16 julho 2018

O Empresário Valdemir Correia de Sousa é um dos Homenageados durante a Exposição de Crato


O comerciante Valdemir Correia de Sousa foi um dos agraciados com uma comenda de Honra ao Mérito, ontem ( 15/07 ) entregue na sede do Geopark Araripe, pela Associação dos Criadores do Cariri Cearense. Detalhes, logo mais. Por enquanto, algumas fotos do evento:













Presidente do STF suspende regra sobre coparticipação e franquia em planos de saúde.


Decisão da ministra é provisória e ainda deverá ser analisada pelo relator do caso no STF. ANS havia autorizado, no final de junho, regras que mudavam pagamentos de franquia e coparticipação.

A presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, suspendeu na manhã desta segunda-feira (16) uma resolução da Agência Nacional de Saúde (ANS) com novas regras para a cobrança de coparticipação e de franquia em planos de saúde.

A ANS publicou no fim de junho uma decisão com novas regras para cobrança de coparticipação e de franquia em planos de saúde. Segundo a resolução normativa nº 433, os pacientes deverão pagar até 40% no caso de haver cobrança de coparticipação em cima do valor de cada procedimento realizado (veja as mudanças aqui).

Usuários podem pagar até 40% de franquia e coparticipação nos planos de saúde

Cármen Lúcia decidiu suspender a validade das novas regras durante o plantão do Judiciário. A decisão ainda deverá ser analisada pelo relator da ação, ministro Celso de Mello, e ser posteriormente validada ou derrubada pelo plenário do STF.

A ministra atendeu pedido de decisão liminar (provisória) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo a entidade, a norma da ANS “desfigurou o marco legal de proteção do consumidor” e só poderia ser editada com aprovação do Congresso.

Segundo a OAB, a resolução poderia ainda levar o consumidor a pagar até 40% do valor de consultas e exames, na forma de coparticipação, reajuste que considera “abusivo” em relação à média atual de 30% cobrada pelos planos de saúde.

A entidade alegou que uma norma anterior, de 2008, do Conselho de Saúde Suplementar, órgão ligado à ANS, proibia coparticipação que caracterizasse “fator restritivo severo ao acesso aos serviços”. A OAB pediu uma liminar em razão de um “manifesto prejuízo aos consumidores”.

Na decisão, Cármen Lúcia considerou que a “tutela do direito fundamental à saúde do cidadão é urgente”, assim como “a segurança e a previsão dos usuários de planos de saúde”.

“Saúde não é mercadoria. Vida não é negócio. Dignidade não é lucro. Direitos conquistados não podem ser retrocedidos sequer instabilizados”, escreveu a ministra na decisão.
Para a ministra, como o direito à saúde está previsto em lei, alterações em sua prestação devem ser objeto de ampla discussão na sociedade. Da forma como foi aprovada, a resolução poderia trazer instabilidade jurídica e incremento na judicialização no setor.

“A inquietude dos milhões de usuários de planos de saúde, muitos deles em estado de vulnerabilidade e inegável hipossuficiência, que, surpreendidos, ou melhor, sobressaltados com as novas regras, não discutidas em processo legislativo público e participativo, como próprio da feitora das leis, vêem-se diante de condição imprecisa e em condição de incerteza quanto a seus direitos”, completou Cármen Lúcia em outro trecho.

Fonte: G1
Via Blog do Crato


Programação da Expocrato 2018



BLOG DO CRATO



Abertura da Expocrato 2018 - Mais de 35 milhões foram investidos na reforma do parque.



Foram investidos R$ 35 mi numa área total de 33.605,40 m²; o Parque de Exposições teve sua capacidade ampliada.
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Crato. "2018 é um divisor de águas". Assim foi definida a 67ª Exposição Centro Nordestina de Animais e Produtos Derivados, a Expocrato, pelo prefeito José Ailton Brasil, evento iniciado nesse sábado e que vai até o próximo dia 22, neste Município do Cariri cearense. No palco, os cantores Raimundo Fagner e Léo Magalhães foram os destaques dos dois primeiros dias, com público médio de 15 mil pessoas. Durante os nove dias, mais de 50 atrações se apresentarão.

O Parque de Exposição Pedro Felício Cavalcanti passou por uma grande reforma, não totalmente concluída. Alguns stands ainda estão sendo montados e mais animais devem chegar até esta quarta-feira.

