11 junho 2018

O ritmo do tempo - Por: Emerson Monteiro


... Nas batidas do coração da gente, bem aqui dentro dessa caixa esplendorosa do ser que passa, que o tempo arrasta pelas escadas do firmamento, a deixar as marcas profundas nas carnes. Ele, o Tempo, senhor dos exércitos, máquina de transformações e vetor das glórias do mundo. Ele, a quem os gregos denominavam Cronos, que paria e devorava os próprios filhos. Nós, seus filhos diletos, sorridentes.

Quantos séculos, e vamos a tanger esse barco de cordas rumo do Infinito, à espera dos três gênios que lá certo dia salvarão o mundo. Nós, testemunhas privilegiadas da humana criação, autores dos versos que sagraram a Primavera. Menores, entretanto do tamanho exato dos sonhos largados fora, e habitantes que preenchem de cascalhos as paragens mais distantes do Universo à procura de outras espécies que talvez mostrem a cara aos céus.

Quais intrusos das noites temporais, nascemos a toda manhã, feitos almas que anseiam desvendar o enigma da libertação invés dos finais melancólicos, e alimentamos festas que jamais começaram, na alegria das gentes. Esses autores de si mesmos, contudo cientes de conhecer quase nada dos astros que nos imperam e conduzem às trilhas do desespero. Pobres ricos mortais de valia duvidosa, valentes e sórdidos, mocinhos de outras películas esmaecidas no tempo.

Saber do tanto de poder que há na sintonia desse ente, eis a que viemos e nisso deslizamos a superfície da solidão individual. Paladinos da justiça, entretanto vingativos anti-heróis de melodramas inacabados. Grosseiros amantes, outrossim galãs das óperas de antigamente, na saudade e no desejo.  Que ouvir, portanto, dessas horas e expectativas, depois de provar que conhecemos a velocidade dos movimentos da Terra e pouco fazemos a mudar as trajetórias do vento. Entregues na monotonia do escuro que envolve o conhecimento, roemos os objetos quais quem se apega e os abandona com a maior facilidade. Somem, sumimos, nas voltas do parafuso, a construir as histórias de que ele ri, e apenas jogamos seu jogo de esquecimento no velho tabuleiro das velhas contradições.

(Ilustração: Salvador Dali, em Momento suave da primeira explosão).

Pronto para torcer pelo Brasil na Copa do Mundo de Futebol -- por José Luís Lira (*)

(*) José Luís Lira é advogado e professor do curso de Direito da Universidade Vale do Acaraú–UVA, de Sobral (CE). Doutor em Direito e Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Nacional de Lomas de Zamora (Argentina) e Pós-Doutor em Direito pela Universidade de Messina (Itália). É Jornalista profissional. Historiador e memorialista com mais de 20 livros publicados. Pertence a diversas entidades científicas e culturais brasileiras.

Faleceu Pe. Antônio Teodósio Nunes


Pe. Antônio Teodósio Nunes, primeiro à esquerda, de batina preta

Nasceu em Arneiroz em 7 de fevereiro de 1931 e faleceu em Crato, às 06:30h. do dia 11 de junho de 2018. Pe. Teodósio era historiador e genealogista. Era filho de Joaquim Nunes Pereira e Maria Januária de Souza.
Realizou o curso primário na sua terra natal, na Escola Mista, o curso secundário no Seminário Diocesano São José de Crato. Já os cursos de Filosofia e Teologia foram feitos entre 1951 e 1956, no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza. Foi professor da Faculdade de Filosofia do Crato e do Colégio Santa  Teresa de Jesus.

Alguns trabalhos e obras escritas por Pe. Teodósio Nunes
•    Respingando, introdução à Bíblia (1957)
•    A família Duarte Pinheiro (Itaytera, nº 16, fl. 177)
•    Em torno da Casa do Umbuzeiro (Itaytera, nº 19, fl. 180)
•    Educação, processo social e individual (Hyhyté, Faculdade de Filosofia do Crato, 1980)
•    Histórias de Ramiro, folclore (Itaytera, nº 25, 1981)
•    A família Andrade, dos Inhamuns (Revista do Instituto Genealógico do Cariri, fl. 119, 1981)
•    A família Nunes Pereira (Revista do Instituto Cultural do Cariri, fl. 17, 1982)


Algumas funções que exerceu na Diocese de Crato
•    Reitor do Seminário Diocesano São José, desde 1967.
•    Coordenador da Fundação Padre Ibiapina, desde 1976.
•    Diretor da Cáritas Diocesana, desde 1964.
•    Presidente do Instituto Genealógico do Cariri, desde 1982.