02 junho 2018

Crônica do fim de semana

Cidade limpa e bem cuidada é responsabilidade da Prefeitura
Mas a população além de cobrar tem que cooperar evitando colocar lixo nas ruas
Rua do bairro Nossa Senhora de Fátima (antigo Barro Branco) na cidade de Crato

   Por diversas vezes já abordamos o estado de abandono em que se encontram algumas ruas do centro de Crato. Basta passar pela Rua Mons. Esmeraldo (quarteirão onde fica o prédio da antiga Teleceará) para constatar. Há um ano, servidores da SAAEC arrancaram parte do asfalto para tapar um buraco na tubulação de água. Pois bem, as pedras – mal assentadas – continuam do mesmo jeito em que deixaram em junho de 2017. Percorram também a Rua Tristão Gonçalves (mais conhecida como Rua da Vala) com seus entulhos pelas calçadas e buracos no asfalto.
      Nem vou me alongar pela situação das ruas dos bairros periféricos, com seu calçamento tosco e sequência de buracos, iluminação deficitária (e, às vezes, inexistente) com lâmpadas queimadas ou com defeitos, o que faz que, em muitos trechos, as ruas periféricas fiquem numa escuridão assustadora.
      Gostaria de acrescentar que se o cuidado com a manutenção das nossas ruas é responsabilidade da Prefeitura, a população além de cobrar pela limpeza e manutenção o calçamento, tem que cooperar evitando colocar lixo nas artérias urbanas.
        Tornou-se corriqueiro pessoas que vêm de outras cidades – próximas ou distantes – comentar: "Como o Crato está desprezado!" E admiram-se porque não existe um serviço municipal para fiscalização de áreas privadas que armazenam entulhos e ficam meses e anos sem limpeza. Sem falar quando o mato toma conta de certas áreas de Crato, além de denotar desleixo e falta de preocupação com o visual da cidade e com a saúde pública, porque onde tem sujeira e falta de cuidado, sempre há riscos da proliferação de insetos e animais peçonhentos.
          A única época do ano em que o governo municipal se preocupa em dar melhor aparência a Crato é no mês de julho, devido à realização da Expocrato. No ano passado, o Governo do Estado foi o responsável pela “Operação tapa-buraco”. Já estamos em junho e é tempo dessa “lembrança” anual vir à tona, através de uma “geral” na limpeza desta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos...

Opinião pública: 3 leitores comentam a queda de Pedro Parente da Petrobrás


Sobre a demissão do Presidente da Petrobrás – por Luciano Nogueira Marmotel (*)
Pedro Parente assumiu a Petrobrás violentada pela administração suicida e pela corrupção gigantesca das administrações petistas, com prejuízos que acumulavam quase meio trilhão de reais. Em apenas dois anos saneou as contas e a administração da empresa. As ações mais que triplicaram de valor e a empresa deu lucro superior a R$ 6 bilhões. Num país sério, Parente teria ganho uma estátua em frente à sede da Petrobrás. Infelizmente, como estamos no Brasil, ele teve de se demitir. Valeu, Pedro Parente!
(*) Luciano Nogueira Marmotel – e-mail: automatmg@gmail.com

A Petrobrás vai quebrar de novo – por Leão Machado Neto (*)
Estou convencido de que, aos 64 anos, jamais verei o Brasil sair do buraco e se tornar um país decente. Pedro Parente equacionou a maior parcela dos problemas da Petrobrás, imprimiu administração profissional na empresa e valorizou a estatal em 600% durante sua gestão, mas contrariou interesses escusos de políticos demagogos de esquerda e de direita. O petróleo é uma commodity, como soja, minérios, café e outras cujos preços oscilam diariamente, aliás, oscilam a cada segundo. Infelizmente, a hipocrisia dessa gente de Brasília é infinita e muito em breve quebrará a Petrobrás de novo. É o fim da picada.
(*)  Leão Machado Neto – e-mail: lneto@uol.com.br