Nesse primeiro fim de semana foi possível notar algumas melhorias como a reforma do equipamento, a fluidez no trânsito, organização e circulação dentro do Parque. Nesse domingo (15), milhares de pessoas visitaram a feira, lotando o Parque sem aquele aperto costumeiro. Foram investidos R$ 35 milhões numa área total de intervenção de 33.605,40 m². No espaço de shows, foi colocado piso intertravado e capacidade ampliada para mais de 30 mil pessoas.


A obra também incluiu novas edificações como a administração do parque, dormitório para os tratadores (144 camas), instalações sanitárias, nova arquibancada, edifício para entidades, centro de manejo, marquises polivalentes, restaurantes, museu, área para artesanato, engenho, e renovação dos pavilhões existentes. Toda a parte viária e de currais é nova. São 4.434,30 m² de reformas de construções existentes e um acréscimo de 11.137,50m² em novas edificações.

O presidente do Grupo Gestor, Luiz Gonzaga de Melo, acredita que houve uma melhora substancial em todo parque, mesmo com reforma ainda não concluído - isso deve acontecer até setembro. "Uma questão que era um problema crônico: mobilidade dentro do parque, principalmente nos primeiros dias. Você não vê mais. As avenidas são largas", destaca. No entanto, a capacidade de instalação de animais foi reduzida em cada pavilhão para a construção dos banheiros e alojamentos dos tratadores. "Nós temos um dos melhores parques agropecuários do Brasil. Então ele vem atender uma necessidade que a gente buscava a muito tempo".

Já Marcelo Rocha, diretor da Arte Produções, uma das empresas organizadoras do Festival Expocrato, elogiou a reforma que, segundo ele, facilitou a logística e montagem dos equipamentos. "Uma obra maravilhosa. A população vai sentir toda diferença. Muda toda a qualidade da festa", ressalta.

Famílias

No sábado, antes do show do cantor Fagner, um grande espetáculo pirotécnico, com tecnologia silenciadora, iluminou o céu da cidade, anunciando a abertura da festa. A MPB, o forró pé-de-serra, o forró eletrônico e o sertanejo foram os primeiros de uma variedade de gêneros musicais que pisarão no festival cratense. Segundo Marcelo Rocha, é importante que o evento contemple as várias tribos e idades e que as famílias também participem.

O cantor e músico juazeirense Fábio Carneirinho foi o primeiro de uma série de artistas regionais que se apresentará no Festival Expocrato. Para ele, foi importante a organização agregar os artistas locais para enaltecer e, também, divulgar para os visitantes. A festa continua nesta segunda-feira (16), tendo como destaque os cantores José Augusto e Fábio Jr. Subirão ao palco também Forró Real, Jordian do Acordeon e Flávio Leandro.

Fonte: Diário do Nordeste
Foto: Antonio Rodrigues e Divulgação.

Via BLOG DO CRATO



17 de julho de 2018 --Cem anos do massacre da Família Imperial Russa

Fonte:VEJA -Por Vilma Gryzinski
Assassinar reis, crianças e lindas adolescentes causou um trauma nacional que ainda reverbera na Rússia; e a ordem dada por Lênin ainda não apareceu
Cem anos nos contemplam: belos e malditos, o czar Nicolau e a imperatriz Alexandra, rodeados antes da queda por Olga, Anastasia, Maria, Alexei e Tatiana (Universal History Archive/UIG/Getty Images)

As fronteiras entre verdades e mentiras, história e mitos, invenção inocente ou ficção perversa continuam a ser estonteantes no caso do hediondo massacre de Nicolau II, o último czar;  sua mulher, Alexandra; Alexei, o caçula e herdeiro, e as quatro irmãs. Cem anos depois, entre uma final de Copa do Mundo em Moscou ontem e um encontro hoje  em Helsinque entre Vladimir Putin e Donald Trump, poucos russos teriam cabeça para pensar no que aconteceu na madrugada de 17 de julho de 1918 no porão de um casarão sem luxo nenhum em Ecaterimburgo, no coração dividido da Rússia, olhando para a Europa de um lado, além dos Urais, e para a imensidão siberiana do outro.

Mas pensam, sim. Mesmo quando não falam no crime que ainda ecoa através do tempo e da história, não apenas da Rússia, mas de todos os que se encantaram com o que parecia ser o lado bom da revolução bolchevique e do comunismo.

