24 junho 2018

O momento de viver - Por: Emerson Monteiro


Que tenha um mínimo de sabedoria... Que seja bem mais de sentir do que de pensar essa prática de crescer de verdade, que seja do ser interior da gente. Invés de só repetir, que esse momento contenha o pudor da sinceridade. Amar de alma e tudo; envolver na consciência o desejo de cumprir os sentimentos na força que possuem e alimentam de vida a existência. Saber identificar o poder da verdade nos detalhes dos dias. Isto de usufruir da força de que dispõe o querer das gentes. São fluídos os instantes que transcorrem feito lufadas de vento, na beleza das luas, a sacudir de ciciar as árvores nas manhãs de sol intenso. Apreciar o sorriso das pessoas nas ruas. A tranquilidade santa do movimento dos corpos nas caminhadas do tempo.

Viver o presente, pois seja ele o único que persiste no fluir das emoções. Escutar com o coração as canções da natureza nos pássaros, nas flores, nos dias. Horas a fio, a certeza das oportunidades sem conta. O calor das tardes, o frio das madrugadas, o alimento e a satisfação de conhecer o novo de todas as ocasiões. O prazer da saúde, dos amigos, da família. O respeito à seriedade; o valor da honestidade; o gosto das viagens, dos sonhos, livros, filmes, músicas; bons assuntos e extrema satisfação de conhecer as novidades e os mistérios.

Isto que bem cabe na nossa presença diante do Universo; desenvolver as possibilidades do infinito, no sentido de concretizar a transformação a que somos destinados. Amar de alma e tudo; envolver a consciência no dever de cumprir os sentimentos... Transcrever os sonhos nos passos que dermos no correr dos quadros que se superpõem aos nossos pés. Boas emoções, virtudes, plantios de sementes deliciosas no solo fértil da felicidade. Amar de alma e todo; construir o amor na luz da Eternidade em nós próprios, partículas de todos e cada um de que somos. Vou sair a ver a Lua, que hoje é Cheia.

Caririensidade 1 – por Armando Lopes Rafael

Chapada do Araripe que circunda algumas cidades do Vale do Cariri. Araripe é uma palavra indígena que significa: "lugar onde surge o sol"

    Focalizaremos nesta coluna, hoje iniciada – sob o título de Caririensidade – uma palavra derivada de Cariri, e aqui focalizaremos coisas pertencentes, ou relativas, à região do Cariri cearense.

Cariri, um patrimônio cultural do povo brasileiro
     O arquiteto Romeu Duarte Júnior escreveu, há algum tempo: “O território do complexo sedimentar do Araripe, envolvendo o vale do Cariri, é uma das mais extraordinárias regiões do nosso planeta. Situado no sul do Estado do Ceará, nordeste do Brasil, é caracterizado por exuberantes recursos naturais e um diverso e rico patrimônio cultural.

       No Cariri, as tradições ibéricas e negras mesclaram-se às indígenas, resultando um painel mestiço, evocativo da cultura brasileira. Cantadores, cordelistas, poetas, intelectuais, artesãos, brincantes, músicos, dançarinos, penitentes e romeiros, todos contribuem com seus ofícios e expressões para o reconhecimento da região como destacada paisagem cultural do país. O acervo paleontológico do Cretáceo, um dos mais importantes do mundo, e a Floresta Nacional do Araripe, a primeira unidade de conservação da natureza do Brasil, ensinam-nos que a biodiversidade do Araripe é surpreendente e expressiva desde 120 milhões de anos”.

130 anos do Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte
      Uma data que merece ser lembrada. Este ano o Apostolado da Oração de Juazeiro do Norte completará 130 anos de fundação.  O Apostolado da Oração é uma organização composta por leigos católicos cuja finalidade é a santificação pessoal e a evangelização. Teve origem na cidade de Vals, na França, em 03 de dezembro de 1844, por inspiração da espiritualidade dos Jesuítas, padres pertencentes à Companhia de Jesus, esta fundada por Santo Inácio de Loyola.
 
        Em 19 de outubro de 1888, quarenta e quatro anos depois da sua criação na Europa, quando nosso país ainda era o respeitado e digno Império do Brasil, o Apostolado da Oração surgiu em Juazeiro do Norte, fundado pelo Padre Cícero Romão Batista. Na solenidade da sua instalação em terras caririenses, foi rezada uma missa na então capela de Nossa Senhora das Dores, da aldeia do Joaseiro (grafia da época), pelo vigário de Missão Velha, Pe. Félix Arnaud, coadjuvado, no ato, pelos Padres Cícero e Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva. Este último seria nomeado em 1915 como primeiro Bispo da Diocese de Crato. Padre Cícero foi, naquela ocasião, designado como diretor do Apostolado da Oração de Juazeiro.

