29 maio 2018

FIQUE POR DENTRO ! -Por Maria Otilia


                 SEMINÁRIO: JUNTOS PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA


 Acreditamos em uma educação pública de qualidade para transformar o Brasil. Somos sabedores que por muitas décadas, a educação brasileira tem sido tratada como a última prioridade na maioria dos planos de governos bem como da sociedade, assim afirma Vito Giannotti. Enfatiza também que mesmo com os avanços nas matrículas e na inserção de estudantes no ensino básico e também no acesso ao ensino superior, a educação no nosso país ainda caminha em passos lentos para se tornar referência e atingir o padrão de qualidade necessário.

No  Ceará, a educação pública vem se tornando destaque a nível nacional devido a efetivação de políticas públicas viáveis e exequíveis, envolvendo  todos os níveis, desde a educação infantil até  o ensino médio. O governo estadual em consonância com a Secretaria de Educação Básica e em regime de colaboração com Prefeituras vem desenvolvendo diversos projetos e programas para que alcancemos bons resultados de indicadores de desempenho acadêmico, bem como a oferta de uma educação de qualidade para todos os cearenses.

 Neste sentido, profissionais da educação do município do Crato realizaram o I Seminário intitulado Juntos pela Educação Pública. Este Seminário é o primeiro de muitos que virão com o objetivo de construir propostas efetivas para a manutenção do já foi conquistado e a busca de inovações e melhorias do que ainda não estão contemplados no Projeto Politico Pedagógico da Educação Pública do Ceará, que com certeza refletirá no contexto da educação pública do nosso país. Assim sendo, deixamos o nosso convite para que mais educadores venham fazer parte deste grupo de estudo, partindo do princípio que a educação é fundamental para a construção de uma sociedade democrática em suas dimensões social, ética e política.




Quem é o verdadeiro responsável pela paralisação dos caminhoneiros? – Por Jurandir Dias


      Um jornalista comentou que não estamos na Idade Média, mas na “Idade da Mídia”. Estamos realmente numa era em que as mídias sociais têm um poder extraordinário e pode até derrubar governos. Aliás, foi o que aconteceu com Dilma Roussef: as grandes manifestações que levaram ao seu impeachment foram convocadas pelos aplicativos de celular como o Watsapp. Do mesmo modo aconteceu na atual paralisação dos caminhoneiros.
     O governo parece não ter-se dado conta do risco que corria com a política de preços dos combustíveis criada pela Petrobras em meados do ano passado.
     Durante algum tempo, o governo Dilma segurou o preço dos combustíveis sem levar em consideração nem sequer o índice de inflação, uma medida própria de governos populistas de esquerda. Isto provocou um desequilíbrio nas contas da estatal, sem contar ainda o desfalque provocado pela roubalheira que o PT vinha fazendo em vários setores do governo.
     Para tentar cobrir o rombo da Petrobrás, o governo resolveu atrelar o preço do combustível ao dólar e ao preço internacional do barril de petróleo. Assim, o seu preço variava como uma bolsa de valores. Os reajustes têm acontecido quase diariamente. Na semana que antecedeu a greve dos caminhoneiros, por exemplo, foram cinco reajustes. No total, o aumento foi de 6,98% no preço da gasolina e 5,98 no do diesel.
    O preço dos combustíveis teve um reajuste de 8%, enquanto a inflação média do ano foi de 0,92% no mesmo período, segundo o IBGE. As grandes empresas de transporte conseguem, de alguma forma, repassar esse aumento no preço final do frete. Os caminhoneiros autônomos, entretanto, não conseguem fazer isso, e estão com um grande prejuízo.
     Desde julho do ano passado, quando a Petrobrás adotou a nova política de preços, a gasolina acumula uma alta de 58,76% e o diesel de 59,32 %, segundo informações da Petrobrás. Para justificar o aumento dos combustíveis, a empresa informou que os derivados de combustíveis são commodities e que os preços estão atrelados ao mercado internacional. Soma-se a isto a pesada carga tributária que, no caso do diesel, chega a 46% e da gasolina, a mais de 50%.
     Com essa política desastrosa, a situação se tornou insuportável. Entretanto, só o governo não a via – ou não queria ver –, apesar de ter sido alertado várias vezes pelos próprios caminhoneiros. E isto resultou num movimento espontâneo em todo o Brasil, o qual vem contando com o apoio da população semelhante ao ocorrido nas manifestações pelo Impeachment da ex-presidente Dilma Roussef. Em diversos pontos do País pessoas levaram alimentos, água e cobertores aos caminhoneiros, que tinham o apoio de empresas de alimentação e recebiam o incentivo da população através das mídias sociais. Rafael Cortez, cientista político e sócio da empresa Tendências  Consultoria, observou que “a população enxerga no conflito entre os caminhoneiros e o governo uma reivindicação que também é sua: a de redução de tributos”.
      O governo não percebeu – ou não quer perceber – que tal acordo não resolve a questão do aumento dos combustíveis e que o problema está em sua política equivocada de preços, decorrente da herança maldita dos 13 anos de governo do PT, o verdadeiro responsável por essa paralisação dos caminhoneiros.
       Napoleão dizia que é fácil construir um trono com baionetas. Difícil, entretanto, é sentar-se sobre ele. A greve dos motoristas pode acabar devido à repressão das forças de segurança, mas ficará um mal-estar que poderá explodir futuramente, talvez não daqui a muito tempo, com efeitos que poderão ser imprevisíveis.