Ingerência destrutiva na Petrobras – por Fábio Duarte de Araujo (*)
     Num país sério, as empresas estatais existem para operar preservando interesses estratégicos do país. Num país que não é sério, elas são usadas para atender a interesses políticos, empregar apadrinhados e, mais recentemente, como fornecedoras de recursos escusos para projetos de poder e enriquecimento de políticos. Assim foi com bancos e empresas públicas de diversas finalidades. Os bancos oficiais tiveram seus usos não éticos limitados pela presença de concorrentes.
      Já a Petrobrás não tem concorrência e não é exatamente uma estatal, é uma empresa de capital misto, porém com participação majoritária do governo, o que possibilita a atuação deste na sua gerência. E foi isso que quebrou a Petrobrás.
    Republicanamente, sua administração foi, então, entregue a um técnico correto e eficiente, que em dois anos recuperou a empresa, recolocando-a novamente num lugar de destaque internacional. Em face da crise por falta de sensibilidade do governo, os interesses políticos voltam a quase quebrar a Petrobrás. O controle de preços sempre resultou em desastres econômicos. Esperamos que, sabendo dos resultados pelas experiências anteriores, o governo e os políticos encontrem uma solução de interesse da sociedade e do País.
(*) Fábio Duarte de Araujo – E-mail: fabionyube@visualbyte.com.br

Centenário de nascimento de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos– 3º Bispo da Diocese de Crato – 2ª crônica lida da Rádio Educadora do Cariri ( 02-06-2018)


 Dados biográficos
Escudo episcopal da Dom Vicente Matos

          Dom Vicente de Paulo Araújo Matos nasceu na cidade de Itapajé, Estado do Ceará, em 11 de junho de 1918. Estudou no Seminário da Prainha, na capital cearense, onde recebeu ordenação sacerdotal no dia 29 de novembro de 1942, das mãos de Dom Antônio de Almeida Lustosa, Arcebispo Metropolitano de Fortaleza. Recém-ordenado, o jovem Padre Vicente Matos recebeu a missão de ser o primeiro administrador da recém-criada Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, da cidade de Capistrano, à época pertencente à Arquidiocese de Fortaleza. Em Capistrano, o Padre Vicente Matos encontrou como igreja-matriz uma humilde e acanhada capela, de pequenas dimensões. Foi naquela cidade onde demonstrou os primeiros sinais do seu espírito dinâmico e empreendedor. Deve-se ao Padre Vicente Matos a construção da nova e imponente igreja-matriz da paróquia de Capistrano. Na sacristia daquele belo templo, ainda hoje existe uma foto do Padre Vicente Matos assinalando a passagem dele como primeiro vigário de Capistrano.

      Logo o Arcebispo Dom Antônio de Almeida Lustosa percebeu as qualidades e virtudes do jovem Padre Vicente de Paulo Araújo Matos. Por isso, transferiu-o para Fortaleza, onde ele passou a exercer o cargo de diretor do Colégio Castelo Branco, pertencente à Arquidiocese de Fortaleza.
     A nomeação para Bispo veio encontrá-lo – em 21 de abril de 1955 – quando foi escolhido, pelo Papa Pio XII,  Bispo Titular de Antioquia no Meandro e Bispo Auxiliar de Crato. Sua ordenação episcopal deu-se a 11 de junho do mesmo ano na Igreja do Cristo Rei em Fortaleza, coincidindo com o seu aniversário natalício.

      Residindo na Diocese de Crato desde 18 de agosto de 1955, com a renúncia de Dom Francisco de Assis Pires, Dom Vicente foi escolhido – pelo Papa João XXIII – terceiro Bispo Diocesano de Crato em 28 de janeiro de 1961. Tomou posse nessa função no dia 19 de março de 1962 e a exerceu por longos trinta anos e três meses. Renunciou – por problemas de saúde – no dia 1º de junho de 1992.
    Poderíamos resumir assim a vivência de Dom Vicente na Diocese de Crato: ele foi bispo-auxiliar durante cinco anos; administrador diocesano por um ano e cinco meses e bispo diocesano de Crato durante vinte e um anos, perfazendo quase trinta e sete anos de bons serviços prestados à Diocese de Crato. Renunciou ao bispado, por problemas de saúde, em 01 de junho de 1992 e faleceu, na cidade de São Paulo, no dia 06 de dezembro de 1998, com oitenta anos e seis meses de idade. Passou à história como “O maior benfeitor da cidade de Crato” e “Apóstolo da Ação Social”.

       Seus venerandos restos mortais encontram-se sepultados na Capela da Ressurreição, no interior da Catedral de Crato, aguardando a ressurreição dos justos.

Dom Vicente Matos no dia da sua  chegada a Crato, 
desembarcando no antigo Aeroporto de Nossa Senhora de Fátima, 
na Chapada do Araripe