          130 anos se passaram. A capela de Nossa Senhora das Dores virou Basílica Menor, graças à iniciativa do 5º Bispo Diocesano de Crato, Dom Fernando Panico.Hoje Juazeiro do Norte e as demais cidades do Cariri cearense estão integradas ao processo da globalização, ou seja, inseridas em tempo real a toda a comunicação com os demais países do mundo, os quais ficaram entrelaçados irreversivelmente, a partir do final do século XX e nestes dezoito anos do século XXI.

No Centenário... A turma da Praça – por Jorge Carvalho (*)

    Comecei a frequentar a Praça Siquera Campos nos anos de 1972, 1973... e naquele logradouro, na minha adolescência, presenciei vários momentos do dia a dia da cidade, nos mais diversificados acontecimentos: sociais, esportivos, políticos, religiosos. Havia, a Sorveteria Cariri, onde hoje se localiza o Banco Bradesco. O cine Cassino, a lanchonete de Antonio Siebra. A banca do Juciê, ao lado da Sorveteria Cariri. A movimentação, ali, era intensa, dia e noite. O Cine Cassino, exibia filmes pela manhã aos domingos, 16, 19 e 21 horas. Seu Mario, proprietário, Otacilio, Toin, Antonio Siebra, na bilheteria. Em frente à Sorveteria Cariri, havia uma parede de mais ou menos um metro de altura. Ali, as conversas se desenrolavam, mais precisamente, à noite. Era a turma da UDN, pois na Praça, ficavam os admiradores do PSD. Na parede os carrapatos e na Praça os gogó.

    O Café Crato era de assiduidade enorme: dentistas, médicos, políticos, eletricistas, advogados, atletas de futebol, estudantes, desportistas, professores, corretores de imóveis, vendedores ambulantes... os mais variados frequentadores. José Landim, meu tio José Nilo, Walter Peixoto, Alcides seu irmão, Doutor Leônidas, Doutor Rubens Soares, Talia Marcia, João Lindemberg de Aquino, Helanio, Senhor Luis Barreto, Chiquinho Barreira, Maildes Rodovalho, Silvina, Luiza e Teresinha Monteiro Bezerra (irmãs), popular Teresa Pirão, Dolores, Regina, Antônio Luís, o Brigadeiro, Dr. Zé Ulisses, Luiz Sarmento, Seu Arildo Costa, José Albanito, Jesus, Ítalo, Heron Aquino, meus tios Oswaldo e Almério, Careca, seu Chico Justo, Alagoano, Luiz José, Luzimar, Zé Maguim, Huberto Cabral, José Lucas, Gerardo Portela... Nos bancos próximos onde trabalha o Chaguinha, Raimundo, Vicente Arame, os vereadores José Valdevino e Waldir Leite. Os taxistas: Vital, Zezito, Seu Nivaldo Peixoto e Seu Aldisio Brizeno. Três momentos "complicados", uma tentativa e dois assassinatos.

    Estava sentado em um dos bancos, onde hoje trabalham os mototaxistas, em companhia do fotógrafo Zé Baixim. Chega um rapaz do bairro Seminário e solicita a ida do Zé até uma residência em frente a praça Dona Ceicinha, onde tinha sido assassinado o ex jogador e policial Capote. Acompanhei o Zé e presenciei a cena – a vítima ao chão. Outra vez, estava no mesmo local, quando o Juciê comenta: são tiros. Corri. Era um rádio técnico atirando em um motorista chamado Luis. Este corre e dobra a esquina da atual loja Toasa. Meses depois foi encontrado morto dentro do seu veículo na rodovia Padre Cícero.

    O último momento relacionado ao assunto, foi em um 1º de abril de 1981, quando conversava com o Juciê na sua banca, que funcionava em frente ao cine cassino. Chega o professor Amauri Azevedo, o Maninho e fala: acabaram de matar Maninho, irmão de Briba. Eu digo é brincadeira, hoje é 1º de abril. Foi verdade. Que arrodeio, hein! Agora, a turma da Praça. Ah, quanta saudade! Quantas lembranças e saudosas recordações! Antônio Jorge, Zagueirão, Etin, Didio, Airton, Amilton, Ailton, Marcelo, Demontier, Nanida, Osvaldo, Vicente, Helio Funerária, Otoniel, Marcos, Joãozinho, Dorgival, Chico Dunga... rolava política, mulher, religião, cinema, economia e o assunto mais intenso: FUTEBOL. Os rachas na quadra Bicentenário, as festas no Cição, Aquários, Gaibu. O Carnaval no Tênis. No final do ano havia a eleição: o mais ruim de bola e o mais feio da Turma. Até fogos soltavam.

