreender a que viemos e qual a sucessão natural dos acontecimentos.

Filósofos perduram, no decorrer dos tempos, a dizer que essas funções bipolares dos organismos correspondem à possibilidade da resposta do viver através da consciência, até achar o pouso definitivo que aos místicos corresponde totalizar um ente maior, a inteligência suprema, Deus. Nisto vivemos, de um dia chegar a Ele, ao Pai de todos nós.

Mesmo que dentro da gente persistam as duas naturezas numa peleja entre elas, contudo há o fiel dessa balança se completará um dia. Nesse equilíbrio, a luz far-se-á. Conquanto negativo e positivo perdurem na troca de passos da estrada, o destino será a união dos dois polos num encontro definitivo com a Razão maior que a tudo rege e domina. E nisso estaremos cientes da sabedoria inigualável da Natureza mãe, senhora absoluta de toda a perfeição harmoniosa da Criação.

Desde sempre, portanto, que os humanos buscam interpretar os códigos sob quais existem e sobrevivem, amam e crescem. A sinfonia encantadora dos mistérios e dos sonhos a isto conduzirá na história e nos seus protagonistas.

Crato precisa de novo terminal rodoviário – por Armando Lopes Rafael

Fachada externa do atual Terminal Rodoviário de Crato

   Um terminal rodoviário é uma instalação que deve possuir todas as funcionalidades para atendimento das necessidades dos agentes envolvidos na sua operação e utilização. O atual terminal rodoviário de Crato foi construído no início da década 70 do século passado. Com quase cinquenta anos de uso encontra-se defasado no tempo e no espaço.

    Oficialmente denominado de Terminal Rodoviário Deputado Wilson Roriz, é um prédio feio, totalmente aberto, o que facilita a frequência de mendigos e desocupados no seu entorno. Suas instalações são pequenas e acanhadas para o tamanho de Crato.  Também pudera! Quando foi construído – Em 1970 –  a população urbana de Crato (excluída, portanto, a população da zona rural) era de 40.087 habitantes. Nos dias atuais, segundo o IBGE, Crato tem cerca de 120 mil habitantes (Só a cidade, pois com a zona rural o município beira os 140 mil habitantes). Noutras palavras, desde quando foi construído o atual terminal rodoviário, a população urbana de Crato cresceu 200%. Acrescente-se que ao invés de ser ampliado, fizeram foi diminuir a área do entorno da “Estação Rodoviária”. Sim, pois nos anos 90, a Prefeitura doou parte do terreno do terminal, para a construção do Fórum Hermes Parahyba. Destruiram até uma pracinha (denominada Macial Brito) para que perdessemos a área verde e surgisse o Fórum. Sem comentários.
Interior do do atual Terminal Rodoviário de Crato

      Precisamos, urgentemente, de um novo terminal rodoviário para Crato. Um terminal com as exigências do século XXI. Com ampla sala de embarque/desembarque dotada de assentos confortáveis e portas de vidro; de guichês modernos para venda de passagens; de banheiros com equipamentos modernos; de novos boxes comerciais; de carrinhos para transportar bagagens.  Um novo terminal com sistema informatizado; com plataformas modernas para os ônibus; com amplo estacionamento para veículos. 

     Um terminal que fique fora da área residencial.  Até tomo a liberdade de sugerir que esse novo terminal seja feito no local onde se encontra as instalações da antiga Indústria de Massas Alimentícias Gessi – hoje desativadas – localizadas logo após o viaduto, no início da pista dupla da Avenida Padre Cícero, no sentido Crato-Juazeiro. Ali, teríamos facilidade para escoamento do trânsito e um bom espaço para estacionamento de veículos o que não ocorre com o atual terminal. Creio mesmo que se as lideranças cratenses procurarem o governador Camilo Santana pedindo apoio para concretizar esse intento, ele compraria a ideia. Dinâmico e empreendedor como ele é, em pouco tempo o governador, nascido em Crato, nos presentaria com um novo terminal rodoviário à altura do progresso da Cidade de Frei Carlos.