“Aqueles que cometeram este crime são tão culpados como aqueles que o aprovaram durante décadas. Somos todos culpados.”

Assim definiu Boris Ieltsin o peso da culpa coletiva quando o crime completou 80 anos. Não o bufão bêbado da caricatura em que se transformou o primeiro presidente pós-comunismo, mas um homem que participou da dolorosa cumplicidade e foi capaz de entendê-la e criticá-la. O extermínio de uma família real inteira, único até no precedente brutal da Revolução Francesa, foi conhecido em detalhes porque o que os bolcheviques temiam realmente aconteceu.

A distante Ecaterimburgo realmente foi tomada pela legião de voluntários da Checoslováquia que participava de dois eventos avassaladores ao mesmo tempo: a I Guerra Mundial e a Guerra Civil Russa desfechada a partir da derrubada do regime czarista. O crime foi investigado com riqueza de detalhes. Mesmo antes disso, fuzilar um czar e sua família não passou exatamente despercebido pela população local. Um diplomata britânico tentou enviar um telegrama ao Foreign Office no dia 18 de julho, informando: “O czar Nicolau II foi fuzilado ontem à noite”.

Interceptado por Filipp Goloshchiokin, o comissário bolchevique que havia acabado de inspecionar o local do massacre, o telegrama mudou para: “O czar carrasco Nicolau foi fuzilado ontem à noite, um destino amplamente merecido”. (Goloshchiokin, como tantos outros dirigentes comunistas irredutíveis, foi fuzilado por ordem de Stálin em 1941.)

MAUSER E FACÃO

Outros fatos que parecem ficção aconteceram realmente. O czarevitch Alexei e as irmãs,  que tinham o título de grã-duquesas, equivalente ao de princesas imperiais, levavam diamantes e outras pedras preciosas costuradas nas roupas íntimas em tamanha quantidade que os tiros desastrosos de seus algozes ricochetearam.

Precisaram ser mortos com tiros na cabeça, na maioria desfechados por Yakov Yurovsky, o comandante e planejador da execução no porão da Casa Ipatiev, sobradão que levava o nome do dono, um engenheiro militar, em todos os seus desastrosos detalhes. O corpo sem vida da imperatriz Alexandra, nascida Alix, princesa de Hesse, foi alvo de um odioso ato de vilipêndio, praticado por dois integrantes do pelotão improvisado.

Outros dois se recusaram a atirar nas meninas, que “não haviam feito nada”. Todos os atiradores dispararam contra o czar. Por causa da confusão, da inépcia e da fumaça da pólvora no ambiente sufocante, o fuzilamento foi suspenso na metade. Tatiana, a irmã mais carismática, e Olga, a mais velha, estavam abraçadas, sentadas no chão, de costas contra a parede recoberta de papel com listas, gritando pela mãe. Yurovsky deu um jeito nelas, como nos demais sobreviventes. Usava uma Mauser e um facão.

Ao todo, foram assassinados o casal imperial – que tecnicamente não tinha mais a coroa, depois da abdicação feita durante a Revolução de Fevereiro -, o herdeiro, as quatro filhas, o médico que cuidada do menino, o valete do czar,  uma criada da imperatriz e o cozinheiro da família. Os corpos foram removidos do local de caminhão, a cavalo e de carroça. No topo, o buldogue francês Ortino, presente de um oficial russo com quem Tatiana havia flertado quando ela, Olga e a mãe trabalharam como enfermeiras, atendendo feridos da I Guerra.

Todos os Romanov foram canonizados em 2000 pela Igreja Ortodoxa Russa, por darem testemunho de fé através da “humildade e cordura” demonstradas em seus últimos anos de vida. Com os cem anos do massacre, aumentou a quantidade de visitantes à Igreja sobre o Sangue, erguida no terreno da  Casa Ipatiev, demolida em 1977 por “falta de interesse histórico” – a culpa mal disfarçada de que falava Ieltsin. A cripta fica onde era o porão. Ao lado, fica uma catedral. Mas a peça que continua a faltar para os historiadores é a ordem de Lênin para eliminar a família Romanov. É completamente impossível que comissários comunistas, por maior poder local que tivessem, tomassem a iniciativa do regicídio. Como no caso do genocídio dos judeus determinado por Hitler, a ordem para a “solução final” é conhecida em todos os detalhes, menos o documento em si.