28 maio 2018

Indícios da Era Solar - Por: Emerson Monteiro


E o que vemos acontecer nessas horas diferentes das notícias, vozes de crise, berros na multidão, estradas impedidas, desabastecimento, que tais. Algo esgotou e ninguém sabe, ninguém viu, ou não quis ver que acontecia, embriagados que éramos na velocidade sobre rodas, vento passando solto nos ares dos pára-brisas. Enquanto lá na distância dos países nórdicos alguém olhava assustado a transcorrência do consumo exacerbado de combustíveis fósseis, que têm dias contados e medidos, porquanto esvaziam as reservas não renováveis. Disseram que durariam até 2023. Entrementes, nunca houvera preocupação em desenvolver as outras tecnologias, porquanto dos países atrasados vinha a preço módico o óleo negro aos borbotões. Exércitos de conquistas jamais suspenderiam seus avanços nas terras devastadas daqueles povos miseráveis do Oriente.

Porém agora o preço há que subir, pois as ruas e estradas estão prenhes de máquinas que consumem o sangue da terra sobre as lâminas escuras do nada a lugar algum, nos tempos abstratos da tecnologia do aço. Por isso, o custo merece respeito, e tome determinação dos donos das fábricas e empresas de refino espalhadas pelo mundo.

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Eis ali o quadro crepuscular da Era do Petróleo, matriz da civilização industrial que avassalou a geopolítica dos séculos. Outrossim, não fosse a colonização francesa no Norte da África, máxime na Argélia, e outra fonte de energia, a maior e inesgotável que existe, o Sol, nem sairia da estaca zelo em termos de utilização. Desse modo ocorreu, no entanto. E agora temos ainda em estado rudimentar as primeiras células fotovoltaicas passíveis de substituir os combustíveis fósseis através da energia solar.

Logo, que abram os olhos, pois. Somos o Brasil das maiores áreas solarizadas do Planeta, superado apenas pelos desertos do Saara, na África, e o de Gobi, na Ásia. Os países cinzentos do Norte, que dominam os capitais do mundo, agora restringem a energia fóssil e cobram caro a demanda que possui dias contados e restritos. Os políticos, nisso tudo, são apenas peças humanas de reposição, por vezes de pouca ou nenhuma qualidade principal.