23 junho 2018

O templo do coração - Por: Emerson Monteiro


Empenhe-se para adorar no templo do coração.
Oh! Mendicante, o paraíso é apenas uma tentação;
o objetivo real é a própria casa de Deus.
                                                                  Abdullah Ansari


Quando tudo terminar, restará apenas o ser íntimo face à dor das existências. Esse ser de que falam os místicos e que vive na essência mais interior de tudo, nas pessoas, no princípio e no fim das manifestações e função única a que Jesus denomina o Reino de Deus. Significa a liberdade para dentro de si, o pomo dos segredos universais. As vagas do tempo nem de longe obtêm chegar a isso, daí a existência da consciência nos humanos, os seres inteligentes da Criação. Vieram nessa determinação de encontrar o caminho da Salvação, a isto foram criados. Os esforços coletivos e individuais buscam, pois, o sentido de dominar o momento e transcorrer nas fibras da Eternidade a morada do definitivo. Uma mutação a que viemos todos. Permutar a perecividade da matéria pelos campos de luz da Perfeição.

A intenção de revelar os sóis da Consciência cabe, portanto, aos senhores da razão, sujeitos das intempéries e das provas. Eles somente compete realizar a superação dos limites e vencer a perdição que os deteria tão apenas em fenômenos físicos, assim não fosse.

Enquanto isto, no espaço das vidas, ocorre o embate dos dois aspectos da presença. Dois em conflito das gerações, dramas da fusão dos elementos de que somos senhores. Por vezes restritas à visão das ilusões nas aparências, sucumbem multidões aos fatores dessa experiência prática de estar aqui e transcender. O herói vencerá e chegará ao templo, invés dos aliados da banda adormecida na inconsciência.

Carecemos dos favores da renúncia, da concentração e do destemor. Cruzar as barreiras do impossível sem desistir da luta. Territórios da alma da gente, sobreviver a todo custo diante de restrições e vaidades, pressas e comodidades. O método, as existências nos ensinam.

Celebrada em Crato, missa em honra de São Josemaria Escrivá, fundador do Opus Dei

    Neste sábado – 23 de junho de 2018 – na parte da manhã, foi celebrada na capela de Nossa Senhora da Conceição, do bairro Parque Granjeiro, em Crato, uma missa pela festa de São José Maria Escrivá. A solenidade partiu de amigos do Opus Dei residentes nas cidades de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha.

Quem é São Josemaria Escrivá
São Josemaria Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha), em 9 de janeiro de 1902. Recebeu a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 em Saragoça e começa a exercer o ministério numa paróquia rural. Em 02 de outubro de 1928 fundou, por inspiração divina, o Opus Dei. Em 26 de junho de 1975 faleceu repentinamente em Roma, logo após ter olhado com imenso carinho uma imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que presidia ao seu quarto de trabalho. Vários milhares de pessoas, entre elas muitos bispos de diversos países - quase um terço do episcopado mundial -, solicitam à Santa Sé a abertura da sua causa de canonização.
No dia 17 de maio de 1992, João Paulo II beatifica Josemaria Escrivá. Proclama-o santo dez anos depois, em 6 de outubro de 2002, na Praça de São Pedro, em Roma, diante de uma grande multidão. « Seguindo as suas pegadas », disse o Papa nessa ocasião na sua homilia, « difundam na sociedade, sem distinção de raça, classe, cultura ou idade, a consciência de que todos estamos chamados à santidade ».

O que é o Opus Dei?
O “Opus Dei” (“Obra de Deus”, em latim) é uma instituição hierárquica da Igreja Católica — uma prelazia pessoal —, que tem como finalidade contribuir para a missão evangelizadora da Igreja. Concretamente, pretende difundir uma profunda tomada de consciência da Filiação de Divina (todos somos Filhos de Deus) e da chamada universal à santidade tendo por base o valor santificador do trabalho cotidiano, qualquer que seja a atividade profissional. O Opus Dei foi fundado por São Josemaría Escrivá em 2 de outubro de 1928.