        Foi nesse ambiente que surgiu o time com o nome da Praça: O Siqueira Campos. Marcou época no futebol caririense: Osvaldo, Lula, Pitucha, Gomes, Zé Mocó, Waldir, Afonso. E o carnaval? Ah! Uma preciosidade de lembrança. “A mesma praça, o mesmo banco, o mesmo jardim...” Airton, Osvaldo, Nanida e Marcelo em outro plano universal. Geraldo Preá, Genésio, Inacio.... Lembro a loja de discos, onde trabalhava o Amilton Som; a casa do Dr. Teodorico, onde hoje funciona o Brastudo; os leões próximos a Sorveteria Cariri. O dia do sorteio político na Miguel Lima Verde, quando o ex-vereador Tavares, em entusiasmo vibrante, brincou... nós vamos fundar é o PSHP. E o que é Tavares? Partido Sem Humberto e Pedro. Praça em que solicitei um fusca ao Governador Cid, quando de sua Reinauguração, em 22 de dezembro de 2011.
 
Obs.: Foi em frente a esta Praça que, em março de 2009, o Rapadura Cultural (Culturarte), comemorou o centenário do poeta Patativa do Assaré, em grande evento artístico/musical. O coreto, ali hoje existente, foi projetado em referência ao programa Rapadura Cultural (Culturarte). Finalizando: Passei dois anos sem pisar na Praça. Motivo: A péssima reforma ali realizada.
  Artigo fraternalmente dedicado a Airton, Osvaldo, Nanida e Marcelo.
 
(*) Jorge Carvalho. Professor e Radialista

O sadio exemplo que vem da Monarquia de Liechtenstein

Fonte: Face Book Pro Monarquia

O pequeno Principado de Liechtenstein, localizado nos alpes europeus, entre a Áustria e a Suíça, e com uma das maiores rendas per capta do mundo, realizou, em julho de 2012, um referendo popular acerca do poder de veto, inclusive sobre matérias aprovadas pelo Parlamento, que, por tradição, o Príncipe soberano possui.

Há mais de 20 anos, o Soberano de Liechtenstein é o Príncipe Hans-Adam II, que, em agosto de 2004, designou como Regente seu filho mais velho e herdeiro, o Príncipe Hereditário Alois, que, desde então, exerce as prerrogativas de Chefe de Estado.

Em Liechtenstein, a maioria absoluta da população é católica, e o aborto é ilegal. O Príncipe Hereditário Regente, católico devoto, assim com todos os membros da Família Principesca e a grande maioria do seu povo, declarou que vetaria qualquer resolução parlamentar que favorecesse a aprovação do aborto no Principado.

Indignados, ativistas republicanos e pró-aborto pediram um referendo para cassar o poder de veto do Chefe de Estado. Logo a questão virou outra: abolir ou não a Monarquia? A pressão republicana foi intensa sobre a pacata população, propagandeando que o Soberano e seu Regente detinham um poder exagerado para um Estado moderno do século XXI, que deveria ser “democrático”.

Qual foi o resultado do referendo? O povo de Liechtenstein menosprezou toda a propaganda contrária e manteve a prerrogativa régia. Mais de 76% confirmaram o poder de veto do Soberano, mesmo em matérias passadas pelo Parlamento ou referendadas. O aborto foi rejeitado, a Monarquia preservada e o Príncipe Hereditário Regente deu continuidade à aliança entre o povo e sua Família, que já dura mais de 300 anos.

A Família Imperial do Brasil e a Família Principesca de Liechtenstein sempre mantiveram excelentes relações. O Príncipe Hans-Adam II e o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, já se encontraram várias vezes, no Brasil e na Europa. Mas a afinidade vai muito além do parentesco e da amizade, pois as duas Famílias lutam pela preservação dos valores perenes da Cristandade; e, se o Brasil fosse uma Monarquia, o Imperador certamente vetaria a legalização do aborto em nosso País, bem como se utilizaria de todas as suas prerrogativas constitucionais para barrar qualquer legislação contrária à Lei Natural.
Foto abaixo: O Príncipe Hans-Adam II de Liechtenstein e seu filho mais velho e herdeiro, o Príncipe Hereditário Regente Alois de Liechtenstein.